Jack Elinson (1917-2017) – o legado de um pioneiro

Everardo Duarte Nunes Sobre o autor

Resumo

O artigo analisa a formação e a carreira profissional de Jack Elinson (1917-2017), pioneiro no campo das ciências sociomedicas na introdução de seu ensino e pesquisa em uma faculdade de saúde pública, na Universidade de Columbia, onde trabalhou durante trinta anos (1956-1986). Suas contribuições estendem-se para os campos da psicologia social, estatística e sociologia médica, especialmente sobre indicadores de saúde e suas relações com a qualidade de vida. Em 1985 recebeu o Leo G. Reeder Award da American Sociological Association pelo conjunto de seus estudos no campo da sociologia médica. Com Renée Fox, Robert Straus, Eliot Freidson e outros compõe o grupo da segunda geração de cientistas sociais no processo de institucionalização da sociologia médica/saúde.

Palavras-chave
Jack Elinson; Sociomedicina; Sociologia médica

Formação e carreira profissional

Faleceu em 13 de fevereiro de 2017, aos 99 anos de idade, o pioneiro na institucionalização do campo da sociomedicina na saúde pública nos Estados Unidos Jack Elinson, que faz parte da segunda geração de pesquisadores (psicólogos, sociólogos, estatísticos) que se dedicaram exclusivamente ao campo da medicina e da saúde.

Jack Elinson (ele mudou legalmente o seu nome de nascimento de Israel Jacob para Jack Elinson, em 1944) nasceu em 30 de junho 1917, filho de Sussman e Rebecca Elinson e, como conta em seu relato autobiográfico intitulado City Slums to Sociosalustics11. Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work. New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45.:

Eu nasci em casa, em um apartamento num cortiço do South Bronx (cidade de Nova York). Minha mãe morreu de tuberculose (conhecida como “consunção”) em 1923, quando eu tinha seis anos de idade. Eu a acompanhei algumas vezes quando ela se internava ou estava fora de hospitais, em sanatórios, e em lugares do país de “ar fresco”. Por um ano ou pouco mais, após a sua morte, eu fui levado de um lado para outro entre as casas dos meus avós maternos em Brownsville (Brooklyn) e East Harlem onde minha meia-irmã mais velha morava (eu não me lembro onde a minha irmã mais nova foi colocada).

Conta que seu pai, migrante russo judeu – chegou aos Estados Unidos em 1904 e aos quarenta anos era viúvo pela segunda vez. Trabalhou em uma “miscelânea costumeira de trabalhos de fábrica disponíveis para imigrantes pobres”11. Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work. New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45. e desejava seguir estudos em engenharia, num colégio técnico, mas impossíveis de serem realizados pelos problemas domésticos.

Elinson relata que South Bronx, Brownsville e East Harlem eram consideradas, em 1976, as três piores áreas de cortiços na cidade de Nova York, mas que ele não percebia serem tão ruins, quando lá viveu.

Ele cursou a escola pública Boys High School (turma de 1933), no Brooklyn, e graduou-se no College of the City of New York, em 1937, aos vinte anos de idade, com um B.S. em química e psicologia. Relata como mudou a sua perspectiva de estudar química para a psicologia, após ter interrompido o curso por um semestre e considerado não ser a química a sua vocação; conta, também, que entre a idade de doze a vinte anos Passsei muito tempo no metrô de Nova York11. Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work. New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45. – o percurso entre a sua moradia e as escolas demorava cerca de uma hora e meia – dizendo ser um local especial para aprendizagem de experiências extracurriculares, que deveria ser objeto de pesquisa dos sociólogos da educação. Após diversos e diferenciados trabalhos, como a de elaborar sumários da produção de uma fábrica de bonecas e a de lavar a vidraria de um laboratório de análises químicas no Food and Drug Administration, em Washington, foi trabalhar, em 1940, no War Departament's Personnel Research Section, voltado para a construção e análise de testes para a classificação psicológica de soldados. Em seu relato autobiográfico escreve que

Este posto marcou meu retorno para a psicologia e estatística. Aqui eu praticava o ‘psychometric trade’, inventando itens de múltipla escolha tentando medir e predizer o desempenho em um ou outro trabalho no exército11. Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work. New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45..

