Magnitude e tendência temporal dos indicadores da hanseníase em Goiás: um estudo ecológico do período 2001-2017

Magnitud y tendencia temporal de los indicadores de lepra en Goiás, Brasil: un estudio ecológico en 2001-2017

Mateus Henrique Guiotti Mazão Lima Juliano Porto Nascimento Marcos Loiola de Souza Vanessa Alves Paraizo Patrícia Silva Nunes Rafael Alves Guimarães Sobre os autores

Resumo

Objetivo:

Analisar a tendência dos indicadores da hanseníase em Goiás no período de 2001 a 2017.

Métodos:

Foi realizado estudo ecológico de séries temporais. Indicadores de morbidade e operacionais da hanseníase foram calculados a partir de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Utilizou-se regressão de Prais-Winsten para análise de tendência.

Resultados:

Verificou-se tendência decrescente na taxa de detecção na população geral (variação percentual anual [VPA] = -6,8 – IC95% -8,2;-5,4) e em menores de 15 anos de idade (VPA = -7,2 – IC95% -8,5;-5,9); e tendência crescente na proporção de grau 2 de incapacidade física (VPA = 3,7 – IC95% 2,0;5,3) e na proporção de incapacidade física examinada (VPA = 0,6 – IC95% 0,3;0,8); as proporções de cura e de contatos examinados mostraram-se estáveis.

Conclusão:

As taxas de detecção diminuíram, enquanto as proporções de grau 2 de incapacidade física e de incapacidade física examinada cresceram.

Palavras-chave:
Hanseníase; Estudos de Séries Temporais; Estudos Ecológicos; Indicadores Básicos de Saúde

Resumen

Objetivo:

Analizar la tendencia de los indicadores de lepra en Goiás entre 2001 y 2017.

Métodos:

Se realizó un estudio ecológico de series temporales. La morbilidad y los indicadores operativos se calcularon a partir de los datos del Sistema de información de Agravamientos de Notificación (Sinan). Se utilizó la regresión de Prais-Winsten para el análisis de tendencias.

Resultados:

Se confirmó una tendencia de disminución de la tasa de detección en la población general (Variación Porcentual Anual [VPA] = -6,8 – IC95% -8,2;-5,4) y en niños menores de 15 años (VPA = -7,2 – IC95% -8,5;-5,9); proporción creciente de incapacidad grado 2 (VPA = 3,7 – IC95% 2,0;5,3) y proporción creciente de incapacidad física examinada (VPA = 0,6 – IC95% 0,3;0,8); las proporciones de cura y contactos examinados fueron estables.

Conclusión:

Las tasas de detección disminuyeron mientras que aumentaron las proporciones de incapacidad física de grado 2 e incapacidad física examinada.

Palabras clave:
Lepra; Estudios de Series Temporales; Estudios Ecológicos; Indicadores de Salud

Introdução

A hanseníase representa um grave problema de Saúde Pública, de maior magnitude em países com baixa e média renda. Em 2017, foram registrados 210.671 novos casos de hanseníase em 150 países, resultando em uma taxa de detecção de 2,8 casos/100 mil habitantes. Do total de casos, 80,2% foram notificados em três países: Índia, Brasil e Indonésia.11. World Health Organization - WHO. Global leprosy update, 2017: reducing the disease burden due to leprosy. Wkly Epidemiol Rec [Intenet]. 2018 [cited 2020 Jul 10];93(35):445-56. Available from: https://apps.who.int/iris/handle/10665/274290
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A anàlise dos indicadores epidemiológicos da doença possibilita avaliar a eficiência de medidas preventivas, acompanhar padrões de comportamento do agravo e o alcance de sua meta de eliminação no país.

