ARTIGOS ORIGINAIS

 

Perfil lipídico e estado nutricional de adolescentes

 

Blood lipid levels and nutritional status of adolescents

 

 

Danielle Franklin de CarvalhoI; Adriana de Azevedo PaivaI; Adriana Suely de Oliveira MeloI; Alessandra Teixeira RamosII; Josimar dos Santos MedeirosII; Carla Campos Muniz de MedeirosI; Maria Aparecida Alves CardosoI

INúcleo de Estudos e Pesquisas Epidemiológicas (NEPE), Universidade Estadual da Paraíba
IIDepartamento de Farmácia, Universidade Estadual da Paraíba

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Avaliar a associação entre obesidade e dislipidemias em adolescentes do ensino público e privado de Campina Grande-PB, Brasil.
MÉTODOS: Estudo transversal com 180 adolescentes de 14 a 17 anos matriculados no ensino público e privado de Campina Grande-PB. O estado nutricional foi classificado segundo os percentis do Índice de Massa Corporal para sexo e idade. Foi realizada coleta sangüínea para avaliação do perfil lipídico (colesterol total, frações HDL-colesterol, LDL-colesterol e triglicerídeos). Considerou-se dislipidemia a existência de alteração em pelo menos um dos exames. As análises estatísticas foram realizadas a partir do Epi Info 3.3 e Stata 7.0.
RESULTADOS: A prevalência de sobrepeso foi de 14,4% enquanto que 83,9% dos estudantes eram eutróficos e 1,7% apresentavam baixo peso. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes para o estado nutricional quando estratificado por sexo e tipo de escola. Todas as taxas bioquímicas investigadas mostraram algum nível de alteração. Chamou à atenção a prevalência de dislipidemia, observada em 66,7% dos estudantes, e a alteração do HDL-colesterol, verificada em 56,7% destes. Registrou-se associação estatisticamente significante (p<0,05) do Índice de Massa Corporal, categorizado em tercis, com o colesterol total e sua fração LDL, inclusive quando estratificados por sexo e tipo de escola.
CONCLUSÕES: Considerando-se a faixa etária estudada, foram elevados os achados de sobrepeso e dislipidemia. Recomenda-se a adição de medidas preventivas, a fim de evitar que cada vez mais crianças e adolescentes venham a se tornar adultos portadores de obesidades e outras doenças crônicas.

Palavras-chave: Adolescente. Estado nutricional. Sobrepeso. Dislipidemia. Hiperlipidemia.


ABSTRACT

OBJECTIVE: To evaluate the association between obesity and dyslipidemia in adolescents from public and private schools in Campina Grande, PB, Brazil.
METHODS: Cross-sectional study of 180 adolescents, aged between 14 and 17 years, enrolled in the public and private school system of Campina Grande-PB. The nutritional status was classified according to the percentiles of Body Mass Index for gender and age. A blood sample was taken to evaluate the lipid profile (total cholesterol, HDL-cholesterol, LDL-cholesterol, and triglyceride levels). Dyslipidemia was considered when at least one of the blood parameters exceeded reference limits. Statistical analysis was performed with Epi Info 3.3 and Stata 7.0.
RESULTS: The prevalence of overweight was 14.4%, while 83.9% of students were normal and 1.7% presented low weight. The nutritional status, when stratified by gender and type of school, did not show statistically significant differences. Dyslipidemia was present in 66.7% of students and inadequate levels of HDL-cholesterol in 56.7% of them. The tertiles of Body Mass Index were associated with total cholesterol and the LDL-cholesterol fraction, even when stratified by gender and type of school.
CONCLUSIONS:
Considering the age range of the sample, the results for overweight and dyslipidemias are of concern. There is a need to implement more effective policies oriented towards these adolescents to prevent children and adolescents becoming obese adults with other chronic diseases.

Keywords: Adolescent. Nutritional status. Overweight. Dyslipidemia. Hyperlipidemia.


 

 

Introdução

O excesso de peso e as dislipidemias já estão estabelecidos na literatura científica como fatores determinantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares1-3. No Brasil, estas doenças constituem a principal causa de morbimortalidade4.

Estudos mostram a associação entre doença arterial coronariana (DAC) com concentrações séricas elevadas de CT (colesterol total) e LDL-colesterol (low density lipoprotein, cholesterol), e também tem sido demonstrada a relação entre DAC e concentrações séricas reduzidas de HDL-colesterol (high density lipoprotein, cholesterol)2,5-7. A participação dos triglicerídeos na aterogênese ainda permanece em discussão, porém se justifica a dosagem sérica de rotina desse lípide devido à sua freqüente vinculação à doença cardiovascular aterosclerótica e a outros distúrbios metabólicos8.

