• Analysis of fake news disseminated during the COVID-19 pandemic in Brazil Artigo Original

    de Barcelos, Thainá do Nascimento; Muniz, Luíza Nepomuceno; Dantas, Deborah Marinho; Cotrim Junior, Dorival Fagundes; Cavalcante, João Roberto; Faerstein, Eduardo

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo. Caracterizar as fake news sobre COVID-19 que circularam no Brasil de janeiro a junho de 2020. Métodos. As fake news registradas até 30 de junho de 2020 em dois sites (G1, da corporação Globo, e Ministério da Saúde) foram coletadas e categorizadas de acordo com o seu conteúdo. Para cada notícia enganosa, foram extraídos os seguintes dados: data de circulação, título, canal de divulgação (por exemplo, WhatsApp), formato da divulgação (por exemplo, texto, foto ou vídeo) e portal de registro. Os termos encontrados nos títulos das notícias falsas foram analisados no Google Trends para determinar se houve aumento de buscas no Google com utilização desses termos após a disseminação de uma determinada notícia enganosa. Foram também identificadas as macrorregiões brasileiras com maior porcentagem de aumento nas buscas utilizando os termos analisados. Resultados. Foram identificadas 329 fake news relacionadas à pandemia de COVID-19 nos sites estudados (253 no G1 e 76 no Ministério da Saúde). As fake news foram disseminadas principalmente através de WhatsApp e Facebook. As categorias temáticas mais frequentes foram: política (por exemplo, governantes falsificando a vacinação contra a COVID-19, com 20,1%), epidemiologia e estatística (proporção dos casos e óbitos, 19,5%) e prevenção (16,1%). Conforme o Google Trends, houve um aumento de 34,3% nas buscas que utilizavam termos presentes nas fake news. O maior aumento nas buscas ocorreu no Sudeste (45,1%) e Nordeste (27,8%). Conclusões. As fake news divulgadas durante os primeiros 6 meses da pandemia de COVID-19 no Brasil se caracterizaram por conteúdos de posicionamento político e desinformação sobre número de casos e óbitos e medidas de prevenção e de tratamento. Os principais veículos de divulgação foram o WhatsApp e o Facebook, com utilização de mensagens, imagens e vídeos, tendo maior alcance nas regiões Sudeste e Nordeste do país.

    Abstract in Spanish:

    RESUMEN Objetivo. Analizar algunas características de las noticias falsas sobre la COVID-19 en circulación en Brasil de enero a junio del 2020. Métodos. Se recolectaron las noticias falsas registradas hasta el 30 de junio del 2020 en dos sitios (G1, perteneciente a la Corporación Globo, y el Ministerio de Salud) y se clasificaron de acuerdo con su contenido. Se extrajeron los siguientes datos de cada noticia engañosa: fecha de circulación, título, canal (por ejemplo, WhatsApp) y formato de divulgación (texto, fotografía o video) y portal de registro. Se analizaron en Google Trends los términos encontrados en los títulos de las noticias falsas para determinar si había aumentado el número de búsquedas en Google con esos términos después de la difusión de una noticia engañosa. También se determinaron las macrorregiones brasileñas con el mayor aumento porcentual en las búsquedas hechas con los términos analizados. Resultados. Se encontraron 329 noticias falsas relacionadas con la pandemia de COVID-19 en los sitios estudiados (253 en el G1 y 76 en el Ministerio de Salud). Esas noticias se divulgaron principalmente por medio de WhatsApp y Facebook. Las categorías temáticas más frecuentes fueron política (por ejemplo, falsificación de la vacuna contra la COVID-19 por los gobernantes, 20,1%), epidemiología y estadística (proporción de casos y muertes, 19,5%) y prevención (16,1%). Según Google Trends, aumentaron un 34,3% las búsquedas en las cuales se utilizaban términos contenidos en las noticias falsas. El mayor aumento de esa clase se registró en el sudeste (45,1%) y el nordeste (27,8%) del país. Conclusiones. Las noticias falsas divulgadas durante los seis primeros meses de la pandemia de COVID-19 en Brasil se caracterizaron por contenidos de posicionamiento político y desinformación sobre el número de casos y muertes y sobre las medidas de prevención y tratamiento. Los principales medios de divulgación fueron WhatsApp y Facebook, con utilización de mensajes, imágenes y videos, y un mayor alcance en las regiones sudeste y nordeste del país.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Objective. To describe the characteristics of fake news about COVID-19 disseminated in Brazil from January to June 2020. Method. The fake news recorded until 30 June 2020 in two websites (Globo Corporation website G1 and Ministry of Health) were collected and categorized according to their content. From each piece of fake news, the following information was extracted: publication date, title, channel (e.g., WhatsApp), format (text, photo, video), and website in which it was recorded. Terms were selected from fake news titles for analysis in Google Trends to determine whether the number of searches using the selected terms had increased after the fake news appeared. The Brazilian regions with the highest percent increase in searches using the terms were also identified. Results. In the two websites, 329 fake news about COVID-19 were retrieved. Most fake news were spread through WhatsApp and Facebook. The most frequent thematic categories were: politics (20.1%), epidemiology and statistics (e.g., proportion of cases and deaths) (19.5%), and prevention (16.1%). According to Google Trends, the number of searches using the terms retrieved from the fake news increased 34.3% during the period studied. The largest increase was recorded in the Southeast (45.1%) and the Northeast (27.8%). Conclusions. The fake news spread during the first 6 months of the COVID-19 pandemic in Brazil were characterized by political content as well as misinformation about the number of cases and deaths and about prevention measures and treatment. The main dissemination channels were WhatsApp and Facebook, with the use of messages, images, and videos, with greater reach in the Southeast and Northeast of Brazil.
  • COVID-19 infodemic management strategies in South America Artigo Original

    Haraki, Cristianne Aparecida Costa

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo. Identificar a existência ou ausência de estratégias para a gestão de infodemia nos ministérios da saúde de 10 países da região da América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Chile, Colômbia, Equador, Venezuela). Métodos. Definiu-se “estratégia” como o uso planejado de recursos para atingir ou concretizar determinados objetivos — sendo, neste caso, considerado como objetivo o combate à infodemia. Os sites eletrônicos oficiais dos ministérios da saúde dos países foram examinados de 28 de setembro a 10 de outubro de 2020 em busca de materiais, páginas eletrônicas ou aplicativos que sugerissem a existência de uma estratégia de combate à infodemia; informações sobre infodemia para cidadãos; e materiais comunicacionais como vídeos e cartazes. Ainda, utilizando “infodemia” como palavra-chave, foram buscados documentos oficiais (normativas, decretos, protocolos) que mencionassem medidas relacionadas à gestão da infodemia. Os resultados foram classificados em três categorias: existência de estratégia de gestão; existência de alguma ação de combate à infodemia; e ausência de informação sobre infodemia. Resultados. Dos 10 países analisados, apenas a Argentina possuía uma estratégia destinada à gestão da infodemia. Brasil, Chile, Equador e Paraguai apenas faziam menção ao tema no site de seus respectivos ministérios da saúde; e nenhuma menção foi encontrada nos sites dos ministérios da saúde de Bolívia, Colômbia, Peru, Uruguai e Venezuela. Conclusões. Os países estudados não fazem uso do conhecimento disponível acerca de estratégias de combate e gestão da infodemia.

