Residências em Saúde: o que há nas produções de teses e dissertações?

 

Healthcare residency: what has been produced in theses and dissertations?

 

Residencias en salud: ¿qué hay en las producciones de tesis y disertaciones?

 

 

Daniela DallegraveI; Ricardo Burg CeccimII

IGrupo Hospitalar Conceição/GHC – Brasil. Rua Francisco Trein, 596, 3º andar, Bairro Cristo Redentor. Porto Alegre, RS, Brasil. 91350-200. danidallegrave@gmail.com
IIPrograma de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

 


ABSTRACT

This article is about theses and dissertations on Healthcare Residency produced in Brazil between 1987 and 2011. Research on residency has increased over recent years, and the importance of in-service education as a powerful method for developing healthcare workers has been demonstrated. This article presents 94 studies that were located in the thesis database of the Capes portal, found through the descriptors "residency + health", "preceptor" and "internship". It also discusses the descriptors that are formally recommended and compares them with the ones used by researchers on this subject. Through the way that this article is presented, the aim is to provide an overview of the subject so that new articles may be produced, thus further enriching the scientific production in this field and, consequently, the in-service training carried out through healthcare residency.

Keywords: Residence in health. Training of health workers. Teaching service.


RESUMO

Analisam-se teses e dissertações sobre Residências em Saúde produzidas no Brasil no período entre 1987 e 2011. As pesquisas sobre as Residências têm aumentado nos últimos anos, demonstrando a importância da educação pelo trabalho como metodologia potente para formar trabalhadores da saúde. Apresentam-se 94 estudos localizados a partir do banco de teses do portal Capes, com os descritores "residência + saúde", "preceptor" e "internato". O texto discute, ainda, os descritores formalmente indicados, contrapondo com aqueles que são utilizados pelos autores das pesquisas sobre o assunto. O modo de apresentação do artigo pretende oferecer um panorama sobre a temática para que novos estudos sejam produzidos, qualificando ainda mais a produção científica na área e, por consequência, a própria formação em serviço que acontece por meio das Residências em Saúde.

Palavras-chave: Residência em Saúde. Formação de trabalhadores da saúde. Ensino em serviço.


RESUMEN

El artículo trata sobre las tesis y disertaciones producidas en Brasil bajo el tema de Residencias en Salud en el período entre 1987 a 2011. Las investigaciones sobre Residencias han aumentado en los últimos años, demostrando la importancia de la educación por medio del trabajo como una potente metodología para formar trabajadores de la salud. El trabajo presenta 94 estudios que fueron localizados a partir del banco de tesis del portal Capes, con los descriptores "residencia + salud", "preceptor" e "internado". El texto discute también los descriptores formalmente indicados, contraponiéndose con aquellos utilizados por los autores de las investigaciones sobre el asunto. El modo de presentación del artículo busca ofrecer un panorama sobre el tema para que se produzcan nuevos estudios, calificando aún más la producción científica en el área y, consecuentemente, la propia formación en el trabajo que se realiza por medio de las Residencias en Salud.

Palabras clave: Residencia en Salud. Capacitación del trabajador de la salud. Serviço de enseñanza.


 

 

Residências em Saúde: para que pesquisar?

O tema da formação pelo trabalho vem crescendo nas pesquisas realizadas nos programas de pós-graduação no Brasil. Mais especificamente, observa-se um aumento nas produções acadêmicas sobre as Residências em Saúde a partir da sua institucionalização, com a Lei 11.129 (Brasil, 2005).

Este artigo apresenta um panorama destas produções no período de 1987 a 2011. Destacamos, no entanto, que não há uma restrição às produções sobre Residência Multiprofissional, e sim um alargamento que abrange as pesquisas sobre Residência Médica também.

A intenção de escrever um texto deste cunho é subsidiar novos pesquisadores, ou seja, dar a conhecer o que há, para que novos problemas de pensamento aconteçam.

 

Metodologia

Apresentamos aqui as pesquisas produzidas nos programas de pós-graduação stricto sensu, localizadas através de busca feita no Portal de Teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, o qual constitui um grande banco de dados sobre a produção dos programas de pós-graduação stricto sensu do Brasil. Lá estão arquivados trabalhos produzidos em programas de doutorado e de mestrado acadêmico e profissional. Os registros disponíveis referem-se às defesas realizadas a partir de 1987. Os arquivos, na íntegra, não podem ser acessados por este portal, mas as informações constantes permitem a busca nos sites das bibliotecas dos programas de origem.