A aterogênese é um processo que tem início na infância, com a formação de estrias gordurosas precursoras das placas ateroscleróticas. Estas começam a surgir na aorta a partir dos 03 anos de idade e, na adolescência, passam a atingir as coronárias, progredindo subseqüentemente nas outras fases do ciclo vital9,10. Este processo tende a ser potencializado no decorrer da vida pela obesidade e outros fatores, como história familiar, inatividade física, tipo de dieta e hipertensão arterial11.

Quando tem início nas primeiras fases da vida, a obesidade tende a permanecer ou se agravar com o avançar da idade12. Estudos epidemiológicos do perfil lipídico de crianças e adolescentes mostram que o nível de colesterol na infância é um fator preditivo do nível de colesterol na idade adulta13,14. A associação entre os dois distúrbios justifica o início da prevenção desde a infância e a adolescência. No entanto, a maioria dos estudos enfoca a problemática apenas na infância ou na idade adulta. A revisão da literatura através do Scielo, utilizando os descritores "dislipidemias" e "hiperlipidemias", mostrou a existência de vários estudos descritivos sobre obesidade e perfil lipídico no país, porém são raros aqueles que tratam da associação entre obesidade e dislipidemias na faixa etária aqui abordada, o que indica que a população adolescente ainda não foi devidamente investigada. Na região Nordeste do Brasil, em particular, não foi encontrado qualquer estudo que apresentasse estas características.

Apesar de os estudos a respeito da influência do nível socioeconômico no perfil lipídico não serem consensuais, algumas pesquisas sugerem variações nas alterações lipídicas entre populações de diferentes faixas de renda4,15. Além disso, apesar de não representar uma causalidade direta, admite-se que o nível socioeconômico pode interferir no estilo de vida do indivíduo e, portanto, ser um importante fator na determinação da obesidade. Esta também é uma questão que merece maiores estudos, considerando que a obesidade é hoje uma epidemia progressiva nas diferentes faixas etárias e estratos socioeconômicos16.

Desta forma, este estudo teve como objetivo avaliar a associação entre obesidade e dislipidemias em adolescentes do ensino público e privado de Campina Grande-PB, Brasil.

 

Métodos

Estudo transversal desenvolvido entre fevereiro e maio de 2004. Foram selecionados adolescentes, de ambos os sexos, com faixa etária de 14 a 17 anos, matriculados em uma escola pública e outra privada do município de Campina Grande-PB. A escolha da faixa etária baseou-se no pressuposto de que o estirão puberal do crescimento tem início por volta dos 11 e 13 anos, respectivamente, para meninas e meninos17. Para assegurar que todos os alunos estudados tivessem ultrapassado o início da puberdade, foi respeitado o intervalo de pelo menos um ano.

Foram selecionados estudantes do ensino público e privado, com o objetivo de avaliar possíveis diferenças nas prevalências de dislipidemia e de sobrepeso/obesidade atribuíveis a condições socioeconômicas. No município existem três escolas privadas de classe media alta. Destas, apenas uma permitiu a realização da pesquisa, particularmente devido à necessidade de coleta de sangue. Seguindo-se os critérios de semelhança com a escola privada, em termos de número de alunos na faixa etária estudada, turnos de aulas e viabilidade de acesso para a coleta de dados, foi selecionada uma escola pública da área urbana do município.

Uma vez definidas as escolas, o estudo foi realizado de acordo com as diretrizes éticas da pesquisa com seres humanos, recomendadas pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CONEP)18, cujo projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba. Assim, a amostra foi constituída por 85 alunos da escola privada e 95 da pública, correspondendo a todos os adolescentes da faixa etária pré-determinada que apresentaram a autorização dos pais por meio da assinatura de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que detalhava os objetivos, procedimentos e as etapas do estudo. Foi registrada uma taxa de recusa de 41,0% (n=125), corroborando as previsões iniciais da pesquisa.

Como instrumentos de coleta de dados foram utilizados um formulário para registro dos dados socioeconômicos, demográficos e das medidas antropométricas dos estudantes; uma balança mecânica tipo plataforma, com capacidade para até 160 Kg e sensibilidade de 100 g (marca Filizola); um antropômetro acoplado à balança, com barra vertical e fixa e um esquadro sobre a cabeça formando um ângulo de 90° com a escala para se ter uma posição de valores (da mesma marca que a balança). A balança era aferida previamente e a cada dez medições.