No Brasil, a hanseníase apresenta elevada magnitude. Em 2017, foram notificados 25.862 novos casos, resultando em uma taxa de detecção na população geral de 12,9 casos/100 mil hab. As Unidades da Federação (UFs) com taxas mais elevadas foram: Mato Grosso (102,5 casos/100 mil habitantes), Tocantins (79,9 casos/100 mil hab.) e Maranhão (44,0 casos/100 mil hab.).22. Ministério da Saúde (BR). Datasus. Casos de hanseníase (SINAN) [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2017 [citado 2020 jan 2]. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0203&id=31032752
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Considerando-se a carga da hanseníase no Brasil, a análise dos indicadores epidemiológicos da doença possibilita avaliar a eficiência de medidas preventivas, acompanhar padrões de comportamento do agravo e o alcance de sua meta de eliminação no país. Além disso, o comportamento dos indicadores fornece subsídios para a gestão da doença pela Saúde, indicando a necessidade de formulação ou reformulação de estratégias de prevenção e políticas públicas. Especificamente, a análise por UFs e a identificação das mais endêmicas possibilita a implementação de intervenções focadas, de acordo com a necessidade e a realidade regional ou local.

O estudo teve como objetivo descrever a tendência temporal dos indicadores da hanseníase no estado de Goiás, no período de 2001 a 2017.

Métodos

Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais que analisou os indicadores de morbidade e da qualidade das ações e serviços (operacionais) relativos à hanseníase no estado de Goiás, localizado na região Centro-Oeste do país, no período de 2001 a 2017.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiás apresentava população estimada de 6.921.161 hab. e renda média per capita de R$ 1.323,00 em 2018. Em 2010, o índice de desenvolvimento humano (IDH) do estado era de 0,735;33. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. IBGE Cidades: Goiás [Internet]. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2018 [citado 2019 jan 2]. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/go/panorama
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no final de 2018, sua cobertura pela Estratégia Saúde da Família (ESF) era estimada em 66,6%; e a da Atenção Básica, em 73,4%.44. Ministério da Saúde (BR). e-Gestor Atenção Básica. Cobertura da atenção básica [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2018 [citado 2019 fev 2]. Disponível em: https://egestorab.saude.gov.br/paginas/acessoPublico/relatorios/relHistoricoCoberturaAB.xhtml
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Foram utilizados dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O tamanho da população residente, empregado como denominador, proveio do Censo Demográfico de 2010 e das projeções intercensitárias (2001 a 2017), realizados pelo IBGE.

Foram calculados dois blocos de indicadores, segundo as recomendações do Ministério da Saúde:55. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria MS/GM no 3.125, de 7 de outubro de 2010. Aprova as diretrizes para vigilância, atenção e controle da hanseníase [Internet]. Diário Oficial da União, Brasília (DF), 2010 out 15 [citado 2019 fev 27];Seção I:55. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt3125_07_10_2010.html
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(i) os indicadores de morbidade; e (ii) os indicadores da qualidade das ações e serviços. A forma de cálculo e o significado desses indicadores são apresentados na Figura 1.

Figura 1
Cálculo, significado e parâmetros de interpretação dos indicadores epidemiológicos da hanseníase

Os dados foram analisados com auxílio do programa Stata versão 15.0. Para análise de tendência da doença no estado, utilizou-se a regressão linear generalizada de Prais-Winsten.66. Antunes JLF, Cardoso MRA. Uso da análise de séries temporais em estudos epidemiológicos. Epidemiol Serv Saúde [Internet]. 2015 jul-set [citado 2020 jul 10];24(3):564-76. Disponível em: https://doi.org/10.5123/S1679-49742015000300024
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As variáveis dependentes dos modelos foram os indicadores de morbidade e operacionais, logaritmizados; a variável independente correspondeu ao ano. A equação do modelo de regressão pode ser descrita da seguinte forma:

log(Yt)=β0+β1X

Onde:

