• Socioeconomic and geographic constraints to access mammography in Brasil, 2003-2008 Debate

    Oliveira, Evangelina Xavier Gouveia de; Pinheiro, Rejane Sobrino; Melo, Enirtes Caetano Praates; Carvalho, Marilia Sá

    Abstract in Portuguese:

    Este estudo examinou os efeitos de características da população e geográficas na chance de mamografia, no Brasil em 2003 e 2008. A partir do Suplemento Saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, foram analisados os padrões de mamografia em mulheres com 25 anos ou mais, por meio de razão de prevalências, e em mulheres com 40 anos ou mais, por meio de regressão logística multivariada, incluindo o local de residência e a distribuição geográfica da oferta. Entre as mulheres com 50-69 anos, 54,6% relataram ter feito mamografia, em 2003, e 71,5%, em 2008. A chance de realização do exame é maior entre as de 50 a 69 anos, aumenta com a renda familiar e escolaridade, dentre as casadas, para as que consultaram médico e têm plano de saúde. Residir em área metropolitana triplica a chance de mamografia. Comparado com a região Norte, residentes das demais regiões têm chances maiores e a distância influencia negativamente a realização do exame. No período, a cobertura aumentou na faixa etária alvo da política nacional, com redução das desigualdades de renda e de escolaridade. A ampliação do acesso parece mais ligada às políticas de aumento de renda e inclusão social, e à ampliação da oferta de exames na rede pública e conveniada, do que ao aumento do número de mamógrafos.

    Abstract in English:

    This study examined the effect of population characteristics and geographic location of residences and services on the odds of receiving a mammography in 2003 and 2008. Patterns of mammography use were analyzed using data from the Health Supplements of the National Household Sample Survey for women aged over 25, using prevalence ratios, and for women over 40 using multivariate logistic regression, correcting for complex sample design effects. In 2003, 54.6% of women of 50-69 years of age reported having had a mammography, in 2008, 71.5%. The odds are higher for those 50 to 69 years old, and increase with family income, education, being married, having consulted a doctor and having health insurance. Living in a metropolitan area trebles the chance of mammography. Compared to the Northern region, residents in all other regions have greater odds, greater distances decrease the odds. Coverage increased in the age range targeted by national policy, and inequalities due to income and education on access to mammography were reduced but regional convergence was not marked. Increased access seems to relate more to policies of income distribution and social inclusion, and to the availability of the examination in the Unified Health System, than to an increasing number of mammography units.
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