Para as análises bioquímicas, foram colhidos cerca de 5 mL de sangue por punção venosa, de cada escolar, após jejum de 12 a 14 horas, em frascos secos para as taxas bioquímicas, os quais foram acondicionados em caixas de isopor contendo gelo reciclável, vedadas e transportadas para análise num prazo máximo de 2 horas. A coleta sangüínea foi realizada em salas previamente preparadas no interior das escolas. As amostras de sangue foram processadas e o soro imediatamente analisado em equipamento semi-automático (Biosystems® 310). O colesterol total, o HDL-colesterol e os triglicerídeos foram determinados por método colorimétrico enzimático, seguindo as instruções do fabricante (Labtest®). O LDL-colesterol foi calculado obedecendo à fórmula proposta por Friedwald.

O perfil lipídico é definido pelas determinações do CT, HDL-c, TGL e, quando possível, do LDL-c, após jejum mínimo de 12 a 14 horas. Foi considerado como portador de dislipidemia o indivíduo que apresentasse, entre esses exames, pelo menos um valor alterado3. Os pontos de corte utilizados foram os propostos pelas normas das III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemia3, em que se têm valores desejáveis para CT<170mg/dL, LDL-c<110mg/dL, HDL-c > 35mg/dL e TGL < 130mg/dL, considerando-se a faixa etária trabalhada.

O diagnóstico do estado nutricional dos adolescentes foi realizado com base nos valores de IMC propostos pela Organização Mundial da Saúde (1995), que adota o critério de classificação percentilar do Índice de Massa Corporal (IMC), expresso em kg/m2, segundo idade e sexo, do padrão de referência National Health and Nutrition Examination Survey NHANES II. Foi considerado com sobrepeso o adolescente com percentil >8519.

Para a análise descritiva dos dados utilizou-se o Epi Info, versão 3.3. Foi aplicado o teste de Mann-Whitney para verificar diferenças nas concentrações de taxas bioquímicas entre os sexos e os tipos de escola. A normalidade da distribuição das variáveis contínuas foi avaliada pelo teste de Komolgorov-Smirnov. O IMC dos estudantes foi categorizado em tercis e, através do software Stata, versão 7.0, aplicou-se o teste de Bartlett para análise de variância, enquanto o teste de Bonferroni avaliou a associação das médias das taxas bioquímicas com os diferentes tercis de IMC. Em todos os testes foi considerado o intervalo de confiança de 95% e o nível de significância de 5% (p < 0,05).

 

Resultados

Dos 180 adolescentes incluídos no estudo, 61,1% eram do sexo feminino. O percentual de estudantes do ensino público foi maior (52,8%) que o do ensino privado (47,2%). A idade média foi de 15,3 ± 1,0 anos, com mediana e moda iguais a 15 anos. Os valores de IMC delimitantes de cada tercil foram: 20,13; 22,43 e 29,41 para o 1º, 2º e 3º tercis, respectivamente. As características antropométricas e bioquímicas dos adolescentes avaliados estão apresentadas na Tabela 1.

O percentual de sobrepeso na amostra foi de 14,4%. Esta categoria do estado nutricional foi maior na escola pública (15,8%) do que na privada (12,9%), e nos homens (15,7%) do que nas mulheres (13,3%), porém não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes para ambos os casos. Não houve registro de obesidade e o percentual de desnutrição foi inexpressivo, correspondendo a 1,7% dos casos.

As prevalências de alterações observadas nas diferentes taxas do perfil lipídico dos 180 adolescentes estão apresentadas na Tabela 2. Foram detectadas baixas prevalências para a hipercolesterolemia, assim como para o aumento do LDL-colesterol. Diferentemente, foram registradas maiores prevalências para a alteração do HDL-colesterol e dos triglicerídeos. A prevalência de dislipidemia foi de 66,7% (n=120).

 

 

A análise das taxas bioquímicas, separadamente, frente ao índice de massa corporal, mostrou uma associação estatisticamente significante entre IMC e colesterol total, bem como entre IMC e a fração LDL-colesterol (Tabela 3). No entanto, a associação variou entre os tercis de IMC. Em ambos os casos, a significância estatística foi observada apenas do primeiro para o segundo, e do primeiro para o terceiro tercis.

 

 

Os resultados das médias de colesterol total em relação aos tercis de IMC, quando estratificados por tipo de escola e por sexo, mantiveram a significância estatística (p<0,05). Por outro lado, a fração LDL-c apenas manteve a significância para a escola pública e o sexo masculino. No caso do sexo feminino, observou-se uma significância marginal (p=0,052) e para o caso da escola privada, o valor de p observado foi de 0,07; estes valores podem ser reflexo do pequeno tamanho da amostra.

 

Discussão

Este estudo consiste em importante sinalizador para o fato de que as dislipidemias e o sobrepeso fazem parte de uma realidade preocupante e precisam ser mais investigados entre a população jovem do Nordeste brasileiro.