A busca foi realizada em dezembro de 2012, com os termos "Residência Multiprofissional em Saúde" e "Residência Integrada em Saúde". Apareceram, respectivamente, 24 e dez registros. Com a expressão "Residência em Área Profissional" foi encontrado um registro.

Optando pela busca das palavras Residência somada a Saúde, foram agrupados 986 registros. Após a leitura de todos os títulos e alguns resumos (referentes aos trabalhos em que o título deixava dúvidas sobre o conteúdo), foram excluídos os registros que não tratavam da temática da formação pelo trabalho em saúde, restando 76. Da mesma forma, realizando busca com o termo Internato, foram obtidos 205 registros, dos quais restaram nove, e, com o termo Preceptor, foram obtidos noventa registros, restando nove. Com essas buscas, também foi realizado o mesmo procedimento de seleção descrito anteriormente.

Este artigo é oriundo da formulação de um projeto de tese. Para a construção que aqui segue, não foram lidas todas as teses e dissertações referenciadas, e sim apenas os resumos. Como já transitamos na temática das Residências há bastante tempo das nossas histórias de vida, conhecíamos a maioria dos trabalhos na íntegra, fato que facilitou a organização deste material.

O total de registros analisados soma 94, sendo resultante da busca com os termos "Residência + Saúde", Internato, Preceptor. As informações foram transportadas para banco de dados próprio e analisadas conforme descrição que segue. O objetivo deste procedimento foi conhecer que produções estão sendo pensadas por pesquisadores brasileiros acerca da temática das Residências em Saúde, no Brasil, no período de 1987 a 2011 (ano-fim disponível para busca no Portal Capes em dezembro de 2012).

O que encontramos?

As 94 teses e dissertações selecionadas estão distribuídas de acordo com o nível de formação, isto é, se correspondem a trabalhos oriundos de mestrado acadêmico, mestrado profissional ou doutorado, conforme a Figura 1.

 

 

A partir das ocorrências, percebe-se um grande número de trabalhos realizados em programas de mestrado acadêmico (66%). As áreas dos programas nos quais estes trabalhos foram produzidos estão distribuídas conforme o Quadro 1.

 

 

Ao se observar o Quadro 1, pode-se perceber grande expressividade de programas de Enfermagem: 17 (18,09%), seguidos de Saúde Pública: 13 (13,83%) e Saúde Coletiva: 9 (9,57%). Além disso, percebem-se diversidades nas áreas que pesquisam sobre o tema, tais como: enfermagem, psicologia, serviço social, medicina, odontologia, fonoaudiologia, nutrição etc.

Ao se analisar a distribuição dos programas nos quais os trabalhos selecionados foram produzidos, de acordo com as regiões do país, obtém-se o gráfico da Figura 2.

 

 

Observa-se que coincide, proporcionalmente, com essa distribuição da produção de teses e dissertações, a distribuição dos programas de Residências Multiprofissionais no país.

Com relação ao ano de defesa das dissertações e teses, observa-se que há um aumento a partir do ano de 2007 e, também, picos, nos anos de 2007 (nove ocorrências) e 2010 (15 ocorrências). Esse fato pode estar relacionado à publicação da Lei Federal 11.129, no mês junho de 2005, a qual trata da criação das Residências Multiprofissionais em Saúde. Ao somarem-se os períodos regulamentares dos programas de mestrado (de 24 a trinta meses) e de doutorado (48 a sessenta meses) ao momento de promulgação da lei, obtém-se o resultado dos períodos de maior ocorrência, os quais apontam para uma tendência de aumento, uma vez que o maior número de pesquisas defendidas ocorreu em 2011, com 18 ocorrências, conforme Figura 3. A institucionalização das Residências em Saúde convoca, de certa forma, novos problemas de pesquisa, ou atualiza os já existentes.

Com relação ao tipo de programa, o maior número de pesquisas refere-se a programas de Residência Médica (41 – 43,62%), seguidos de programas de Residência Multiprofissional, com 36 (38,30%) pesquisas realizadas. Considerando-se que a Residência Médica foi instituída em 1981 (Brasil, 1981) e a Residência Multiprofissional em 2005 (Brasil, 2005), ou seja, uma diferença de 24 anos de institucionalização (consideradas as datas das leis de suas criações), pode-se pensar que estão bem próximas em quantidade de pesquisas produzidas.

