ARTIGOS ORIGINAIS

 

Índice de massa corporal e indicadores antropométricos de adiposidade em idosos

 

 

Débora Martins dos SantosI; Rosely SichieriII

IDepartamento de Nutrição Social. Instituto de Medicina Social. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Rio de Janeiro, RJ, Brasil
IIDepartamento de Epidemiologia. Instituto de Medicina Social. UERJ. Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional dos idosos e comparar o Índice de Massa Corporal (IMC=kg/m2) com vários indicadores de adiposidade e de localização de gordura em idosos e adultos de meia idade.
MÉTODOS: Idosos (N=699; 60 anos e mais) e adultos (N=1.306; 40-59,9 anos) participantes de inquérito realizado em 1996, no município do Rio de Janeiro foram avaliados quanto ao índice de massa corporal, perímetro braquial, perímetro da cintura, perímetro do quadril, espessuras das dobras cutâneas triciptal e subescapular, área de gordura e área muscular do braço obtidas a partir de procedimentos padronizados. Foram utilizados os pontos de corte propostos pela Organização Mundial de Saúde para relação cintura quadril, perímetro da cintura e índice de massa corporal. As comparações utilizaram o coeficiente de correlação de Spearman e a regressão linear, ajustada para idade.
RESULTADOS: Cerca de 50% dos idosos apresentaram sobrepeso. A prevalência de inadequação do perímetro da cintura e da relação cintura quadril foi superior a 50% entre as mulheres e cerca de 40% para o perímetro da cintura e de 20% para a relação cintura quadril entre os homens. As medidas relacionadas com adiposidade (perímetro da cintura, dobra cutânea triciptal, dobra cutânea subescapular e área de gordura do braço) apresentaram, em idosos, correlações parciais (ajustadas pela idade) com o índice de massa corporal entre 0,45 e 0,85 nos homens e de 0,54 a 0,86 nas mulheres. Tanto em adultos, quanto em idosos, a massa corporal seguida do perímetro da cintura foram as variáveis que mais explicaram o índice de massa corporal.
CONCLUSÕES: A prevalência de sobrepeso em idosos foi alta tanto em homens quanto em mulheres e o índice de massa corporal guarda relação similar com a adiposidade independente do envelhecimento.

Descritores: Índice de massa corporal. Antropometria. Obesidade, diagnóstico. Circunferência braquial. Dobras cutâneas. Estado nutricional.


 

 

INTRODUÇÃO

O índice de massa corporal (IMC), expresso pela relação entre a massa corporal em kg e estatura em m2, é amplamente utilizado como indicador do estado nutricional por sua boa correlação com a massa corporal (r»0,80) e baixa correlação com a estatura.

Em idosos, o emprego do IMC apresenta dificuldades em função do decréscimo de estatura, acúmulo de tecido adiposo, redução da massa corporal magra e diminuição da quantidade de água no organismo.1,3 Adicionalmente, o uso do IMC em idosos é complicado pela freqüente presença de patologias e a ausência de pontos de corte específicos para essa faixa etária. Assim, vem sendo muito discutido o uso do IMC e dos limites de normalidade adotados para análise do sobrepeso e da obesidade em idosos.16 A revisão bibliográfica sistemática recente5 suporta a mudança nos pontos de corte para definição de excesso de peso em idosos, com ampliação da faixa de normalidade. Adicionalmente, embora os pontos de corte usados para o IMC sejam similares para homens e mulheres, há diferenças no risco de doença cardiovascular associado à localização de gordura, que é diferente nos dois sexos.7

No Brasil não há estudo de base populacional, em idosos, que permita avaliar a adequação do IMC como marcador de adiposidade. A presente investigação tem como objetivo avaliar a correlação do IMC com vários indicadores de adiposidade e de localização de gordura em idosos, comparativamente a adultos de meia-idade. Avaliou-se também o estado nutricional dos idosos.