A prevalência de dislipidemia encontrada (66,7%) foi bastante alta, consistindo em fato preocupante. Gerber e Zielinky20, em investigação realizada no sul do país com crianças e adolescentes, registraram uma prevalência de dislipidemia inferior à nossa, entre 24,0 e 33,0%.

Os valores médios observados para os lipídios em diferentes estudos são bastante variáveis. Pesquisa realizada em Florianópolis, SC, com 1.053 indivíduos de 7 a 18 anos, encontraram médias de colesterol total, HDL-colesterol, triglicerídeos e LDL-colesterol de 162±28, 53±10, 93±47 e 89±24mg/dL, respectivamente. Estes valores são superiores aos encontrados no nosso estudo, com exceção dos triglicerídeos, cuja taxa média foi inferior. É importante notar, no entanto, que tanto o tamanho da amostra quanto a faixa de idade trabalhada por Giuliano et al.13, foram mais amplas.

Dentre os nossos resultados, chamou à atenção a alta prevalência de alteração nos níveis de HDL-colesterol (56,7%). Estudo de método semelhante, realizado no sul do país, embora restrito a uma população de baixa renda, registrou alteração de HDL-colesterol em 17,9% da amostra4. Em São Paulo, a prevalência de alteração verificada para essa lipoproteína foi de 13,8%, em uma população de crianças e adolescentes2. Este fato é preocupante por se tratar de populações jovens e por ser o HDL-colesterol importante fator protetor contra o desenvolvimento de doenças crônicas, particularmente da aterosclerose21.

O percentual de 11,1% de adolescentes com aumento do nível sérico dos triglicerídeos, encontrado neste estudo, foi menor do que os valores observados em estudo conduzido no Estado do Paraná, com crianças e jovens de até 19 anos de idade, no qual se registrou uma prevalência de hipertrigliceridemia de 22,5%22. Por outro lado, nossos achados se aproximam daqueles de Romaldini et al.2, que constataram aumento dos triglicerídeos em 12,8% de 109 crianças e adolescentes com história de doença arterial coronariana prematura. Diante desta comparação é plausível admitir que a alteração de triglicerídeos registrada neste estudo seja alta, considerando-se o pressuposto de estarmos estudando uma população saudável.

Além do HDL-colesterol e dos triglicerídeos, o perfil lipídico dos estudantes deste estudo também foi alterado em função da hipercolesterolemia e do aumento do LDL-colesterol, verificados, entretanto, em menor escala. Em estudo realizado em São Paulo, com crianças e adolescentes de 2 a 19 anos, filhos de portadores de DAC, Forti et al23 encontraram valores de CT e LDL-colesterol acima dos valores considerados normais em 48,2% e 44,6% dos indivíduos, respectivamente.

Conforme foi mencionado na introdução, a relação entre dislipidemia e obesidade é referida por diversos autores4,24,25. No presente estudo não houve registro de casos de obesidade; entretanto, a prevalência de sobrepeso encontrada foi de 14,4%. É importante observar que ainda assim foi encontrada associação estatisticamente significante dos tercis de IMC com o colesterol total e o LDL-colesterol.

O estado nutricional de adolescentes de escolas públicas e privadas do município de Campina Grande, PB, estudado por Gonzaga26, indicou uma prevalência de sobrepeso inferior (11,5%) à nossa para estudantes de 12 a 15 anos de idade. Estes valores foram bem superiores aos verificados, em levantamento realizado com crianças e adolescentes das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil27, no qual foram estudadas 3.317 crianças e 3.943 adolescentes, a partir de dados da pesquisa sobre padrões de vida realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1997. A prevalência de sobrepeso nos adolescentes variou entre 1,7% no Nordeste e 4,2% no Sudeste. Frente a estes valores, é plausível dizer que nossos resultados reforçam, para a região Nordeste, a tendência ao aumento do sobrepeso, e ainda que, considerando-se o tipo de escola como uma proxy para o nível socioeconômico dos estudantes, o aumento nas prevalências da obesidade24,28 e dislipidemias ocorre em diferentes estratos sociais4,24.

Os resultados desta pesquisa confirmam uma tendência mundial e sugerem a necessidade de estudos populacionais, ou de maior abrangência institucional, para que se possa delinear as necessárias intervenções para a população alvo.

 

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Correspondência:
Danielle Franklin de Carvalho
Rua XV de Novembro, 189 - Palmeira
Campina Grande, PB, CEP: 58102-300
E-mail: daniellefranklin6@gmail.com

Recebido em: 08/11/06
Versão final reapresentada em: 31/07/07
Aprovado em: 13/08/07

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