Ainda, dentre esse número de pesquisas de Residências Multiprofissionais, podemos apontar para estudos verificando a inserção de: assistentes sociais (Vargas, 2011; Closs, 2010), nutricionistas (Santos, 2009), enfermeiros (Bordinhão, 2010; Landim, 2009) e dentistas (Moschen, 2011), nesta modalidade de Residência.

Observa-se, ainda, na Figura 4, que apenas 4% dos trabalhos se dedicaram a pesquisar os programas de Residência Médica e Multiprofissional articulando a formação de trabalhadores da saúde nessas duas modalidades.

 

 

Com relação ao Quadro 2, observa-se predominância de pesquisas envolvendo a modalidade de formação em Residência na área da Saúde da Família (26 – 27,66%), a qual evidenciou-se como cenário de atuação profissional na saúde com a criação do Programa/Estratégia Saúde da Família - ESF, gerando, desde então, novas questões quanto à necessidade de formação de trabalhadores da saúde, aos quais competiriam as especificidades deste tipo de atenção. Seguem-se, à Saúde da Família, as pesquisas sobre a formação de enfermeiros (15 – 15,96%), sendo que, dessas, a maioria (13 – 86,67%) foi pesquisas específicas de formação em Residências de Enfermagem, restando poucas (2 – 13,33%) sobre a inserção de enfermeiros nos programas de Residência Multiprofissional.

 

 

Sobre os descritores: ou como identificamos as pesquisas que tratam das Residências em Saúde?

A leitura das palavras-chave das pesquisas resultou na constatação de que não há um padrão de conferência pelos autores. Tal fato pode ser explicado de diversas formas. A explicação utilizada por nós seria a seguinte: Em consulta ao portal de Descritores em Ciências da Saúde - DeCS (www.decs.bvs.br), realizada em dezembro de 2012, utilizando o termo Residência, foram encontrados três descritores, quais sejam: Internato e Residência ("Programas de treinamento em medicina e especialidades médicas oferecidos por hospitais para graduados em medicina para ir de encontro1 às exigências estabelecidas por autoridades competentes"); Internato não Médico ("Programas avançados de treinamento para responder a certas exigências em outros campos que não a medicina ou a odontologia, por exemplo, a farmacologia, a nutrição, a enfermagem etc."); e Migração Pendular ("Refere-se à mobilidade espacial na qual, por motivos de trabalho, se produz um deslocamento da residência ao local de trabalho"). Pode-se observar que, dessas três definições, a última não se refere à formação de profissionais. O termo que mais se aproxima do que quer dizer a Residência Multiprofissional é Internato não Médico. No entanto, há diferenças epistemológicas, de concepção de trabalho em saúde e, até, de concepção pedagógica, fato que pode explicar o uso de diversos outros termos para se referir ao assunto e, raramente, este. Na busca realizada, nenhuma das produções utilizou esse descritor.

O DeCS é uma ferramenta que se propõe a padronizar o uso de descritores na área da saúde, para quaisquer tipos de publicação, objetivando a indexação de livros, anais de congressos, relatórios, revistas ou outros materiais, a partir de uma linguagem que se pretende universal, facilitando, assim, as buscas e recuperação dos materiais disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde – BVS ou outras. Para facilitar a comunicação entre leitores, autores, editores e pareceristas, é um vocabulário trilíngue (português, espanhol e inglês), considerando que estes são os idiomas mais utilizados para buscas em pesquisas no Brasil (DeCS, 2012).

Entendendo sua importância para a pesquisa em saúde, pode-se afirmar que seria importante a formulação de descritores mais próximos à realidade das pesquisas realizadas, considerando, também, que as pesquisas sobre Residência Médica utilizam esse termo como palavra-chave, não sendo o recomendado pelo DeCS, isto é, Internato e Residência.

