Perfil entomológico e epidemiológico da malária em região garimpeira no norte do Mato Grosso, 2011

Entomological and epidemiological profile of malaria in a gold mining region in northern Mato Grosso, Brazil, 2011

Giovana Belem Moreira Lima Maciel Elaine Cristina de Oliveira Sobre os autores

Resumos

OBJETIVO:

descrever o perfil entomológico e epidemiológico da malária em área de garimpo do município de Nova Guarita, estado de Mato Grosso, Brasil.

MÉTODOS:

estudo descritivo com dados entomológicos e epidemiológicos da localidade Garimpo Grota da Lagoa, registrados no sistema de informação de vigilância epidemiológica da malária (SIVEP-malária) em 2011.

RESULTADOS:

foram identificados 481 exemplares de vetores do gênero Anopheles; houve predominância de Anopheles darlingi nos ambientes pesquisados (42,6%); entre as fêmeas, 83% eram oníparas; o pico de maior atividade dos vetores ocorreu entre as 18 e as 21 horas; das 50 notificações de casos humanos, duas tiveram diagnóstico laboratorial positivo para Plasmodium vivax.

CONCLUSÃO:

os dados entomológicos e epidemiológicos da região estudada caracterizam os casos notificados como de transmissão autóctone e o município de Nova Guarita-MT com evidências de grande receptividade e possível vulnerabilidade para a transmissão de malária.

Malária; Insetos Vetores; Entomologia; Epidemiologia Descritiva


OBJECTIVE:

to describe the entomological and epidemiological profile of malaria in mining areas of Nova Guarita, Mato Grosso State, Brazil.

METHODS:

this is an entomological and epidemiological descriptive study of malaria cases in Nova Guarita recorded on the Malaria Epidemiological Surveillance System (SIVEP-malária) and municipal entomological notification data in 2011.

RESULTS:

481 specimens of the genus Anopheles were identified. An. darlingi (42.6%), was the predominant species in the environments surveyed and 83% of females were omniparous. Highest vector activity was between 6:00pm and 9:00pm. Two of the 50 human cases reported had positive results for P vivax.

CONCLUSION:

entomological and epidemiological data for the region studied characterize the cases reported as having autochthonous transmission and the municipality of Nova Guarita as having evidence of high receptivity and possible vulnerability to malaria transmission.

Malaria; Insect Vectors; Entomology; Descriptive Epidemiology


Introdução

O estado de Mato Grosso pertence à região da Amazônia Legal brasileira, considerada área endêmica para transmissão da malária. No período de 2000 a 2011, houve redução de 86,1% no número de casos de malária no estado. Ao comparar o ano de 2011 com o de 2010, essa redução foi de 31,0%. No ano de 2011, Mato Grosso foi considerado como de baixo risco para malária na região amazônica.11. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Situação epidemiológica da malária no Brasil, 2000 a 2011. Bol Epidemiol. 2013;44(1):1-16. Em décadas passadas, a alta incidência da malária no estado foi atribuída ao processo de colonização associado às atividades garimpeiras na região do município de Peixoto de Azevedo-MT.22. Atanaka-Santos M, Czeresnia D, Souza-Santos R, Oliveira RM. Comportamento epidemiológico da malária no estado de Mato Grosso, 1980-2003. Rev Soc Bras Med Trop. 2006 mar-abr;39(2):187-92. Estudos mostram que no período de 1997 a 2003, o declínio dos casos de malária ocorreu de forma menos acentuada e mais gradual, diminuindo de 6,2 para 1,9 casos por 1.000 habitantes.

A ocorrência dos casos de malária relaciona-se a vários fatores, entre eles as atividades de extrativismo dos recursos naturais, capazes de potencializar a transmissão da doença.22. Atanaka-Santos M, Czeresnia D, Souza-Santos R, Oliveira RM. Comportamento epidemiológico da malária no estado de Mato Grosso, 1980-2003. Rev Soc Bras Med Trop. 2006 mar-abr;39(2):187-92. , 33. Barbieri AF, Sawyer DO. Heterogeneidade da prevalência de malária em garimpos do norte de Mato Grosso, Brasil. Cad Saude Publica. 2007 dez;23(12):2878-86. A discussão acerca das atividades de extrativismo dos recursos naturais como garimpos, abertura de estradas, desflorestamento, entre outras, a depender do horário de funcionamento, condições de moradia e áreas de trabalho, poderia contribuir para a maior ocorrência de casos de malária, justamente porque o horário das atividades laborais coincidiria com o horário de atividade hematofágica das espécies de anofelinos vetores. Desse modo, há necessidade de investigar o surgimento de casos de malária em municípios onde são desenvolvidas atividades de extração de ouro, em antigas frentes garimpeiras da Amazônia.