 

MÉTODOS

A população estudada foi constituída por 699 indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos, participantes da Pesquisa de Saúde e Nutrição do município do Rio de Janeiro (PSN/RJ), desenvolvida entre 1995 e 1996.

A amostra probabilística foi definida em dois estágios. No primeiro, 60 setores censitários foram sorteados com probabilidade proporcional ao número de domicílios do setor e no segundo estágio, 34 domicílios foram sorteados de forma sistemática dentro de cada setor. O cálculo da amostra considerou uma prevalência de 30% de obesidade entre adultos e idosos. As perdas no grupo dos idosos foram de 9,4% e os participantes assinaram consentimento informado.

A aferição das medidas foi executada no domicílio dos participantes por examinadores previamente treinados. A descrição detalhada da amostragem, perdas, instrumentos de coleta, treinamento dos entrevistadores e confiabilidade das medidas encontram-se publicadas.10

Foram analisadas as medidas antropométricas de massa corporal (kg), estatura (m), perímetro braquial (cm), perímetro da cintura (cm), perímetro do quadril (cm), dobra cutânea triciptal (mm), e dobra cutânea subescapular (mm). O perímetro braquial foi medido com o auxílio de fita padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS), com variação em milímetros. Para avaliação da massa corporal utilizou-se balança digital portátil, com variação de 0,1 kg e capacidade de até 150 kg. No momento da avaliação os participantes foram orientados a utilizar roupas leves e a ficarem com os pés descalços. A mensuração da espessura das dobras cutâneas foi realizada com adipômetros plásticos, com variação de 0,2 mm e capacidade máxima de 60 mm. A validade dessa medida contra o padrão obtido pelo adipômetro de Lange foi mensurada na fase de padronização dos examinadores com o antropometrista padrão realizando ambas medidas. Obteve-se coeficiente de correlação intraclasse de 0,73.

Para a tomada do perímetro da cintura, a fita foi posicionada ao redor da menor curvatura localizada entre as costelas e a crista ilíaca. A mensuração do perímetro do quadril foi realizada posicionando-se a fita ao redor da região do quadril, na área de maior protuberância.

Os valores do perímetro braquial e da dobra cutânea triciptal foram empregados no cálculo da área de gordura do braço e da área muscular do braço.16

A distribuição da gordura corporal foi estimada pela relação cintura/quadril (RCQ) e da medida do perímetro da cintura (cm). Foram utilizados os pontos de corte propostos pela OMS17 para RCQ, perímetro da cintura e IMC (kg/m2). Com base no IMC considera-se magreza o IMC menor do que 18,5 e sobrepeso o IMC>25 kg/m2.

As análises foram estratificadas segundo faixa etária e sexo, pois a hipótese corrente de inadequação dos pontos de corte do IMC para idosos poderia estar relacionada a variações de localização de gordura com a idade e sexo.5 As três faixas de idade normalmente associadas a modificações do estado nutricional em idosos são as de 60 a 69, 70 a 79 e 80 e mais, sendo que as modificações de IMC, em mais de 10 países analisados pela OMS,16 são de redução do IMC com a idade. Portanto, foram avaliados os indicadores antropométricos em idosos, para essas faixas etárias. A tendência de redução das médias dos indicadores (p da tendência) foi avaliada considerando as classes de faixa etária como variável contínua.

Após análise descritiva das variáveis antropométricas, comparando-se valores dos adultos e idosos, segundo sexo, foi avaliada a relação entre o IMC e as medidas antropométricas pelo coeficiente de correlação de Spearman. Por meio da análise de regressão linear múltipla obtiveram-se os coeficientes de correlação parcial (rp) ajustados para idade. As associações do IMC com as medidas antropométricas para adultos (idade de 40 a 59,9 anos (N=1.306) da mesma base de dados) foram comparadas com as obtidas em idosos.

As variáveis com distribuição desviada para direita foram normalizadas pela transformação logarítmica na base 10, com transformação exponencial para apresentação dos resultados.