Das 94 pesquisas, obteve-se um total de 237 descritores, aproximadamente dois para cada trabalho. Esses descritores foram categorizados: atenção básica foi somada à atenção primária em saúde - APS e, também, à Estratégia Saúde da Família, resultando em Atenção Básica/APS/ESF, conforme segue no Quadro 3; na categoriageneralidades, estão agrupados os descritores: saúde, saúde pública, integralidade, mercado de trabalho, recursos humanos, Sistema Único de Saúde – SUS; em temas específicos, estão agrupadas as especialidades, referencial teórico escolhido pelos autores, enfim, algo que conferia diferença às temáticas trabalhadas nos estudos. Da mesma forma, foram agrupados outros termos com representações semelhantes.

 

 

Em observação sistemática (realizada por amostra aleatória, composição dos registros e verificação de divergências), constata-se que as palavras-chave apresentadas no portal da Capes nem sempre correspondem às informadas pelos autores, nas teses e dissertações. Referem-se, então, a termos informados pelos programas de mestrado e doutorado, quando do cadastro da produção. De qualquer forma, esse modo de atribuir palavras-chave demonstra relação com o conteúdo, mas, também, pode haver outras explicações para a não-padronização de termos, questão que não será tratada aqui.

Deste modo, propomos que haja a criação do descritor Residência em Saúde de modo a padronizar a utilização pelos pesquisadores e, também, para facilitar a disseminação do conhecimento produzido nestes estudos. Ao reconhecer que os grandes interessados em acessar os conhecimentos sobre o assunto são os formuladores de política e, também, o movimento social, consideramos que esta padronização também auxiliaria neste sentido.

 

Emergentes dos problemas de pesquisa

Com relação à leitura, apareceram diversos assuntos emergentes referindo-se ao que foi tratado nas pesquisas.

Observa-se, no Quadro 4, que há um total de 144, no somatório dos assuntos anunciados pelos trabalhos. Isso acontece porque alguns traziam mais de um tema emergente. Abaixo, um pouco sobre cada um deles.

 

 

Dos 94 trabalhos analisados, observa-se que 38 tratavam de algum tipo de avaliação, incluindo análise de implementação de programa em vinte desses (Ribeiro, 2009; Jorge, 2007; Barba, 2007; Amaral, 2002; Peçanha, 1993; Elias, 1987)2. Um deles realizou a análise de dois Projetos Políticos Pedagógicos de RMS em Saúde da Família, demonstrando que diferenças importantes entre os projetos apontaram para as particularidades e características locorregionais dos programas (Santos, 2010), características estas que devem estar posicionadas como centrais em uma política de formação de trabalhadores para o SUS que esteja preocupada com o provimento e a fixação de profissionais. Ainda, a pesquisa de Sól (2011) analisa programas de Residência em Medicina Geral Comunitária; o estudo de Bezerra (2011) propõe um instrumento de avaliação das Residências em Saúde da Família e Comunidade. Reis (2011) avalia adequação dos programas de Residência de Enfermagem ao que preconiza a CONARENF – Comissão Nacional de Residência de Enfermagem.

Ainda na categoria avaliação, dois trabalhos preocuparam-se com a avaliação de desempenho de residentes (Amadeu Junior, 2001; Santoro Junior, 1999), e outro pesquisou a compreensão de residentes sobre a sua formação (Oliveira, 2007a), e, ainda, uma análise do perfil de egressos (Demarco, 2011). As outras dez pesquisas tratavam da saúde (ou da sua falta) dos residentes, o que pode ser um relevante marcador para avaliar as possibilidades de adoecimento provocadas pela vivência da formação em sua intensidade, apontando para alguns limites (Corrêa da Silva, 2011; Suozzo, 2011; Carvalho, 2008; Esquivel, 2008; Franco, 2007; Macedo, 2004; Fagnani Neto, 2003; Franco, 2002; Obara, 2000; Martins, 1994).

Com relação à categoria estratégias de educação para o trabalho, quatro pesquisas apontaram as Residências como dispositivos de educação permanente (Vargas, 2011; Lima, 2010; Wanderley, 2010; Oliveira, 2009). Uma delas utilizou, como analisador, as características culturais da modernidade líquida, obtendo, como emergente deste tipo de formação, o enfrentamento do cotidiano de incertezas por parte de trabalhadores e residentes (Rossoni, 2010).

Quatro pesquisas apontaram para as Residências como modalidade importante para formar trabalhadores da saúde (Lobato, 2010; Schaedler, 2010; Dallegrave, 2008; Souza, 2004), e outras dez sinalizaram que essa modalidade configura-se importante por ter, como metodologia, a formação pelo trabalho.