Este estudo teve como objetivo descrever o perfil entomológico e epidemiológico da malária em área de garimpo do município de Nova Guarita, estado de Mato Grosso, Brasil, em 2011.

Métodos

Trata-se de estudo descritivo sobre dados secundários registrados nos sistemas de informações SIVEP-malária e Vetores-malária, da localidade do Garimpo Grota da Lagoa, no município de Nova Guarita-MT. O município está localizado na região norte do estado e, segundo o Censo Demográfico de 2010, possuía então 4.932 habitantes.44. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Contagem da população 2010 [Internet]. [citado 2013 nov 11]. Disponível em: http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=510880&search=mato-grosso|nova-guarita
http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil....
O Garimpo Grota da Lagoa conta com uma área de aproximadamente 71ha e situa-se a 35 km da sede do município de Peixoto de Azevedo-MT. Nessa área, são desenvolvidas atividades de extração de ouro em antigas frentes de lavras garimpeiras, depósito de rejeitos e pecuária. À medida que os depósitos de rejeitos vão-se exaurindo, ocorre a mobilização em direção a novas frentes de lavras, o que torna essa atividade itinerante. Ou seja: a qualquer momento, os alojamentos do garimpo mudam de lugar. As instalações dos garimpeiros da área estudada eram precárias, muitas delas feitas de lona e palha.

Os dados que alimentaram os sistemas SIVEP-malária e Vetores-malária foram obtidos pelos técnicos da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT). Foram coletadas formas aladas do mosquito do gênero Anopheles, durante o período de 13 a 18 de junho de 2011, nos ambientes intra e peridomicílio, em quatro pontos, buscando abranger toda a área do garimpo: ponto A (S 10o 13' 36.8" W 55o11' 15.8"), ponto B(S 10o 13' 33.8" W55o 10' 33.1"), ponto C (S 10o 13' 38.1" W 55o 10' 53.6") e ponto D (S 10o 13' 36,7" W 55o 10' 43,2), conforme mostra a Figura 1.

Figura 1
Situação dos pontos de coleta de vetores (A, B, C e D) na localidade do Garimpo Grota da Lagoa, município de Nova Guarita, Mato Grosso, 2011

A técnica utilizada para a coleta foi a captura em humanos protegidos (CSHP) conforme a normatização,55. Ministério da Saúde (BR). Normatização da captura por isca humana. In: 2o Seminário internacional de ferramentas e instrumentos utilizados no controle de vetores. Brasília: Ministério da Saúde; 2008. por três noites (das 18:00 às 22:00 horas), e mais uma coleta de doze horas (das 18:00 às 6:00h). Para identificação dos mosquitos do gênero Anopheles e verificação da paridade de fêmeas de Anopheles darlingi, utilizou-se a chave dicotômica de classificação de espécies do gênero Anopheles e a técnica de dissecação.66. Consoli RAGB, Oliveira RL. Os principais mosquitos de importância sanitária no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1994. 228 p. As fêmeas foram consideradas oníparas quando haviam realizado pelo menos o segundo repasto sanguíneo.

Para detecção dos casos humanos de malária, a equipe de pesquisadores realizou detecção ativa em toda a área de estudo. O diagnóstico foi realizado pela técnica de gota espessa. A ficha de notificação foi preenchida com dados referentes a idade (menos de 10, 10 a 19, 20 a 29, 30 a 39, 40 a 49, 50 a 59, 60 a 69, 70 e mais anos), escolaridade (nenhum ano de estudo, 1 a 3, 4 a 7, 8 a 11, 12 e mais anos), residência (município, estado) e ocupação (principal atividade nos últimos 15 dias).

