Adaptação da dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) para cuidado nutricional no período pós-parto, no âmbito da Atenção Básica

Karina dos Santos Tainá Marques Moreira Gabriella Pinto Belfort Carolina Felizardo de Moraes da Silva Patricia de Carvalho Padilha Denise Cavalcante de Barros Cláudia Saunders Sobre os autores

Resumo:

Introdução:

A retenção de peso pós-parto é fator preditor para desenvolvimento de obesidade. Entretanto, não existe um protocolo para o cuidado nutricional de mulheres no período pós-parto, no Brasil.

Objetivo:

Este estudo teve por objetivo adaptar a dieta Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) para orientação nutricional de mulheres no período pós-parto, no âmbito da Atenção Básica.

Método:

Estudo metodológico, desenvolvido em 2016, em uma comunidade do Rio de Janeiro. Foi constituído de quatro etapas: tradução, adaptação dos alimentos e grupos alimentares, identificação de acessibilidade geográfica e financeira e avaliação da viabilidade.

Resultados:

Os grupos de alimentos da dieta original foram estruturados para o padrão brasileiro de consumo. Após avaliação da viabilidade da proposta, observou-se que a orientação deve ser direcionada de forma compatível com a realidade local, para que seja possibilitada maior adesão. Para orientação nutricional, foi elaborado um plano alimentar qualitativo e ilustrado.

Conclusão:

A adaptação da dieta DASH para cuidado nutricional de mulheres no período pós-parto parece estar de acordo com o padrão alimentar brasileiro, mantendo as características nutricionais que lhe imputam os benefícios à saúde previamente estudados. Atualmente, está sendo utilizada em estudo de intervenção realizado em dois Serviços de Atenção Básica do município do Rio de Janeiro.

Palavras-chave:
Período pós-parto; Alimentos, dieta e nutrição; Nutrição materna; Saúde da mulher

INTRODUÇÃO

A retenção de peso pós-parto é fator preditor para desenvolvimento de obesidade, com isso, recomenda-se que o retorno ao peso pré-gestacional ocorra no primeiro ano após o parto11. Linné Y, Dye L, Barkeling B, Rössner S. Long-term weight development in women: a 15-year follow-up of the effects of pregnancy. Obes Res 2004; 12(7): 1166-78. https://doi.org/10.1038/oby.2004.146
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,22. Rooney BL, Schauberger CW. Excess pregnancy weight gain and long-term obesity: one decade later. Obstet Gynecol 2002; 100(2): 245-52.. Entretanto, no que se refere ao puerpério, não existe um protocolo para o cuidado nutricional no âmbito da Atenção Básica, no Brasil.

A dieta Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) foi originalmente proposta para prevenção e tratamento da hipertensão arterial sistêmica33. Harsha DW, Lin PH, Obarzanek E, Karanja NM, Moore TJ, Caballero B. Dietary Approaches to Stop Hypertension: a summary of study results. DASH Collaborative Research Group. J Am Diet Assoc 1999; 99(Supl. 8): S35-9. e, atualmente, é preconizada como padrão alimentar saudável por diversas organizações técnico-científicas nacionais44. Sociedade Brasileira de Cardiologia. VII Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2016; 107(3 Supl. 3).,55. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2015-2016. São Paulo: A.C. Farmacêutica; 2016.,66. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Diretrizes Brasileiras de Obesidade 2016. 4ª ed. São Paulo: Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica; 2016. e internacionais77. Van Horn L, Carson JA, Appel LJ, Burke LE, Economos C, Karmally W, et al. Recommended Dietary Pattern to Achieve Adherence to the American Heart Association/American College of Cardiology (AHA/ACC) Guidelines: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation 2016; 134(22): e505-29. https://doi.org/10.1161/CIR.0000000000000462
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,88. American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes - 2017: Summary of Revisions. Diabetes Care 2017; 40(Supl. 1): S4-5. https://doi.org/10.2337/dc17-S003
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, por conta de seus benefícios relacionados a estado nutricional e aspectos metabólicos.

A dieta DASH é rica em frutas, hortaliças, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura, prioriza consumo de carnes brancas, inclui sementes e oleaginosas e limita o consumo de açúcar e doces. Os benefícios desta dieta são atribuíveis à sua composição de macro/micronutrientes, ao prover quantidades aumentadas de cálcio, potássio, magnésio, fibras e ácidos graxos insaturados; e limitadas de sódio, colesterol e ácidos graxos saturados99. Lin PH, Aickin M, Champagne C, Craddick S, Sacks FM, McCarron P, et al. Food group sources of nutrients in the dietary patterns of the DASH-Sodium trial. J Am Diet Assoc 2003; 103(4): 488-96. https://doi.org/10.1053/jada.2003.50065
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.

