• Individual versus collective protection: bioethical analysis of the national program of mass child vaccination Revisão

    Lessa, Sérgio de Castro; Schramm, Fermin Roland

    Abstract in Portuguese:

    <p>A vacinação é considerada como uma das políticas de saúde pública mais efetivas e de menor custo-benefício, utilizada no controle e na prevenção de doenças. Mas é também considerada uma das técnicas biomédicas mais polêmicas e controversas, o que torna difícil evitar uma abordagem ética, principalmente quando a vacinação é utilizada de forma compulsória em toda a população. Com efeito, visto que as vacinas não são totalmente seguras e eficazes, há um conflito ético entre o interesse individual e o coletivo, pois as crianças carregam de fato o ônus da vacinação em benefício da saúde pública quando são acometidas com reações adversas graves e que ficam alheias aos cuidados que deveriam ser oferecidos pelo Poder Público. O objetivo deste artigo foi demonstrar que as ferramentas da bioética são relevantes nesta discussão para analisar e compreender criticamente estes conflitos, fornecendo argumentos cogentes para orientar a elaboração de biopolíticas que considerem não apenas, com rigor, a prevenção, mas, também, a responsabilidade solidária de todos como fundamento para uma proteção que seja tanto individual como coletiva.</p>

    Abstract in English:

    <p>Vaccination is considered one of the most efficient and cost-effective public health policies most used in the control and prevention of disease. However, it is also one of the most polemic and controversial biomedical techniques, making it difficult to avoid an ethical dilemma, especially when vaccination is compulsory for the entire population. Indeed, since vaccines are not totally effective and safe, there is an ethical conflict between the individual and the collective interest, because children effectively carry the burden of vaccination for the benefit of public health when they are affected with serious adverse reactions and do not benefit from the care that should be offered by the government. The objective of this article was to demonstrate that the tools of bioethics are relevant in this discussion to understand and analyze these dilemmas critically by providing convincing arguments to underpin the development of biopolitics that consider prevention not only rigorously, but also the joint responsibility of all as fundamental for individual and collective protection.</p>
  • Recovery: systematic review of a concept Revisão

    Baccari, Ivana Oliveira Preto; Campos, Rosana Teresa Onocko; Stefanello, Sabrina

    Abstract in Portuguese:

    <p>O conceito de recovery tem sido descrito em artigos como um estado de recuperação ou restabelecimento de funções psíquicas, físicas e sociais no funcionamento cotidiano. O objetivo do artigo é analisar concepções terminológicas em diferentes metodologias investigativas e a evolução paradigmática da noção de recovery. Pesquisa bibliográfica sistemática na base Pubmed com as palavras "recovery + schizophrenia", limitada a dois anos retrospectivos e a artigos completos gratuitos. Dezenove artigos foram analisados. A maioria destes busca associações entre dada característica e recovery, poucos são aqueles que discutem a sua concepção de forma que se distinga de termos comuns como "cura" e "reabilitação". Recovery como um estado em que o portador de transtorno mental grave possa sentir-se criador de seus caminhos tende a estar presente em estudos com metodologia qualitativa e em revisões bibliográficas, em que a medida de recovery deixa de relacionar-se à ausência de sintomas e passa a priorizar o quão participativa pode ser a vida de um indivíduo apesar da doença. Alguns estudos quantitativos vislumbram essa diferença conceitual. Em pesquisas qualitativas ocorre expansão na concepção de recovery e nas formas de promovê-lo.</p>

    Abstract in English:

    <p>The concept of recovery has been described in papers as a state of psychic, physical and social recuperation of day-to-day functions. The scope of this article is to analyze the concepts of the term in different research methodologies and the paradigmatic evolution of the recovery concept. Systematic bibliographical research was conducted in the Pubmed database using the words "recovery + schizophrenia" limited to freely available full papers published in the previous two years. Nineteen papers were analyzed. The majority of the papers sought associations between characteristic data and recovery; few papers discussed the concept in a way to distinguish it from other words like cure or rehabilitation. Recovery as a state in which people with severe mental illness can feel like the creators of their own itinerary tend to be found in qualitative studies and in bibliographic reviews in which the meaning of recovery is not related to the lack of symptoms and tends to prioritize how participative the life of an individual can be despite the disease. Some quantitative studies detect this conceptual difference. In qualitative research there is an increase in the concept of recovery and in ways of promoting it.</p>
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