β0 = constante ou intercepto

log(Yt) = valores logaritmizados da variável dependente

β1 = coeficiente de tendência linear

x = variável independente

O coeficiente de determinação (R2) foi utilizado como medida de ajustamento do modelo de regressão. A seguir, calculou-se a variação percentual anual (VPA) e respectivo intervalo de confiança de 95% (IC95%).66. Antunes JLF, Cardoso MRA. Uso da análise de séries temporais em estudos epidemiológicos. Epidemiol Serv Saúde [Internet]. 2015 jul-set [citado 2020 jul 10];24(3):564-76. Disponível em: https://doi.org/10.5123/S1679-49742015000300024
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Foi adotado o nível de significância de 5%. As tendências observadas foram classificadas como crescentes, estáveis ou decrescentes.66. Antunes JLF, Cardoso MRA. Uso da análise de séries temporais em estudos epidemiológicos. Epidemiol Serv Saúde [Internet]. 2015 jul-set [citado 2020 jul 10];24(3):564-76. Disponível em: https://doi.org/10.5123/S1679-49742015000300024
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Resultados

De 2001 a 2017, foram notificados 42.471 casos de hanseníase na população geral e 2.068 casos na população menor de 15 anos de idade, no estado de Goiás. As médias da taxa de detecção na população geral e em menores de 15 anos, em 2007 e 2017, foram de 43,3 casos/100 mil hab. e 7,9 casos/100 mil hab. respectivamente. Observou-se redução na taxa de detecção de hanseníase na população geral, de 60,6 para 20,0 casos/100 mil hab. entre 2001 e 2017 (∆%: -82,6), como também na população menor de 15 anos, de 10,1 para 3,7 por 100 mil hab. no mesmo período (∆%: -68,7) (Figura 2A). Verificou-se tendência decrescente na taxa de detecção na população geral (VPA = -6,8 – IC95% -8,2;-5,4) e na população menor de 15 anos (VPA = -7,2 – IC95% -8,5;-5,9) (Tabela 1).

Figura 2
Evolução dos indicadores de morbidade (por 100 mil habitantes) (A) e operacionais da hanseníase (B), estado de Goiás, 2001-2017
Tabela 1
Análise de regressão de Prais-Winsten dos indicadores epidemiológicos da hanseníase, estado de Goiás, 2001-2017

A média da proporção de grau 2 de incapacidade física, estritamente na década de 2007 e 2017, foi de 4,5%. De fato, o indicador elevou-se de 3,3 para 6,5%/10 mil hab. no período de 2001 a 2017 (∆%: 97,0) (Figura 2B), sendo observada, portanto, tendência crescente da incapacidade física causada pela hanseníase em todo o período estudado (VPA = 3,7 – IC95% 2,0;5,3) (Tabela 1).

A proporção de cura apresentou média de 77,6% no período. A proporção de contatos examinados foi de 67,6%; e a proporção de incapacidade física examinada, de 91,9%. A proporção de cura dos casos novos variou de 83,6 a 84,4% (∆%: 0,3) entre 2001 e 2017 (Figura 2B). A proporção de contatos examinados aumentou de 72,3% em 2001 para 85,6% em 2017 (∆%: 18,4). A proporção de incapacidade física examinada variou de 88,9 a 95,0% (∆%: 6,9) entre 2001 e 2017.

Verificou-se tendência estável para proporção de cura (VPA = 1,1 – IC95% -0,6;2,7) e proporção de contatos examinados (VPA = 4,9 – IC95% -2,2;12,5); e tendência crescente para proporção de incapacidade física examinada (VPA = 0,6 – IC95% 0,3;0,8) (Tabela 1).

Discussão

De 2007 a 2017, observou-se tendência decrescente nas taxas de detecção de casos de hanseníase, tanto na população geral como em menores de 15 anos de idade, residentes no estado de Goiás. Verificou-se tendência crescente na proporção de grau 2 de incapacidade física, tendência estável na proporção de cura e de contatos examinados, e tendência crescente na proporção de incapacidades físicas examinada.