Tendo em vista as recomendações atuais44. Sociedade Brasileira de Cardiologia. VII Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2016; 107(3 Supl. 3).,55. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2015-2016. São Paulo: A.C. Farmacêutica; 2016.,66. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Diretrizes Brasileiras de Obesidade 2016. 4ª ed. São Paulo: Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica; 2016.,77. Van Horn L, Carson JA, Appel LJ, Burke LE, Economos C, Karmally W, et al. Recommended Dietary Pattern to Achieve Adherence to the American Heart Association/American College of Cardiology (AHA/ACC) Guidelines: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation 2016; 134(22): e505-29. https://doi.org/10.1161/CIR.0000000000000462
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,88. American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes - 2017: Summary of Revisions. Diabetes Care 2017; 40(Supl. 1): S4-5. https://doi.org/10.2337/dc17-S003
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, esse padrão dietético parece promissor para redução da retenção de peso pós-parto e melhoria das condições gerais de saúde das mulheres. Porém, considera-se necessária uma adaptação da dieta original para viabilizar a adesão pelas brasileiras.

Este estudo teve por objetivo adaptar a dieta DASH para orientação nutricional de mulheres no período pós-parto, no âmbito da Atenção Básica, em uma comunidade do município do Rio de Janeiro. Foi metodológico, desenvolvido em 2016, baseado no trabalho de Whitt-Glover e colaboradores1010. Whitt-Glover MC, Hunter JC, Foy CG, Quandt SA, Vitolins MZ, Leng I, et al. Translating the Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) Diet for Use in Underresourced, Urban African American Communities, 2010. Prev Chronic Dis 2013; 10: 120088. https://doi.org/10.5888/pcd10.120088
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, constituído de quatro etapas, descritas a seguir. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (CEP/ENSP), sob o parecer número 238/10, Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) 0251.0.031.031-10, e registrada na base Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC) sob parecer RBR-4t46ry.

MÉTODO

TRADUÇÃO

O processo de tradução foi realizado pela equipe de pesquisadores, a partir das publicações do Dash Collaborative Research Group. A versão da dieta DASH adaptada foi a proposta por Windhauser e colaboradores1111. Windhauser MM, Ernst DB, Karanja NM, Crawford SW, Redican SE, Swain JF, et al. Translating the Dietary Approaches to Stop Hypertension diet from research to practice: dietary and behavior change techniques. J Am Diet Assoc 1999; 99(8 Supl.): S90-5., por apresentar também estratégias para aplicação na prática clínica.

ADAPTAÇÃO DOS ALIMENTOS E GRUPOS ALIMENTARES

Foram identificados os alimentos mais consumidos pela população brasileira1212. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009: Análise do consumo alimentar pessoal no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2011. que contemplam as recomendações nutricionais da dieta DASH1313. Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Universidade Estadual de Campinas. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos - TACO. 4ª ed. Campinas: Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Universidade Estadual de Campinas; 2011.. Os grupos alimentares foram revistos e discutidos entre os pesquisadores, considerando a proposta do Guia Alimentar para a População Brasileira1414. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2014.. Foram comparadas a composição nutricional dos alimentos presentes na dieta DASH original e dos itens identificados como mais presentes no cardápio brasileiro.

IDENTIFICAÇÃO DE ACESSIBILIDADE GEOGRÁFICA E FINANCEIRA

Foram identificados os principais supermercados da região e também os pequenos comércios locais e feiras livres, onde foram pesquisados os preços de diversos alimentos1515. Mackenbach JD, Burgoine T, Lakerveld J, Forouhi NG, Griffin SJ, Wareham NJ, et al. Accessibility and Affordability of Supermarkets: Associations With the DASH Diet. Am J Prev Med 2017; 53(1): 55-62. https://doi.org/10.1016/j.amepre.2017.01.044
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. Em razão de problemas de violência no território em questão, a maior parte deste levantamento foi realizada utilizando recursos da internet, como Google Maps®, Google Street View® e sites dos supermercados localizados no perímetro da comunidade.

AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE

Ações educativas para verificar a viabilidade da adesão ao padrão dietético DASH foram realizadas com puérperas atendidas em dois Serviços de Atenção Básica do município do Rio de Janeiro, convidadas aleatoriamente em sala de espera ou participantes de grupo de puericultura das unidades de saúde.

Foi oferecida degustação de alimentos previstos na dieta DASH adaptada e foram informados os preços praticados na região. Também foi apresentada uma prévia dos materiais educativos elaborados com base na dieta DASH adaptada. As mulheres foram convidadas a responder oito perguntas sobre palatabilidade (3), acessibilidade financeira (2) e geográfica (1) e compreensão dos materiais educativos (2). Para as respostas, foi utilizada a Escala Likert, com as opções “sim”, “não” e “talvez”. As respostas “sim” foram consideradas como aprovação aos itens em questão.

As ações educativas tiveram participação de 17 puérperas. A aprovação quanto à palatabilidade, acessibilidade financeira e geográfica e compreensão dos materiais educativos foi de 90, 94, 59 e 100%, respectivamente.