Os dados foram analisados levando-se em conta a complexidade do processo amostral e os fatores de expansão, utilizando o programa SUDAAN (Software for the Statistical Analysis of correlated data).9

 

RESULTADOS

Estimativas quanto à média e ao erro-padrão dos indicadores antropométricos por sexo e faixa etária encontram-se na Tabela 1. Todos os valores foram estatisticamente significantes (P<0,0003), segundo gênero. Entre os idosos a massa corporal, o perímetro braquial e a área muscular do braço apresentaram redução com a faixa de idade, enquanto que entre as idosas só não houve variação com a idade para a RCQ, o perímetro braquial e a área muscular do braço.

A proporção geral de magreza foi de 3,8% entre os homens e de 3,5% entre as mulheres.

Nas três faixas de idade dos idosos, foi observada maior proporção de sobrepeso e de inadequação da distribuição de gordura entre as mulheres. Para a inadequação da relação cintura quadril e perímetro da cintura as idosas apresentaram aproximadamente o dobro da prevalência dos homens. Entre os homens, tanto a prevalência de sobrepeso quanto a prevalência de inadequação do perímetro da cintura reduziram-se com a idade. Esta redução foi menor para as mulheres, enquanto a prevalência de inadequação da RCQ em mulheres aumentou com a idade. A proporção de inadequação da RCQ para as mulheres chegou a ser três vezes maior que entre os homens na faixa etária de 80 anos e mais (Tabela 2).

Em mulheres adultas e idosas jovens (60 a 69,9 anos) observou-se correlação importante e negativa do IMC com a estatura (Tabela 3). As medidas relacionadas com adiposidade (perímetro da cintura, dobra cutânea triciptal, dobra cutânea subescapular e área de gordura do braço) apresentaram valores de r entre 0,45 e 0,84 nos homens e de 0,50 e 0,80 nas mulheres, indicando razoável correlação com o IMC. As mulheres apresentaram, em todas as faixas de idade, maiores valores de correlação do IMC com as medidas de área de gordura do braço e dobra cutânea triciptal. Os valores também foram maiores para as correlações do IMC com as medidas de massa corporal, cintura, perímetro braquial, área de gordura do braço, exceto na faixa etária dos 80 anos. Os homens apresentaram valores mais elevados da correlação do IMC com a medida de dobra cutânea subescapular, exceto para faixa etária de 70 a 79,9 anos.

Os coeficientes de correlação parcial foram muito similares quando os idosos são comparados aos adultos (Tabela 4).

 

 

DISCUSSÃO

Entre os idosos analisados, 60% eram mulheres. Essa diferença é característica do processo de envelhecimento. A maioria dos indivíduos estudados encontrava-se com idade entre 60 e 69,9 anos, achados semelhantes aos descritos pelo censo no período da pesquisa. À semelhança dos inquéritos nacionais, foi encontrada maior freqüência de excesso de peso do que baixo peso, principalmente entre as mulheres e a prevalência de magreza, foi menor que a observada para o Brasil em 1989.12

Existem controvérsias quanto ao significado da obesidade entre os idosos e seu impacto, o qual parece ser menor do que o observado para adultos quanto à mortalidade.14 Estudo de Grabowski & Ellis4 analisando a associação entre obesidade e mortalidade em idosos americanos verificou que essa condição, comparada à magreza e à manutenção do peso na faixa de normalidade, pode ser protetora para a ocorrência da mortalidade.

Outro ponto polêmico em idosos decorre da possibilidade de que o IMC pode não refletir adequadamente a adiposidade.1 Adicionalmente, a centralização da gordura corporal parece melhor predizer as complicações em idosos.14 As mudanças relacionadas com o acúmulo da gordura visceral ou subcutânea associadas ao processo de envelhecimento podem ser afetadas tanto pela quantidade inicial de tecido adiposo como pelo aumento da massa corporal. Essas transformações ocorrem de forma diferente entre homens e mulheres e características genéticas são fatores predisponentes para a centralização.8 Estudo de Zamboni et al,18 analisando a distribuição de gordura em mulheres de diferentes grupos etários por meio de tomografia computadorizada, mostrou que o envelhecimento leva a redistribuição e internalização da gordura abdominal, principalmente entre as mulheres.15 No presente estudo, os idosos apresentaram progressiva redução da área muscular do braço com a idade (Tabela 1) e aumento da centralização da gordura, principalmente em mulheres (Tabela 2).