A taxa de detecção na população geral corresponde ao indicador primário da hanseníase, possibilita uma análise global da situação de saúde de uma população, direciona as estratégias de controle e aponta o risco de detecção do agravo.77. World Health Organization - WHO. Global leprosy strategy 2016–2020 [Internet]. Geneva: World Health Organization; 2016 [cited 2019 Jan 7]. Available from: http://www.searo.who.int/srilanka/areas/leprosy/global_leprosy_strategy_2016_2020.pdf
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,88. Freitas BHBM, Cortela DCB, Ferreira SMB. Tendência da hanseníase em menores de 15 anos em Mato Grosso (Brasil), 2001-2013. Rev Saúde Pública [Internet]. 2017 [citado 2020 jul 10];51:28. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1518-8787.2017051006884
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Verificou-se tendência decrescente nesse indicador – população geral – e na população menor de 15 anos. Entretanto, Goiás permaneceu com classificação muito alta para hanseníase (20,0 casos por 100 mil hab.) em 2017, taxa superior à encontrada para o Brasil (12,9 casos por 100 mil hab.).22. Ministério da Saúde (BR). Datasus. Casos de hanseníase (SINAN) [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2017 [citado 2020 jan 2]. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0203&id=31032752
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O mesmo padrão da tendência decrescente da hanseníase evidenciado no estudo em tela se apresenta em outras UFs onde a carga da doença é elevada, caso do Tocantins, Maranhão, Paraíba e Bahia, como também foi observado em nível global.99. Gillini L, Cooreman E, Wood T, Pemmaraju VR, Saunderson P. Global practices in regard to implementation of preventive measures for leprosy. PLoS Negl Trop Dis [Internet]. 2017 May [cited 2020 Jul 10];11(5):e0005399. Available from: https://dx.doi.org/10.1371%2Fjournal.pntd.0005399
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11. Anchieta JJS, Costa LMM, Campos LC, Vieira MR, Mota OS, Morais Neto OL, et al. Trend analysis of leprosy indicators in a hyperendemic Brazilian state, 2001–2015. Rev Saúde Pública [Internet]. 2019 Aug [cited 2020 Jul 10];53:61. Available from: https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2019053000752
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-1313. Souza EA, Ferreira AF, Boigny RN, Alencar CH, Heukelbach J, Martins-Melo FR, et al. Hanseníase e gênero no Brasil: tendências em área endêmica da região Nordeste. Rev Saúde Pública [Internet]. 2018 [citado 2020 jul 10];52:20. Disponível em: https://doi.org/10.11606/S1518-8787.2018052000335
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Alguns fatores podem ter contribuído para a redução da magnitude e incidência da hanseníase em Goiás. Entre esses fatores, destacam-se (i) o aumento do diagnóstico precoce, mediante ações preventivas, (ii) o tratamento específico poliquimioterápico, (iii) o aumento da cobertura da ESF nos últimos anos, contribuindo para a identificação e priorização das famílias de risco e redução das iniquidades em saúde,1414. Schneider PB, Freitas BHMB. Tendência da hanseníase em menores de 15 anos no Brasil, 2001-2016. Cad Saúde Pública [Internet]. 2018 [citado 2020 jul 10];34(3):e00101817. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311x00101817
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15. Neves RG, Flores TR, Duro SMS, Nunes BP, Tomasi E. Tendência temporal da cobertura da Estratégia Saúde da Família no Brasil, regiões e Unidades da Federação, 2006-2016. Epidemiol Serv Saúde [Internet]. 2018 [citado 2020 jul 10];27(3):e2017170. Disponível em: https://doi.org/10.5123/s1679-49742018000300008
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-1616. Malta DC, Santos MAS, Stopa SR, Vieira JEB, Melo EA, Reis AAC. A Cobertura da Estratégia de Saúde da Família (ESF) no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Ciên Saúde Coletiva [Internet]. 2016 fev [citado 2020 jul 10];21(2):327-38. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232015212.23602015