Este estudo considerou, como condição de receptividade da área, a presença, densidade e longevidade do mosquito transmissor Anopheles darlingi. Como condição de vulnerabilidade, considerou-se a chegada de portadores de malária oriundos de regiões endêmicas.

A pesquisa foi realizada exclusivamente com dados secundários, de domínio público, registrados nos sistemas de informações SIVEP-malária e Vetores-malária, e atendeu as diretrizes sobre pesquisa envolvendo seres humanos preconizadas pelo Conselho Nacional de Saúde na Resolução CNS no 466, de 12 de dezembro de 2012.

Resultados

De 481 exemplares capturados, representativos de nove espécies do gênero Anopheles, 42,6% foram de An. darlingi, vetor da malária, predominante nos ambientes pesquisados (intra e peridomicílio). Entre as fêmeas dissecadas dessa espécie, 83% eram oníparas (Tabela 1).

Tabela 1
Espécies do gênero Anopheles capturadas na localidade do Garimpo Grota da Lagoa, município de Nova Guarita, Mato Grosso, 2011

Durante a coleta de 12 horas, foram capturados 13 exemplares, distribuídos entre as seguintes espécies: An. rondoni (8); An. triannulatus (2); An. rangeli (2); e An. benarrochi (1). A maior atividade hematofágica foi observada entre as 18 e as 21 horas.

Foram feitas 50 notificações de casos suspeitos, dois por detecção passiva e 48 por detecção ativa, conforme registros do Sivep-malária. Desses casos, dois tiveram diagnóstico positivo, confirmatório para malária, e correspondiam a pacientes do sexo masculino com idade entre 44 e 47 anos, de baixa escolaridade, residentes no município de Peixoto de Azevedo-MT. Ambos os casos foram infectados por Plasmodium vivax. O local provável de infecção foi o Garimpo Grota da Lagoa.

Discussão

O Garimpo Grota da Lagoa caracteriza-se como área de risco para transmissão da malária. O presente estudo revelou presença vetorial na localidade, assim como registro da ocorrência de casos da doença em humanos.

Constam, no estudo epidemiológico, relatos de que os garimpos funcionariam 24 horas por dia. No local estudado, observou-se mobilidade de pessoas oriundas do estado do Pará, considerado região endêmica de malária. A maioria dos trabalhadores dormiam em redes. O horário do jantar coincidia com o entardecer. A extração de ouro era realizada durante toda a noite.77. Mato Grosso. Secretaria de Estado de Saúde. Relatório de atividades entomológicas e epidemiológicas desenvolvidas no município de Nova Guarita; 2011.

A predominância de An. darlingi (42,6%) neste estudo corrobora resultados de pesquisas realizadas em áreas da Amazônia,88. Maciel GBML, Missawa NA. Descrição de fauna anofélica em área endêmica de malária no Município de Colniza, estado de Mato Grosso, Brasil. Epidemiol Serv Saude. 2012 jan-mar;21(1):141-8.

9. Santos RLC, Padilha A, Costa MDP, Costa EM, Dantas-Filho HC, Povoa MM. Vetores de malária em duas reservas indígenas da Amazônia Brasileira. Rev Saude Publica. 2009 out;43(5):859-69.
- 1010. Souza-Santos R. Distribuição sazonal de vetores da malária em Machadinho d'Oeste, Rondônia, Região Amazônica, Brasil. Cad Saude Publica. 2002 nov-dez;18(6):1813-8. onde essa espécie é a que mais se beneficia de alterações no ambiente produzidas pelo homem,1010. Souza-Santos R. Distribuição sazonal de vetores da malária em Machadinho d'Oeste, Rondônia, Região Amazônica, Brasil. Cad Saude Publica. 2002 nov-dez;18(6):1813-8.como a modificação da paisagem natural para uma paisagem antropizada. Essas modificações na paisagem natural incluem os assentamentos rurais, os garimpos e as pastagens, entre outros, e contribuem para um ambiente favorável ao aumento da densidade dessa espécie.33. Barbieri AF, Sawyer DO. Heterogeneidade da prevalência de malária em garimpos do norte de Mato Grosso, Brasil. Cad Saude Publica. 2007 dez;23(12):2878-86.

