ARTIGO ARTICLE

 

Avaliação da alimentação de idosos de município paulista – aplicação do Índice de Alimentação Saudável

 

Assessment of the diets of elderly people in a city in São Paulo state – application of the Healthy Eating Index

 

 

Maíra Barreto MaltaI; Silvia Justina PapiniI; José Eduardo CorrenteII

IDepartamento de Enfermagem, Faculdade de Medicina, Universidade Estadual de São Paulo (UNESP/Botucatu). Distrito de Rubião Júnior s/n. 18.618-000 Botucatu São Paulo. mairamalta@yahoo.com.br
IIDepartamento de Bioestatística, Instituto de Biociências, UNESP/Botucatu

 

 


RESUMO

OBJETIVO: avaliar a qualidade da dieta da população idosa do município de Avaré (SP) através do Índice de Alimentação Saudável (IAS)
MÉTODOS: trata-se de um estudo de corte transversal de base populacional realizado por meio de entrevista domiciliar. A amostra constou de 73 indivíduos, sorteados aleatoriamente dos idosos integrados ao Sistema Público de Saúde do Município. O consumo alimentar foi medido por meio de 3 Recordatórios de 24 horas. Para avaliação, foi aplicado o IAS adaptado para a população brasileira. Parte-se do princípio que o presente estudo constitui o primeiro no Brasil a aplicar o IAS utilizando 3 inquéritos do tipo recordatório de 24 horas em população idosa. Optou-se por esta metodologia, pois como descrito na literatura, um único dia não representa a ingestão habitual de um indivíduo devido à elevada variabilidade intrapessoal do consumo.
RESULTADOS: Foram encontrados 32,9% de idosos com uma dieta de má qualidade; 60,3% necessitando de melhorias e 6,8% com uma dieta de boa qualidade.
CONCLUSÃO:
Pode-se concluir que os idosos estudados precisam de melhorias na alimentação, o que ressalta a importância de política de incentivo voltado à alimentação saudável na terceira idade.

Palavras chave: Nutrição do idoso, Comportamento alimentar, Consumo de alimentosa


ABSTRACT

The scope of this paper was to evaluate the quality of the diet of the elderly in the city of Avaré, São Paulo state, using the Healthy Eating Index (HEI). A cross-sectional population-based study was conducted by home interviews. The sample consisted of 73 individuals, randomly selected among elderly people from the public health system in the city. Food consumption was measured by 3 24-hour recalls. The HEI adapted to the Brazilian population was applied for evaluation purposes. It is believed that this study is the first in Brazil to apply the HEI using 3 surveys of the 24-hour recall type among the elderly population. This methodology was chosen because, as described in the literature, a single day does not accurately reflect the usual intake of an individual due to the high interpersonal variance in consumption. It was found that 32.9% of elderly people were on a poor quality diet, 60.3% needed adjustments and 6.8% had a good quality diet. The conclusion that can be drawn is that the elderly population studied need to improve their diet, which emphasizes the importance of policies geared to encouraging healthy eating in old age.

Key words: Nutrition among the elderly, Feeding habits, Food consumption


 

 

Introdução

Ao final da década de 60, com a queda da mortalidade, aumento da expectativa de vida e o rápido declínio da fecundidade, iniciou-se um processo de desestabilização da estrutura etária da população brasileira1. Observou-se, a partir de então, um crescimento relativo da proporção de idosos, que atualmente, representam 8,6% da população total, ultrapassado 15 milhões de brasileiros2.

O Brasil, assim como os demais países latino-americanos, está passando por um processo de envelhecimento rápido e intenso3, tornando importante o conhecimento do comportamento deste grupo para garantir aos idosos uma sobrevida maior com uma boa qualidade de vida4.

O conceito de qualidade de vida está relacionado à autoestima e ao bem-estar pessoal e abrange uma série de aspectos entre eles o estado de saúde, o estilo de vida4, incluindo os cuidados com a alimentação e o equilíbrio nutricional.

Com o passar do tempo, na velhice, apesar de ser um processo natural ocorrem várias alterações anatômicas e funcionais, com repercussões importantes na saúde e nutrição do idoso, muitas delas progressivas, ocasionando efetivas reduções na capacidade funcional3,4. A associação destas alterações ao uso de medicamentos, comum nesta população, aumenta o risco de má nutrição, além do aparecimento de inúmeras doenças que podem atrapalhar todo o processo de ingestão, digestão, absorção e utilização dos nutrientes ou aumentar a necessidade dos mesmos5, comprometendo ainda mais o estado de saúde e as necessidades nutricionais do indivíduo idoso. É importante ainda lembrar que as condições sóocioeconômicas podem ser determinantes para o estado nutricional, pois muitas vezes dificultam o acesso à alimentação. Daí a importância do idoso ter uma alimentação rica e variada, para evitar desequilíbrios nutricionais, a fim de ter maior longevidade com melhor qualidade de vida3,4.