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(iv) a busca ativa dos contatos sociais e/ou familiares e entre crianças na idade escolar (e.g., campanhas em escolas) e (v) a vacinação/revacinação contra o bacilo de Calmette Guérin (BCG), a qual, embora não específica, oferece proteção e contribui com a prevenção de novos casos da doença.1414. Schneider PB, Freitas BHMB. Tendência da hanseníase em menores de 15 anos no Brasil, 2001-2016. Cad Saúde Pública [Internet]. 2018 [citado 2020 jul 10];34(3):e00101817. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311x00101817
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,1717. Barreto JG, Frade MAC, Bernardes Filho F, Silva MB, Spencer JS, Salgado CG. Leprosy in Children. Curr Infect Dis Rep [Internet]. 2017 Jun [cited 2020 Jul 10];19(6):23. Available from: https://doi.org/10.1007/s11908-017-0577-6
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,1818. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública: manual técnico-operacional [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2016 [citado 2020 jul 10]. 58 p. Disponível em: http://www.saude.gov.br/images/pdf/2016/fevereiro/04/diretrizes-eliminacao-hanseniase-4fev16-web.pdf
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Tais medidas de prevenção e controle da hanseníase são estabelecidas pelas ‘Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública’, recomendadas pelo Ministério da Saúde para serem implementadas no contexto de todos os níveis da atenção à saúde.1818. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública: manual técnico-operacional [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2016 [citado 2020 jul 10]. 58 p. Disponível em: http://www.saude.gov.br/images/pdf/2016/fevereiro/04/diretrizes-eliminacao-hanseniase-4fev16-web.pdf
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Observou-se tendência crescente da proporção de casos com grau 2 de incapacidade física, possivelmente indicativa de detecção tardia – a despeito do crescimento na cobertura da ESF –, além de dificuldades na prevenção das incapacidades.1919. Freitas LRS, Duarte EC, Garcia LP. Trends of main indicators of leprosy in Brazilian municipalities with high risk of leprosy transmission, 2001-2012. BMC Infect Dis [Internet]. 2016 Sep [cited 2020 Jul 10];16(1):472. Available from: https://dx.doi.org/10.1186%2Fs12879-016-1798-2
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Estudos prévios têm mostrado tendência estacionária ou crescente88. Freitas BHBM, Cortela DCB, Ferreira SMB. Tendência da hanseníase em menores de 15 anos em Mato Grosso (Brasil), 2001-2013. Rev Saúde Pública [Internet]. 2017 [citado 2020 jul 10];51:28. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1518-8787.2017051006884
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,1111. Anchieta JJS, Costa LMM, Campos LC, Vieira MR, Mota OS, Morais Neto OL, et al. Trend analysis of leprosy indicators in a hyperendemic Brazilian state, 2001–2015. Rev Saúde Pública [Internet]. 2019 Aug [cited 2020 Jul 10];53:61. Available from: https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2019053000752
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,2020. Araújo KMFA, Leano HAM, Rodrigues RN, Bueno IC, Lana FCF. Tendência de indicadores epidemiológicos da hanseníase em um estado endêmico. Rev Rene [Internet]. 2017 nov-dez [citado 2020 jul 10];18(6):771-8. Disponível em: https://doi.org/10.15253/2175-6783.2017000600010
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desse indicador no Brasil. A avaliação do grau de incapacidade constitui importante ferramenta para a identificação de pacientes com maior risco de desenvolver novas incapacidades, durante o tratamento, no término do tratamento poliquimioterápico e após a alta, podendo contribuir para a diminuição da morbidade provocada pela doença.1818. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública: manual técnico-operacional [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2016 [citado 2020 jul 10]. 58 p. Disponível em: http://www.saude.gov.br/images/pdf/2016/fevereiro/04/diretrizes-eliminacao-hanseniase-4fev16-web.pdf
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Nesta investigação, a proporção de cura apresentou tendência de estabilidade em Goiás, conforme verificado em estudos prévios.88. Freitas BHBM, Cortela DCB, Ferreira SMB. Tendência da hanseníase em menores de 15 anos em Mato Grosso (Brasil), 2001-2013. Rev Saúde Pública [Internet]. 2017 [citado 2020 jul 10];51:28. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1518-8787.2017051006884