Conta que aprendeu a trabalhar com a análise fatorial e regressões múltiplas, inicialmente, de forma manual até o uso de máquinas de calcular e que, graças à sua diligência e perspicácia, por acaso (indicação de Margaret Strong), conseguiu sua transferência e promoção para outra seção no escritório do exército – o Morale Attitude Research Branch11. Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work. New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45.. Este setor reunia militares e civis com formação em sociologia, psicologia e estatística social e, em 1941, Elinson tornou-se analista junior em pesquisa social junto a esse grupo. Elinson relata com detalhes como foi importante esse contato em sua formação, inclusive para a sua tese de doutorado, em psicologia social, defendida quando completou seu serviço no Departamento de Defesa, na George Washington University. A tese, defendida em 1954, intitulada Attitudinal Intensity in Relation to Personality and Status, como conta o autor, na qual mostrava que quanto mais alta a posição de um indivíduo em um grupo (por qualquer fator de status), mais intensa (segura, convencida, positiva) são suas atitudes11. Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work. New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45.. O mestrado em psicologia também havia sido obtido na mesma universidade em 1947.

Ao fazer um resumo de sua formação, ao responder: Sou eu um sociólogo? Elinson diz:

Sou sócio da American Sociological Association, fui do conselho da associação de Sociologia Médica, fiz treinamento no tempo da guerra na Seção de Pesquisa com sociólogos (Stouffer, Cotrell, Guttman), trabalhei lado a lado fazendo estudos de military morale com sociólogos como Suchman, Star, Rose, Williams, Clausen, […], declara que publicou nos periódicos de sociologia médica e de saúde pública, mas meu treinamento na graduação e pós-graduação não foi em sociologia, e sim em psicologia e o meu doutorado foi em psicologia social e tenho certificado de psicólogo11. Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work. New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45..

Também conta que a sua entrada na sociologia médica foi “bastante inconsciente, sem escolha ou premeditação11. Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work. New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45.. Aconteceu durante a 2ᵃ Guerra quando um grupo estava pesquisando os soldados do exército americano, trabalho que depois seria publicado, em 1949, em quatro volumes, como American Soldier: Studies in Social Psychology in War World II. Relata que o interesse era avaliar se os soldados nos hospitais militares estariam ou não em condições morais de serem dispensados ou encaminhados aos serviços do exército. Conta que seu trabalho teve alguma repercussão. Mais tarde, teve oportunidade de desenvolver pesquisas sobre as consequências da Battle of Bulge – batalha que ocorreu entre 16/12/1944 e 25/01/1945 durante a 2ᵃ. Guerra – quando observou as condições dos soldados que devido às baixas temperaturas desenvolviam o trench foot [problema circulatório dos pés causado por exposição prolongado à umidade, à insalubridade e ao frio] que se tornou assunto de interesse militar, quando foi encarregado de avaliar a efetividade do equipamento que vinha sendo usado na prevenção dessa condição. Comenta que somente mais tarde reconheceu ter sido esse trabalho um estudo epidemiológico quando comparou centenas de soldados com trench foot e um número igual que não havia desenvolvido essa condição, comparando cerca de dezoito variáveis de exposição às situações de combate. Relata que esse batismo no campo da pesquisa em saúde desdobrou-se mais tarde na participação em estudo sobre doenças crônicas, mas, ainda no Departamento de Defesa, juntou-se ao grupo que estava pesquisando as práticas sexuais dos soldados em relação às doenças venéreas.

A sua saída do Departamento de Guerra envolveu motivos políticos como é relatado no obituário da American Association for Public Opinion Research (Elinson foi presidente de 1979-1980): Dr. Elinson era um apaixonado defensor da igualdade racial e gostava de encontrar os visitantes internacionais em conferências que tratavam de desigualdades sociais e do novo campo das ciências sociomédicas. Essas ideias não eram bem aceitas em seu local de trabalho – o Departamento de Guerra, que estava então localizado no Pentágono. Em 1950, Elinson foi alvo das audiências do Army- McCarthy e questionado sobre sua “fraternização excessiva com pessoas de cor”, suas visitas à livraria de Washington, onde livros de esquerda eram vendidos, e por que ele permitiu que sua irmã mais nova Marcelle namorasse um homem do “Sindicato dos Marinheiros liderados pelos comunistas”22. American Association for Public Opinion Research. In Memoriam. [acessado 2017 Fev 28]. Disponível em: http://www.aapor.org/About-Us/In-Memoriam.aspx,
http://www.aapor.org/About-Us/In-Memoria...
. O relato prossegue: “Embora muitos amigos e colegas, incluindo oficiais militares, testemunhassem em seu nome, a atmosfera ameaçadora foi considerada perigosa pelo casal [Elinson estava casado desde 1941 com May Gomberg (1919-2010), nutricionista, que ele conheceu quando ela trabalhava no Department of Labor Statistics] que agora tinha quatro crianças menores de seis anos”22. American Association for Public Opinion Research. In Memoriam. [acessado 2017 Fev 28]. Disponível em: http://www.aapor.org/About-Us/In-Memoriam.aspx,
http://www.aapor.org/About-Us/In-Memoria...
. Data desse momento o seu ingresso e intenso intenso envolvimento no NORC (National Opinion Research Center) como diretor de pesquisa; em 1956, foi chamado para organizar na Universidade de Chicago o “summer institute” sobre Social Surveys in the Field of Health.