Devido ao resultado do critério “acessibilidade geográfica”, nota-se a necessidade de avaliação individual deste item para direcionamento da orientação nutricional1010. Whitt-Glover MC, Hunter JC, Foy CG, Quandt SA, Vitolins MZ, Leng I, et al. Translating the Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) Diet for Use in Underresourced, Urban African American Communities, 2010. Prev Chronic Dis 2013; 10: 120088. https://doi.org/10.5888/pcd10.120088
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,1111. Windhauser MM, Ernst DB, Karanja NM, Crawford SW, Redican SE, Swain JF, et al. Translating the Dietary Approaches to Stop Hypertension diet from research to practice: dietary and behavior change techniques. J Am Diet Assoc 1999; 99(8 Supl.): S90-5.,1515. Mackenbach JD, Burgoine T, Lakerveld J, Forouhi NG, Griffin SJ, Wareham NJ, et al. Accessibility and Affordability of Supermarkets: Associations With the DASH Diet. Am J Prev Med 2017; 53(1): 55-62. https://doi.org/10.1016/j.amepre.2017.01.044
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.

RESULTADOS

Após a realização das quatro etapas, a dieta DASH adaptada foi estruturada conforme apresenta-se no Quadro 1.

Quadro 1.
Dieta Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) traduzida e adaptada, baseada em plano alimentar de 2.000 kcal.

O grupo “Oleaginosas, sementes, feijões e ervilhas” foi desmembrado em “Leguminosas” e “Oleaginosas e sementes”, tendo em vista que feijão é o terceiro alimento mais consumido por brasileiras1616. Souza AM, Pereira RA, Yokoo EM, Levy RB, Sichieri R. Alimentos mais consumidos no Brasil: Inquérito Nacional de Alimentação 2008-2009. Rev Saúde Pública 2013; 47(Supl. 1): 190s-9s. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102013000700005
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, tornando-se a principal fonte dos nutrientes deste grupo. “Oleaginosas e sementes” apresentam custo superior, porém sementes como linhaça e girassol são encontradas no comércio local com menor custo em relação às oleaginosas.

O grupo “Doces” foi excluído da adaptação, considerando que a ingestão de açúcar deve ser evitada e limitada a menos de 5% do consumo total de energia1717. World Health Organization. Guideline: Sugars intake for adults and children. Genebra: World Health Organization; 2015. e que o consumo de bebidas açucaradas e doces é excessivo na população brasileira1616. Souza AM, Pereira RA, Yokoo EM, Levy RB, Sichieri R. Alimentos mais consumidos no Brasil: Inquérito Nacional de Alimentação 2008-2009. Rev Saúde Pública 2013; 47(Supl. 1): 190s-9s. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102013000700005
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. O consumo está presente, de forma eventual, porém não como parte da orientação nutricional1414. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2014..

Com relação ao grupo “Carnes”, foram incluídos na orientação ovos, vísceras e carne de porco, pois apresentam maior oferta e menor custo nos mercados da região.

Arroz e pão integrais costumam ter preços mais altos. Portanto, raízes, tubérculos e aveia são boas opções, equivalentes do grupo “Cereais, grãos, raízes e tubérculos”.

Para orientação nutricional individual, foi elaborado plano alimentar qualitativo e ilustrado, com seis refeições diárias, sem cálculo dietético personalizado, em consonância com a proposta do novo Guia Alimentar para a População Brasileira1515. Mackenbach JD, Burgoine T, Lakerveld J, Forouhi NG, Griffin SJ, Wareham NJ, et al. Accessibility and Affordability of Supermarkets: Associations With the DASH Diet. Am J Prev Med 2017; 53(1): 55-62. https://doi.org/10.1016/j.amepre.2017.01.044
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CONCLUSÃO

A adaptação da dieta DASH para cuidado nutricional no período pós-parto parece estar de acordo com o padrão alimentar brasileiro, mantendo as características nutricionais que lhe imputam os benefícios à saúde previamente estudados. Atualmente, está sendo utilizada em estudo de intervenção realizado em dois Serviços de Atenção Básica do município do Rio de Janeiro.

REFERÊNCIAS

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  • 17
    World Health Organization. Guideline: Sugars intake for adults and children. Genebra: World Health Organization; 2015.

  • Fonte de financiamento: Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (FIOTEC). As autoras Karina dos Santos e Carolina Felizardo de Moraes da Silva receberam, durante o período de desenvolvimento do estudo, bolsas de mestrado financiadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Histórico

  • Recebido
    28 Jul 2017
  • Aceito
    31 Jan 2018
  • Publicação Online
    25 Abr 2019
  • Publicação em número
    2019
Associação Brasileira de Pós -Graduação em Saúde Coletiva São Paulo - SP - Brazil
E-mail: revbrepi@usp.br