A nutrição e a alimentação na terceira idade são áreas pobres em investigação, sendo pouco exploradas e não tendo recebido a atenção que lhes é devida6. O desconhecimento da situação alimentar do idoso no Brasil frente à nova realidade demográfica exige a realização de novas investigações.

Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a qualidade da dieta da população idosa do município de Avaré-SP através do Índice de Alimentação Saudável (IAS).

 

Método

Trata-se de um estudo de corte transversal descritivo realizado com idosos assistidos nas unidades de saúde do município de Avaré (SP), no período de janeiro a maio de 2009.

A amostra constou de 73 indivíduos, estabelecidos por sorteio aleatório de indivíduos idosos integrados ao Programa Saúde de Família e Unidades Básicas de Saúde do Município de Avaré, São Paulo, obtida de forma proporcional e estratificada segundo faixas etárias de 10 em 10 anos de ambos os sexos.

Os critérios de inclusão adotados foram: ter idade igual ou superior a 60 anos, não estar acamado e não estar impossibilitado de alimentar-se pelas vias normais.

As coletas dos dados foram feitas por meio de três entrevistas domiciliares realizadas por entrevistador treinado. Na primeira entrevista foram coletados dados gerais para a caracterização da população tais como: sexo, idade, patologias associadas, uso do tabaco, nível de atividade física, peso, estatura e Índice de Massa Corpórea classificado de acordo com os pontos de corte recomendados pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) no projeto Saúde, Bem-estar e Envelhecimento (SABE)7. Além desses dados, foram coletados alimentares nas três entrevistas através da aplicação de recordatórios alimentares de 24h (R24h), sendo estes, em dias não consecutivos, e obrigatoriamente um deles relativo ao consumo de um domingo.

Análise dos dados

Anteriormente à digitação dos dados de consumo alimentar foi realizada a conferência das informações contidas em cada R24h e o detalhamento dos ingredientes de preparações como pizza, sanduíches, lasanhas, tortas e salgados, entre outras, a fim de melhor classificar os alimentos consumidos segundo os grupos da pirâmide alimentar. Para tal, foram utilizadas as padronizações de receitas propostas por Pinheiro et al.8 e Fisberg e Villar.9

O cálculo dos nutrientes fornecidos pelos alimentos consumidos foi realizado no programa Nutwin versão 1.510, que tem como base de dados as tabelas de composição química dos alimentos do órgão americano United States Departament of Agriculture.11 Alimentos ou preparações que não constavam do programa referido foram acrescentados ao mesmo utilizando-se tabelas brasileiras: tabela de Composição de Alimentos: suporte para decisão nutricional12; tabela para Avaliação e Consumo Alimentar em Medidas Caseiras8 e tabela do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística13. A composição de alguns alimentos industrializados que não constavam do programa e nem das tabelas referidas foi obtida mediante consulta às informações nutricionais disponíveis nos rótulos dos mesmos.

Para avaliação da qualidade da dieta foi utilizado o Índice de Alimentação Saudável (IAS) adaptado do Health Eating Index14 para a população brasileira por Mota et al.15. O índice foi obtido por uma pontuação distribuída entre 12 componentes que caracterizam diferentes aspectos de uma dieta saudável, que foram: a porção consumida dos oito grupos alimentares da pirâmide (óleos e gorduras; açúcares e doces; leite e produtos lácteos; carnes e ovos; leguminosas; hortaliças; frutas e cereais, pães, tubérculos e raízes); o consumo total de colesterol; as porcentagens consumidas de gordura total e gordura saturada e a variedade da dieta.

As porções consumidas da pirâmide alimentar foram calculadas separadamente para cada um dos três R24h dos 73 indivíduos da seguinte forma: encontrou-se as calorias consumidas advindas de cada grupo alimentar e dividiu-se o valor calórico de cada grupo pelo valor que equivale a uma porção segundo classificação proposta por Philippi et al16.

Para análise construiu-se banco de dados com os 219 recordatórios do estudo. As informações referentes aos 12 componentes do IAS do primeiro recordatório foram somadas às obtidas nos segundo e terceiro, calculando-se o valor médio entre eles, utilizado nas análises. As médias dos componentes foram pontuadas, sendo as pontuações máximas e mínimas apresentadas na Tabela 1. As pontuações intermediárias foram calculadas proporcionalmente.