A marca importante de sua atuação foi a criação do primeiro departamento de “sociomedical sciences” em uma escola de saúde pública, na Columbia University, ao incorporar a sociologia, antropologia, economia, ciência política, psicologia social e filosofia para o estudo da medicina e da saúde. Na Mailman School of Public Health dessa Universidade trabalhou de 1956-1986.

Os caminhos da medicina e da sociologia médica

Em 1985 Elinson recebeu o prêmio Leo G. Reeder e sua apresentação nesse momento ele denominou The End of Medicine and the End of Medical Sociology?33. Elinson J. The end of medicine and the end of medical sociology? J Health Soc Behav 1985; 26(4):268-275. numa alusão aos trabalhos anteriores de Rick Carson e Ivan Illich, de 1975. Nos livros que publicaram, esses autores apontavam as falhas da medicina e suas ameaças à saúde. Para Elinson, esse fim provou-se prematuro, se não completamente sem base33. Elinson J. The end of medicine and the end of medical sociology? J Health Soc Behav 1985; 26(4):268-275.. A visão pessimista não se comprovava pelo crescimento dos gastos, maior corporativismo médico, aumento do cuidado terciário, desenvolvimento da pesquisa biomédica, erradicação de algumas doenças, como sarampo, identificação do vírus da AIDS. De outro lado, cita a observação feita por Freidson44. Freidson E. The development of design by accident. In: Elling RH, Sokolowska M, editors. Medical sociologist at work. New Brunswisck: Transaction Books; 1978. p. 115-132. que a sociologia médica como um campo está em declínio, e pode mesmo desaparecer. Segundo Elinson33. Elinson J. The end of medicine and the end of medical sociology? J Health Soc Behav 1985; 26(4):268-275.:

A evidência usada para apoiar esta conclusão é o declínio e desaparecimento virtual de apoio financeiro federal para os programas de treinamento em departamentos acadêmicos de pós-graduação de sociologia e nas escolas profissionais de saúde pública, com a qual ele não concorda.

A fim de comprovar que a sociologia médica está viva e bem, ele apresenta uma série de exemplos. O primeiro é sobre necessidades insatisfeitas de cuidados médicos, tema que ele pesquisou desde os anos 50 e o impulsionou, segundo ele declara, para uma carreira de pesquisador em sociomedicina. O segundo tema persistente e importante em sociologia médica é o da mudança social e as profissões da saúde, apontando as teorias então vigentes (Freidson, Haug) que tentavam explicar a racionalização e formalização das práticas profissionais. Dois outros exemplos são citados para mostrar que as pesquisas em sociologia médica apresentavam-se empolgantes e intrigantes– as relações entre cuidado médico e qualidade de vida e redes sociais, práticas pessoais e status em saúde.

Voltando a sua autobiografia, vemos que Elinson discute a denominação sociologia médica, lembrando que pesquisadores como George Rosen e Virginia Olesen têm sugerido sociologia da saúde; mas, para ele a sugestão seria uma única palavra sociosalustics. Segundo ele, Uma influência da sociosalustics é o esforço para conceber e definir operacionalmente as dimensões sociais do health status11. Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work. New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45..

O legado

Sem dúvida, o maior legado institucional de Elinson foi a criação da Divisão (agora Department of Sociomedical Sciences) em uma escola de Saúde Pública e que se consolidou até a atualidade. Nas palavras da atual diretora do Departamento a socióloga Lisa Metsch “Nosso campo, e nosso departamento não existiriam sem o trabalho pioneiro do Dr. Jack Elinson”55. Columbia University. Mailman School of Public Health. Remembering Jack Elinson, Pioneer in Sociomedical Sciences [acessado 2017 Fev 18]. Disponível em: https://www.mailman.columbia.edu/public-health-now/news/
https://www.mailman.columbia.edu/public-...
. Para Metsch “Sabemos agora que é inaceitável somente focar sobre o comportamento individual para entender o risco da doença”66. Columbia University. Mailman School of Public Health. Meet the chair. Dr. Lisa Metsch [acessado 2017 Mar 5]. Disponível em: https://www.mailman.columbia.edu/become-student/departments/sociomedical-sciences/
https://www.mailman.columbia.edu/become-...
. Prossegue dizendo: “Uma perspectiva da ciência social é crítica para desenvolver intervenções para desafios significantes da saúde pública tais como obesidade, doenças infecciosas e crônicas e envelhecimento”66. Columbia University. Mailman School of Public Health. Meet the chair. Dr. Lisa Metsch [acessado 2017 Mar 5]. Disponível em: https://www.mailman.columbia.edu/become-student/departments/sociomedical-sciences/
https://www.mailman.columbia.edu/become-...
.