A transmissão da malária só poderá ocorrer entre fêmeas de Anopheles que realizaram repastos sanguíneos sucessivos.1111. Tadei WP, Santos JMM, Costa WLS, Scarpassa VM. Biologia de anofelinos amazônicos. XII. Ocorrência de espécies de Anopheles, dinâmica da transmissão e controle da malária na zona urbana de Ariquemes, Rondônia. Rev Inst Med Trop. 1988 mai-jun;30(3):221-51. Não ocorre transmissão transovariana, havendo a necessidade de o Anopheles, enquanto agente vetor, sugar sangue de uma pessoa com malária. A predominância de fêmeas dissecadas oníparas (83%) assemelha-se aos achados de pesquisas realizadas em Rondônia1212. Gama RA, Santos RLC, Santos F, Silva IM, Resende MC, Eiras AE. Periodicidade de captura de Anopheles darlingi Root (Diptera: Culicidae) em Porto Velho, RO. Neotrop Entomol. 2009 set-out;38(5):677-82. e no Pará.99. Santos RLC, Padilha A, Costa MDP, Costa EM, Dantas-Filho HC, Povoa MM. Vetores de malária em duas reservas indígenas da Amazônia Brasileira. Rev Saude Publica. 2009 out;43(5):859-69. , 1313. Santos RLC, Sucupira IMC, Lacerda RNL, Fayal AS, Póvoa MM. Inquérito entomológico e infectividade durante epidemia de malária no município de Anajás, Estado do Pará. Rev Soc Bras Med Trop. 2005 mar-abr;38(2):202-4. A presença de fêmeas oníparas significa mais um fator de transmissão: a constatação de que as fêmeas sobrevivem o tempo suficiente para a realização do ciclo extrínseco do parasita1313. Santos RLC, Sucupira IMC, Lacerda RNL, Fayal AS, Póvoa MM. Inquérito entomológico e infectividade durante epidemia de malária no município de Anajás, Estado do Pará. Rev Soc Bras Med Trop. 2005 mar-abr;38(2):202-4. é um indicativo de estabilidade do ambiente para o desenvolvimento do inseto, em condições adequadas de abrigo e oferta de alimento, favorecendo o aumento da densidade vetorial. Tais condições conferem receptividade à área,1414. Ribeiro MCT, Gonçalves EGR, Tauil PL, Silva AR. Aspectos epidemiológicos de um foco de malária no Município de São Luis, MA. Rev Soc Bras Med Trop. 2005 mai-jun;38(3):272-4. em relação à transmissão da malária.

Detectada nesta pesquisa, a presença de portadores de malária oriundos de regiões endêmicas1414. Ribeiro MCT, Gonçalves EGR, Tauil PL, Silva AR. Aspectos epidemiológicos de um foco de malária no Município de São Luis, MA. Rev Soc Bras Med Trop. 2005 mai-jun;38(3):272-4. sugere que o local também apresenta vulnerabilidade, tendo em vista que o município de Nova Guarita-MT foi hiperendêmico para malária até a década de 1990 e a probabilidade de existência de portadores assintomáticos de Plasmodium não é nula. Dessa forma, considerou-se a localidade de Nova Guarita-MT como área receptiva e, possivelmente, vulnerável à transmissão da infecção.

Aspectos econômicos no uso da terra podem influenciar na transmissão da malária, entre eles a ocupação de áreas para atividade de garimpo.33. Barbieri AF, Sawyer DO. Heterogeneidade da prevalência de malária em garimpos do norte de Mato Grosso, Brasil. Cad Saude Publica. 2007 dez;23(12):2878-86. , 1515. Confalonieri UEC. Saúde na Amazônia: um modelo conceitual para a análise de paisagens e doenças. Estud Av. 2005;19(53):221-36. Fatores não biológicos de relevância na dinâmica da malária, como a percepção de contrair a doença pelos indivíduos vulneráveis e a mobilidade espacial desses grupos, dificultam o tratamento e a redução da exposição aos vetores.1515. Confalonieri UEC. Saúde na Amazônia: um modelo conceitual para a análise de paisagens e doenças. Estud Av. 2005;19(53):221-36. Na localidade estudada, a transmissão ocorreu em áreas reativadas de antigos garimpos que, simultaneamente, abrigavam atividades de criação de gado, desenvolvidas por trabalhadores residindo em moradias precárias, com o hábito de jantar e assistir à televisão em locais abertos, horários de trabalho coincidentes com a atividade do vetor, e frentes de lavras itinerantes. Além disso, o funcionamento permanente do garimpo, 24 horas/dia, impossibilitou o controle químico do local.