A integralidade apareceu como importante vetor para configurar as Residências como estratégia de educação no trabalho, em sete pesquisas. Dessas, três referiam-se à integralidade na formação em Residências Multiprofissionais (Medeiros, 2011; Dallegrave, 2008; Pimenta, 2005); duas, à potencialidade da Residência Médica para formar profissionais que se preocupem com a integralidade (Teixeira, 2009; Montesanti, 2008); uma ocupava-se com a inserção da integralidade na formação do assistente social (Closs, 2010); uma do odontólogo (Wanderley, 2010), e uma do nutricionista (Santos, 2009).

Ainda, dentro da mesma categoria, outros emergentes foram: há uma limitação da formação nas Residências, que é o atravessamento de concepções tradicionais de educação (Wanderley, 2010, Oliveira, 2007b). No entanto, elas configuram-se como potenciais para operar a mudança na formação (Schaedler, 2010) e, também, no trabalho (Schaedler, 2010; Zanini, 1996). Os autores dos estudos constataram o potencial pedagógico3 dos programas de Residências Multiprofissionais (Alves da Silva, 2010; Leão, 2010; Oliveira, 2009; Santos, 2009; Oliveira, 2007b; Ferreira, 2007) e, também, dos programas de Residência Médica (Botti, 2009; Esquivel, 2008; Portella, 2006; Zardo, 2002; Chedid, 2001; Feuerwerker, 1997).

Outra pesquisa (Alves da Silveira, 2011) avaliou o conhecimento dos residentes sobre o contrato didático do programa de RMS e concluiu que residentes não se sentem ativos nos espaços de decisão das Residências. A pesquisa de Melo (2009) investigou o uso de computadores de mão, por médicos residentes, no suporte à tomada de decisão clínica. Otanari (2011) propõe um grupo de intervenção como método/estratégia de ensino em um programa de Residência Médica e em outro Multiprofissional em Saúde.

Na categoria formação para o sistema nacional de saúde, das 94 pesquisas em análise, 16 apontaram para as Residências como modalidade de educação que confere elementos a seu currículo com a preocupação de formar para esse sistema. Chama a atenção que uma delas (Varella, 1996) identificava que a formação em Residência Médica estava voltada para o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social - Inamps, antigo componente do sistema de saúde. Petta (2011) analisa a implantação do Pró-Residência como estratégia de formação de médicos para o sistema de saúde.

Com relação à descrição de objetivos da formação na modalidade Residência, agrupados na categoria Formar para quê?, as pesquisas apontam para: o aprimoramento técnico-científico dos profissionais em formação (Botti, 2009; Oliveira, 2007b; Franco, 2002), a necessidade de formar profissionais com um certo perfil de competências (Bordinhão, 2010; Landim, 2009; Botti, 2009; Nascimento, 2008; Ferreira, 2007; Oliveira, 2007a; Calil, 1997) e, articulada a isso, a necessidade de descrever qual o perfil de residentes em formação (Demarco, 2011; Carro, 2007; Macedo, 2004; Farias, 2003; Miranda, 2003; Mariano, 2001; Canatto, 1999; Sousa, 1998).

A especialidade e a necessidade de enfocar esse quesito aparecem em seis pesquisas, todas referentes a estudos sobre a Residência Médica (Ramos, 2011; Muller, 2010; Boechat, 2005; Zardo, 2002; Fiszbeyn, 2000; Peçanha, 1993), sendo uma em pediatria, outra em gastroenterologia, e outra em radiologia. Uma delas avalia fatores culturais, sociais e econômicos que interferem na escolha da especialidade pelo médico, concluindo que esforços do governo são necessários para que médicos se formem em medicina de família, que se caracteriza por ser uma modalidade generalista (Muller, 2010).

Aparece, em cinco delas, o desafio das Residências em Saúde para o enfrentamento do paradigma hegemônico positivista e flexneriano das práticas em saúde (Oliveira, 2009; Lima, 2008; Simoni, 2007; Oliveira, 2007a; Scherer, 2006). Oito tratam das Residências a partir de uma perspectiva histórica de tipos/modos de formação (Barbosa da Silva, 2011; Pasini, 2010; Botti, 2009; Oliveira, 2007c; Falk, 2005; Souza, 2004; Machado, 2003; Breglia, 1990).