Do ponto de vista das relações ensino e pesquisa no interior de uma escola de saúde pública, Elinson considerava que ela era “um espaço orientado para problemas, mas também cientificamente orientado”11. Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work. New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45., com programas de pós-graduação que cobriam uma carga horária de cinquenta por cento de ciência sociais e a outra metade de saúde pública.

A sua produção percorre um amplo campo de pesquisas incluindo as epidemiológicas, psicométricas, sociomédicas, cuidado à saúde, avaliação da efetividade dos serviços de saúde, pesquisa social. Elinson criou um método que se tornou amplamente conhecido para avaliar a qualidade de vida, denominado Five Ds: death, disease, disability, discomfort and dissatisfaction. Outro aspecto do seu trabalho relaciona-se ao seu ativismo “para melhorar a provisão de cuidado à saúde em países em desenvolvimento”22. American Association for Public Opinion Research. In Memoriam. [acessado 2017 Fev 28]. Disponível em: http://www.aapor.org/About-Us/In-Memoriam.aspx,
http://www.aapor.org/About-Us/In-Memoria...
. Nessa direção ajudou a estabelecer a Escola de Saúde Pública da Universidade de Puerto Rico, e como consultor a Organização Pan America de Saúde no planejamento de programas de saúde na Argentina, República Dominicana e Cuba. Certamente o fato de ser fluente em espanhol contribuiu para esses relacionamentos.

Elinson faz parte da geração de cientistas sociais que tendo iniciado pesquisas no campo da medicina, saúde e doença quando inexistia uma disciplina específica formalizada sobre esses temas perseguiu ao longo de uma carreira caminhos que o levaram a contribuir na institucionalização/profissionalização da sociologia médica/saúde. Pertencem a esse grupo, entre outros, Renée Fox (1928), Robert Straus (1923), Virginia Olesen (1925), Eliot Freidson (1923-2005). São pesquisadores que, sobre muitos aspectos, dão continuidade às iniciativas de August Hollinghead (1907-1980), Anselm Strauss (1916-1996) Everett Hughes (1897-1983), considerados como parte do “primeiro quadro de sociólogos médicos”77. Bloom SW. The word as scalpel: a history of medical sociology. New York: Oxford University Press; 2002. que tendo iniciado suas pesquisas no campo da sociologia, voltaram-se para o que iria constituir mais tarde o campo da sociologia médica.

Referências

  • 1
    Elinson J. City slums to sociosalutics. In: Elling RH, Sokolowaka M, editors. Medical sociologists at work New Brunswick: Transaction Publishers; 1978. p. 25-45.
  • 2
    American Association for Public Opinion Research. In Memoriam [acessado 2017 Fev 28]. Disponível em: http://www.aapor.org/About-Us/In-Memoriam.aspx,
    » http://www.aapor.org/About-Us/In-Memoriam.aspx
  • 3
    Elinson J. The end of medicine and the end of medical sociology? J Health Soc Behav 1985; 26(4):268-275.
  • 4
    Freidson E. The development of design by accident. In: Elling RH, Sokolowska M, editors. Medical sociologist at work New Brunswisck: Transaction Books; 1978. p. 115-132.
  • 5
    Columbia University. Mailman School of Public Health. Remembering Jack Elinson, Pioneer in Sociomedical Sciences [acessado 2017 Fev 18]. Disponível em: https://www.mailman.columbia.edu/public-health-now/news/
    » https://www.mailman.columbia.edu/public-health-now/news/
  • 6
    Columbia University. Mailman School of Public Health. Meet the chair Dr. Lisa Metsch [acessado 2017 Mar 5]. Disponível em: https://www.mailman.columbia.edu/become-student/departments/sociomedical-sciences/
    » https://www.mailman.columbia.edu/become-student/departments/sociomedical-sciences/
  • 7
    Bloom SW. The word as scalpel: a history of medical sociology New York: Oxford University Press; 2002.

Histórico

  • Recebido
    07 Mar 2017
  • Revisado
    30 Mar 2017
  • Aceito
    01 Abr 2017
  • Publicação
    Fev 2019
ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Rio de Janeiro - RJ - Brazil
E-mail: revscol@fiocruz.br