O escore final do índice foi obtido pela soma da pontuação atribuída a cada um dos componentes do IAS, podendo variar de zero a 120 pontos. As dietas foram classificadas em: "boa qualidade" (superior a 100 pontos), "precisando de melhorias" (71-100 pontos) e "má qualidade" (inferior a 71 pontos).

Posteriormente foram calculados para os oito grupos da pirâmide alimentar as médias, o desvio padrão e os valores mínimos e máximo das porções consumidas, também foram calculados média e desvio padrão da pontuação de cada componente do IAS e o percentual de idosos com escore mínimo (zero) e máximo (10).

Todas as análises foram realizadas com auxílio do programa estatístico SAS for Windows, versão 9.1, adotando-se p < 0,05 como nível crítico de significância.

Em conformidade com as diretrizes nacionais e internacionais para pesquisa com seres humanos do Conselho para a Organização Internacional de Ciências Médicas (CIMS) e do Conselho Nacional de Saúde17, o presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu, SP.

 

Resultados

Os idosos analisados (n = 73) tinham idade média igual a 71,5 ± 6,5 anos e pouco mais da metade era do sexo feminino. Constatou-se que aproximadamente 11% dos idosos eram fumantes e que 35,6% praticavam atividade física pelo menos três vezes por semana, quanto ao estado nutricional a maioria dos idosos era eutrófico, entretanto, uma grande parte, mais de um terço, apresentava obesidade, dados apresentados na Tabela 2. Com relação às doenças crônicas, 74% tinham hipertensão arterial; 21,9% apresentavam dislipidemia; e 20,5% eram diabéticos, sendo que todos estavam sobre uso de medicamento para controle das mesmas.

 

 

Os resultados da aplicação do Índice de Alimentação Saudável evidenciaram que 32,9% dos idosos avaliados apresentaram dieta de "má qualidade"; 60,3% "necessitam de melhorias" e apenas 6,8% apresentaram uma dieta de "boa qualidade".

Estão apresentados na Tabela 3 os resultados do número médio de porções de alimentos relativos aos grupos alimentares do IAS. Os números médios de porções de frutas, hortaliças, cereais e leite e derivados ingeridos ficaram abaixo do mínimo recomendado. Para os componentes leguminosas, carnes e ovos, açúcar e óleo o consumo médio ultrapassou a recomendação, o consumo máximo por alguns idosos desses componentes que ultrapassaram a recomendação apresentam valores muito elevados, fazendo o consumo médio ser alto.

As pontuações médias dos escores dos componentes carne e ovos, gordura saturada e colesterol atingiram os maiores valores (maiores que oito pontos), enquanto que as pontuações médias dos escores dos componentes frutas, hortaliças e leite e derivados apresentaram os piores (menor que cinco pontos). Aproximadamente 13,7% dos idosos receberam pontuação zero para o componente das frutas e 32,9% para o componente açúcar (Tabela 4).

 

 

Discussão

Parte-se do princípio que o presente estudo constitui o primeiro no Brasil a utilizar o Índice de Alimentação Saudável (IAS) para avaliar o consumo alimentar utilizando três inquéritos do tipo recordatório de 24 horas (R24h) entre idosos. Assim, contribui para o melhor conhecimento da realidade nacional e para o delineamento de intervenções nutricionais a serem desenvolvidas no âmbito da atenção básica à saúde na terceira idade.

Optou-se por esta metodologia, pois já foram mostradas nítidas vantagens na avaliação conjunta de alimentos, nutrientes e variedade da dieta18. Utilizou-se três R24h, pois como descrito na literatura, um único dia de recordatório não representa a ingestão habitual de um indivíduo devido à elevada variabilidade intrapessoal do consumo de nutrientes, sendo a variabilidade diária da dieta a característica central do consumo alimentar de um indivíduo ou uma população19. Existem fatores tais como o dia-a-dia, o dia da semana, a sazonalidade, entre outros, que contribuem para esta variabilidade20.

A maioria dos índices que avaliam a qualidade da dieta é baseada em dados americanos14,21,22, e tendo em vista que as recomendações das pirâmides e dos guias alimentares, assim como, os hábitos alimentares diferem de população para população, optou-se por utilizar o IAS adaptado para a população brasileira15.

Segundo resultados da aplicação do IAS, a maioria dos idosos consumia dietas classificadas como necessitando de melhorias e parte delas de má qualidade. Os piores desempenhos foram observados quanto ao consumo das frutas, hortaliças, carboidratos e leite e derivados, apontando a necessidade de priorizar ações de educação nutricional dirigidas ao incentivo da elevação do consumo destes grupos alimentares por idosos.