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,1111. Anchieta JJS, Costa LMM, Campos LC, Vieira MR, Mota OS, Morais Neto OL, et al. Trend analysis of leprosy indicators in a hyperendemic Brazilian state, 2001–2015. Rev Saúde Pública [Internet]. 2019 Aug [cited 2020 Jul 10];53:61. Available from: https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2019053000752
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Esse resultado sugere intensificação das ações para promoção do tratamento poliquimioterápico oportuno e adequado aos pacientes.2222. Smith WCS, Aerts A. Role of contact tracing and prevention strategies in the interruption of leprosy transmission. Lepr Rev [Internet]. 2014 Mar [cited 2020 Jul 10];85(1):2-17. Available from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24974438/modelagem a partir de regressão por pontos de inflexão e estatística de varredura espacial. Epidemiol Serv Saúde [Internet]. 2019 [citado 2020 jul 10];28(1):e2018065. Disponível em: https://doi.org/10.5123/s1679-49742019000100015
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24974438...
Verificou-se, ainda, tendência estável da proporção de contatos examinados. Outros estudos conduzidos no Brasil têm revelado tendência crescente desse indicador.88. Freitas BHBM, Cortela DCB, Ferreira SMB. Tendência da hanseníase em menores de 15 anos em Mato Grosso (Brasil), 2001-2013. Rev Saúde Pública [Internet]. 2017 [citado 2020 jul 10];51:28. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1518-8787.2017051006884
https://doi.org/10.1590/s1518-8787.20170...
,1111. Anchieta JJS, Costa LMM, Campos LC, Vieira MR, Mota OS, Morais Neto OL, et al. Trend analysis of leprosy indicators in a hyperendemic Brazilian state, 2001–2015. Rev Saúde Pública [Internet]. 2019 Aug [cited 2020 Jul 10];53:61. Available from: https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2019053000752
https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2019...
A avaliação dos contatos examinados representa um dos indicadores capazes de avaliar as ações de vigilância pública da hanseníase,1818. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública: manual técnico-operacional [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2016 [citado 2020 jul 10]. 58 p. Disponível em: http://www.saude.gov.br/images/pdf/2016/fevereiro/04/diretrizes-eliminacao-hanseniase-4fev16-web.pdf
http://www.saude.gov.br/images/pdf/2016/...
e seu aumento poderá contribuir para a interrupção da transmissão da infecção.2222. Smith WCS, Aerts A. Role of contact tracing and prevention strategies in the interruption of leprosy transmission. Lepr Rev [Internet]. 2014 Mar [cited 2020 Jul 10];85(1):2-17. Available from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24974438/modelagem a partir de regressão por pontos de inflexão e estatística de varredura espacial. Epidemiol Serv Saúde [Internet]. 2019 [citado 2020 jul 10];28(1):e2018065. Disponível em: https://doi.org/10.5123/s1679-49742019000100015
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O estudo apresenta algumas limitações. Foram utilizados dados secundários, suscetíveis a problemas na qualidade e quantidade (cobertura) das informações dos casos e variáveis da hanseníase. A possibilidade da ocorrência de subnotificação pode subestimar os indicadores. Entretanto, o estudo avaliou a magnitude e os principais indicadores da hanseníase em Goiás, o que pode subsidiar a avaliação das intervenções e ações de controle da doença realizadas ou a se realizar no estado.

Em conclusão, verificou-se tendência decrescente dos indicadores de morbidade – taxa de detecção na população geral e em menores de 15 anos de idade; taxa de prevalência – em Goiás, no período de 2001 a 2017. A proporção de cura e de contatos examinados apresentou estabilidade, enquanto a proporção de incapacidade física examinada cresceu. Todavia, a hanseníase apresenta elevada magnitude, caracterizando um sério problema de Saúde Pública no estado. Assim, faz-se necessário intensificar as ações de controle dessa doença, que atinge um número expressivo de pessoas em Goiás.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    06 Nov 2020
  • Data do Fascículo
    2020

Histórico

  • Recebido
    08 Jan 2020
  • Aceito
    10 Jun 2020
Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente - Ministério da Saúde do Brasil Brasília - Distrito Federal - Brazil
E-mail: ress.svs@gmail.com