Com relação à categoria multiprofissionalidade, constituem emergentes: a preocupação da formação de pediatras como profissionais integrantes de uma equipe de saúde (Lahterman, 2010), o conhecimento de médicos residentes sobre saúde bucal (Balaban, 2011; Amadeu Junior, 2001), e a importância das práticas multiprofissionais na formação para o trabalho em equipe (Pasini, 2010; Salvador, 2010; Wanderley, 2010; Dallegrave, 2008; Ferreira, 2007). Outras três apontam para a Residência como dispositivo de formação multiprofissional (Santos, 2010; Simoni, 2007; Scherer, 2006).

Utilizando a preceptoria como analisador, nove estudos apontam para o despreparo de preceptores no exercício desta função, que é tão central na formação dos programas de Residência (Cae da Silva, 2011; Souza, 2011; Wanderley, 2010; Mariano, 2010; Santos, 2009; Castro, 2007; Papa, 2004; Sanches, 2001; Lima, 1996). Neste sentido, Pires (2006) realizou sua pesquisa avaliando um programa de formação em Residência Médica, concluindo que havia destaque para as figuras de preceptores como fator mais importante para conferir uma boa avaliação ao programa.

Das 94 pesquisas, cinco ocuparam-se em investigar o papel do preceptor, sendo que quatro delas foram pesquisas em programas de Residência Médica (Botti, 2009; Carvalho, 2003; Wuillaume, 2000; Berardinelli, 1998) e um estudo voltava-se para a preceptoria de enfermeiros (Papa, 2004). Ainda, partindo de achados de pesquisa, o trabalho de Lima (1996) faz propostas para compor um programa de treinamento para preceptores. Já a pesquisa de Maeda (2006) estuda a temática da preceptoria no contexto de Residência em Enfermagem, apontando, como requisitos mínimos, para o desenvolvimento da atividade de preceptoria: "ter o curso de especialização e experiência na área, além de gostar de ensinar" (p.8).

Fajardo (2011) constata a presença do trabalho imaterial como parte do fazer do preceptor, ocupando seu tempo de trabalho e, também, fora dele. A autora encontra certos movimentos institucionais em decorrência da presença do programa de Residência.

 

Considerações finais

As Residências em Saúde apresentam-se como temática emergente e com tendência de aumento nas pesquisas realizadas nos programas de pós-graduação stricto senso no Brasil. O artigo apresentou as produções disponíveis no portal Capes acerca do assunto, totalizando 94 pesquisas.

Há predominância de pesquisas sobre as Residências Médicas, devido ao fato de estas estarem instituídas legalmente há mais tempo no Brasil. Observa-se expressivo número de pesquisas que se destinaram a avaliar programas em andamento.

A discussão propõe a criação de um novo descritor que seja integrador, ou seja, que esteja adequado às pesquisas sobre Residência Médica, Multiprofissional e, também, em área profissional. O objetivo de ter um descritor que esteja focado no assunto é também excluir outras temáticas tangenciais, facilitando a busca dos pesquisadores da temática. O descritor proposto é Residência em Saúde.

O artigo se propôs a fazer um panorama das pesquisas sobre a temática Residência em Saúde, objetivando fornecer subsídios para que novas pesquisas sejam empreendidas. No que se refere a isto, teve, como limite, o não-aprofundamento de nenhuma temática.

 

Colaboradores

Ambos os autores realizaram a concepção e revisão do artigo. Daniela Dallegrave responsabilizou-se pela pesquisa e escrita e Ricardo Burg Ceccim responsabilizou-se pela orientação.

 

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Recebido em 16/04/13.
Aprovado em 26/08/13.

 

 

1 Entendemos que há um equívoco no uso da expressão "de encontro às" nesta definição. Esta expressão significa em contraposição, diferente do que pretende comunicar a definição. O correto seria ir ao encontro das...
2 Citam-se estes porque eles não aparecerão em nenhuma outra categoria. Os demais são: Lima (2010), Schaedler (2010), Mariano (2010), Teixeira (2009), Montesanti (2008), Castro (2007), Portella (2006), Pires (2006), Souza (2004), Miranda (2003), Sanches (2001), Mariano (2001), Fiszbeyn (2000), Calil (1997).
3 Potencial pedagógico, conforme anunciado por estes estudos, refere-se à potência do método de aprendizagem no trabalho.

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