Como limitação ao estudo, não foi possível estratificar a área de risco, pelo próprio comprometimento da realização de busca ativa no interior de uma atividade clandestina de garimpagem.

Embora a malária seja um problema global, trata-se de doença predominantemente endêmica, cuja distribuição de casos humanos depende de gênese multifatorial que influencia na dinâmica de transmissão.11. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Situação epidemiológica da malária no Brasil, 2000 a 2011. Bol Epidemiol. 2013;44(1):1-16. , 22. Atanaka-Santos M, Czeresnia D, Souza-Santos R, Oliveira RM. Comportamento epidemiológico da malária no estado de Mato Grosso, 1980-2003. Rev Soc Bras Med Trop. 2006 mar-abr;39(2):187-92. , 1515. Confalonieri UEC. Saúde na Amazônia: um modelo conceitual para a análise de paisagens e doenças. Estud Av. 2005;19(53):221-36. , 1616. Parente AT, Souza EB, Ribeiro JBM. A ocorrência de malária em quatro municípios do estado do Pará, de 1988 a 2005, e sua relação com o desmatamento. Rev Acta Amaz. 2012 mar;42(1):41-8. Diversos estudos reforçam a importância de estudos entomológicos e epidemiológicos locais.11. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Situação epidemiológica da malária no Brasil, 2000 a 2011. Bol Epidemiol. 2013;44(1):1-16. , 22. Atanaka-Santos M, Czeresnia D, Souza-Santos R, Oliveira RM. Comportamento epidemiológico da malária no estado de Mato Grosso, 1980-2003. Rev Soc Bras Med Trop. 2006 mar-abr;39(2):187-92. , 1616. Parente AT, Souza EB, Ribeiro JBM. A ocorrência de malária em quatro municípios do estado do Pará, de 1988 a 2005, e sua relação com o desmatamento. Rev Acta Amaz. 2012 mar;42(1):41-8. , 1717. Oliveira-Ferreira J, Lacerda MVG, Brasil P, Ladislau JLB, Tauil P, Daniel-Ribeiro CT. Malaria in Brazil: an overview. Malar J [Internet]. 2010 [cited 2011 Jan 5];9:115. Available from: http://www.malariajournal.com/content/9/1/115
http://www.malariajournal.com/content/9/...

Para a adequação de estratégias de enfrentamento da malária de maior impacto, em localidades com características parecidas às do Garimpo Grota da Lagoa, deve-se realizar ações de diagnóstico rápido e de tratamento precoce entre os garimpeiros, especialmente aqueles oriundos de regiões endêmicas.

Agradecimentos

Aos técnicos dos municípios de abrangência do Escritório Regional de Saúde (ERS) de Peixoto de Azevedo-MT.

  • 1
    Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Situação epidemiológica da malária no Brasil, 2000 a 2011. Bol Epidemiol. 2013;44(1):1-16.
  • 2
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  • 3
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  • 4
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  • 5
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  • 6
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  • 7
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  • 17
    Oliveira-Ferreira J, Lacerda MVG, Brasil P, Ladislau JLB, Tauil P, Daniel-Ribeiro CT. Malaria in Brazil: an overview. Malar J [Internet]. 2010 [cited 2011 Jan 5];9:115. Available from: http://www.malariajournal.com/content/9/1/115
    » http://www.malariajournal.com/content/9/1/115

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Apr-Jun 2014

Histórico

  • Recebido
    29 Maio 2013
  • Aceito
    25 Fev 2014
Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde do Brasil Brasília - Distrito Federal - Brazil
E-mail: leilapgarcia@gmail.com