Os consumos médios das porções de frutas e hortaliças pelos idosos estavam bem abaixo do recomendado pela pirâmide, resultados similares foram encontrados por Fisberg et al.23 em indivíduos de todas as idades no município de São Paulo. Godoy et al.24 também encontraram baixo consumo destes grupos alimentares quando estudaram 437 adolescentes de São Paulo. Estudo realizado com idosos em Recife encontrou um consumo de frutas e verduras não satisfatório25. Esses resultados demonstram a inadequação do consumo dos grupos alimentares em questão em diversas fases do ciclo vital e em diferentes regiões do país. Cabe ressaltar que segundo a última Pesquisa de Orçamento Familiar26 realizada no Brasil, os adolescentes consomem menor quantidade de frutas, verduras e legumes que os idosos e os adultos, maior quantidade.

O Guia da Pirâmide para o idoso ressalta a importância de frutas, verduras e legumes, enfatizando aqueles fortemente coloridos, frescos, por serem fontes ricas de vitaminas, minerais e fibras, além de contribuírem com fitoquímicos com propriedades antioxidantes27,28. De acordo com a literatura é importante um maior consumo desses grupos, uma vez que evidências indicam que dietas ricas em verduras e frutas estão associadas à proteção contra doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer28-30.

Foi observado um consumo médio diário de 1,18 porções de leite e derivados pelos idosos, o que representa uma ingestão muito abaixo do recomendado pela pirâmide alimentar brasileira, sendo esta recomendação de três porções ao dia. Estes alimentos são de extrema importância para os idosos, visto que são a maior e mais segura fonte de cálcio31.

Assim como no presente estudo, Menezes et al.32 observaram em 105 idosos residentes em instituições geriátricas de Fortaleza um déficit de consumo de leites e derivados, encontrando a maioria da população por eles estudada (93,4%) uma ingestão insuficiente de cálcio. As informações da literatura são congruentes com os achados do presente estudo, que indicam baixo consumo de cálcio alimentar por idosos33,34.

A deficiência alimentar de cálcio, a longo prazo, pode contribuir para o desenvolvimento da osteoporose, ou para seu agravamento, quando já instalada. A osteoporose é uma condição comum caracterizada por diminuição da massa óssea e aumento da susceptibilidade a fraturas35, acomete ambos os sexos, porém com maior prevalência entre idosos36 sendo a principal causa de fraturas ósseas nesta faixa etária37. O consumo insuficiente de leites e derivados é preocupante, uma vez que o adequado consumo de cálcio tem se mostrado eficiente na prevenção da perda óssea em alguns indivíduos38.

Foi encontrado um consumo médio insuficiente (3,66 porções) do grupo dos cereais, pães, raízes e tubérculos, quando comparado com a referência (mínimo de 5 porções). Esse grupo da pirâmide tem predominantemente em sua composição o carboidrato, que é a principal fonte de energia39.

O consumo insuficiente de energia pode levar á desnutrição, o que aumenta o risco de morte. No Brasil o risco de morte por essa causa durante a velhice tem apresentado tendências crescentes40,41.

Foi observada, no presente estudo, uma prevalência de desnutrição de 12,7%, que é causada pela ingestão calórica (energia) inferior ao gasto energético de um indivíduo. Bassler e Lei42 encontraram 9,6% de idosos desnutridos no município de Pinhais na Região Metropolitana de Curitiba (PR). Cesar et al.43 quando analisaram idosos de Araraquara interior de São Paulo, encontraram uma prevalência de desnutrição de 21,9%, superior a encontrada no presente estudo. É importante destacar que preferencialmente deve-se incentivar o consumo de carboidratos complexos, com elevado teor de fibra44.

Visto a inadequação da alimentação dos idosos em estudo, em especial em alguns grupos alimentares de extrema importância nesta fase da vida, e observando-se a grande prevalência de doenças crônicas pelos mesmos, cabe ressaltar a importância de uma alimentação rica e variada, tanto do ponto de vista energético como da variedade dos grupos da Pirâmide Alimentar Brasileira para evitar desequilíbrios nutricionais de modo a ter maior longevidade com melhor qualidade de vida.

 

Conclusão

Conclui-se que a maioria dos idosos estudados precisa de melhorias na alimentação, com especial atenção ao consumo de frutas, hortaliças, carboidratos preferencialmente complexos e leite e derivados. Ressaltando a importância de política de incentivo a melhoria da alimentação na terceira idade.

 

Colaboradores

MB Malta participou da concepção e desenho do estudo, coordenou coleta de dados, realizou análise, interpretação dos resultados e redação do artigo. SJ Papini auxiliou na interpretação, discussão e realizou revisão crítica do artigo. JE Corrente realizou a análise estatística dos dados e auxiliou na discussão dos resultados.

 

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Artigo apresentado em 03/10/2011
Aprovado em 10/12/2011
Versão final aprovada em 21/01/2011

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