O perímetro da cintura é indicador da distribuição abdominal da gordura e também da gordura corporal total.17 Nos idosos do Rio de Janeiro, observou-se maior proporção de inadequação, entre as mulheres do que entre os homens (Tabela 1), tanto para a RCQ como para o perímetro da cintura. Maior centralização da gordura entre as mulheres também foi encontrada na população adulta do município de São Paulo.13 Cabe ressaltar que o ponto de mensuração da cintura citado pela OMS é o ponto médio entre o último arco costal e a crista ilíaca, ligeiramente diferente da menor circunferência, utilizada no presente trabalho.

Embora tenha sido alta a correlação do IMC com a massa corporal em todas as faixas etárias, tanto entre os homens quanto entre as mulheres, observou-se alta correlação do IMC com a estatura e correlação negativa entre as mulheres adultas e idosas de 60 a 69,9 anos, característica muito indesejável desse indicador.

A correlação do IMC com a espessura das dobras triciptal e subescapular na população adulta americana variou de 0,61 a 0,76, mostrando boa correlação do índice com medidas de adiposidade.2 No presente estudo, essas correlações foram menores, particularmente para a dobra triciptal em homens. Contudo o instrumento utilizado para aferição é menos preciso e pode ter reduzido os valores de correlação.

Entre os idosos, o perímetro da cintura e o perímetro braquial apresentaram alta correlação com o IMC. O perímetro braquial tem sido sugerido como indicador substituto do IMC ou medida adicional para avaliação do estado nutricional de populações.6

O pressuposto de que o IMC mede, em todas as faixas etárias, e com a mesma capacidade a adiposidade pode ser equivocada. Os valores do IMC e de massa corporal aumentam com a idade enquanto diminuem a estatura e a quantidade de massa magra.1,11 Contudo, os resultados aqui encontrados mostram que o IMC manteve correlação similar com as medidas de adiposidade para todas as faixas etárias, o que indica que o índice guarda relação similar com a adiposidade, independente do envelhecimento. Por outro lado, a correlação para espessura da dobra cutânea triciptal em homens se reduziu muito da faixa etária de adultos de meia-idade (40 a 59,9 anos) para os idosos e em conseqüência reduziu-se também a correlação com a área de gordura do braço. Além disso, a população estudada esta com sobrepeso e com localização da adiposidade em percentuais muito similares para todas as faixas de idade. Embora marcadores de adiposidade com maior validade e precisão do que os utilizados na presente análise sejam necessários para concluir-se pela validade do uso do IMC em idosos, análises comparativas realizadas com adultos sugerem que o IMC possa ser utilizado como indicador de adiposidade nessa faixa etária, particularmente para as mulheres.

 

REFERÊNCIAS

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18. Zamboni M, Armellini F, Harris T, Turcato E, Micciolo R, Bergamo-Andreis A, Bosello O. Effects of age on body fat distribution and cardiovascular risk factors in women. Am J Clin Nutr 1997;66(1):111-5.        

 

 

Endereço para correspondência
Rosely Sichieri
Departamento de Epidemiologia - IMS
R. São Francisco Xavier, 524 7º and Bloco E Maracanã
20559-900 Rio de Janeiro, RJ, Brasil
E-mail: sichieri@ims.uerj.br

Recebido em 13/10/2003. Reapresentado em 26/7/2004. Aprovado em 19/10/2004.

 

 

Baseado na dissertação de mestrado apresentada no Departamento de Epidemiologia. Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2002.
Subvencionado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq - Processo n. 523092/96-2).

Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo São Paulo - SP - Brazil
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