    Abstract in Spanish:

    RESUMEN Objetivo. Determinar la existencia o la falta de estrategias para la gestión de la infodemia en los Ministerios de Salud de diez países de América del Sur (Argentina, Bolivia, Brasil, Colombia, Chile, Ecuador, Paraguay, Perú, Uruguay y Venezuela). Métodos. Se definió el término “estrategia” como el uso planificado de recursos para alcanzar o concretar determinados objetivos y, para este último fin, se fijó como objetivo la lucha contra la infodemia. Del 28 de septiembre al 10 de octubre del 2020, se examinaron los sitios electrónicos oficiales de los Ministerios de Salud de los países en busca de materiales, páginas electrónicas o aplicaciones que indicaran la existencia de una estrategia para combatir la infodemia, datos sobre la infodemia para la ciudadanía y materiales de comunicación como videos y carteles. Con el término “infodemia” como palabra clave, se buscaron documentos oficiales (directrices, decretos y protocolos) que mencionaran medidas relacionadas con la gestión de la infodemia. Los resultados se clasificaron en tres categorías: la existencia de una estrategia de gestión, la existencia de alguna medida para combatir la infodemia y la falta de datos sobre la infodemia. Resultados. Entre los diez países analizados, solamente Argentina tenía una estrategia destinada a la gestión de la infodemia. Brasil, Chile, Ecuador y Paraguay apenas mencionaban el tema en el sitio web de sus respectivos Ministerios de Salud; y no se encontró ninguna mención en los sitios web de los Ministerios de Salud de Bolivia, Colombia, Perú, Uruguay y Venezuela. Conclusiones. Los países estudiados no utilizan el conocimiento disponible acerca de las estrategias para combatir y gestionar la infodemia.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Objective. To identify evidence of infodemic management strategies in the ministry of health websites in 10 South American countries (Brazil, Argentina, Uruguay, Paraguay, Bolivia, Peru, Chile, Colombia, Ecuador, Venezuela). Method. “Strategy” was defined as the planned use of resources to achieve of materialize certain objectives — in this case, fighting the infodemic. The official ministry of health websites in each country were examined from 28 September to 10 October 2020 in search of materials, electronic pages or apps suggesting the existence of an infodemic management strategy, information about the infodemic for citizens, and communication materials such as videos and posters. Additionally, using “infodemic” as a keyword, official documents (rulings, decrees, protocols) mentioning infodemic management measures were searched. The results were classified into three categories: existence of an infodemic management strategy; existence of infodemic control actions; absence of information on the topic. Results. Of the 10 countries analyzed, only Argentina had an infodemic management strategy. Infodemic was mentioned as a topic in the ministry of health websites in Brazil, Chile, Ecuador, and Paraguay; and no mention was identified in the ministry of health websites in Bolivia, Colombia, Peru, Uruguay, and Venezuela. Conclusions. The studied countries do not make use of the available knowledge regarding infodemic management strategies.
  • Toxicology of suicide cases in the state of Rio Grande do Sul, Brazil, 2017 to 2019 Artigo Original

    Franck, Maria Cristina; Monteiro, Maristela Goldnadel; Limberger, Renata Pereira

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo. Descrever o perfil toxicológico de todas as vítimas de suicídio no Rio Grande do Sul, Brasil, de 2017 a 2019. Métodos. Neste estudo descritivo e transversal, foram consultados todos os laudos periciais e as ocorrências policiais relacionados aos óbitos por suicídio no estado. Foram realizadas análises de correspondência múltipla e construídos modelos independentes de regressão logística, tendo como variáveis dependentes o etanol, os ansiolíticos, os antidepressivos, as substâncias ilícitas e os agentes tóxicos não medicamentosos. Resultados. Foram realizados 2 978 exames de alcoolemia, com resultado positivo em 28,5%. A chance de resultados positivos para alcoolemia foi 0,5 (IC95%: 1,1 a 2,2) vez maior para suicídio durante a noite, 1,0 (IC95%: 1,4 a 2,9) vez maior para suicídio aos finais de semana e 0,9 (IC95%: 1,3 a 2,7) vez maior na presença de antecedentes criminais. A pesquisa de psicotrópicos (2 900 amostras) detectou algum medicamento em 30,4%. Os ansiolíticos foram a classe mais frequente, com chance 1,5 (IC95%: 1,6 a 4,1) vez maior em mulheres e 0,8 (IC95%: 1,2 a 2,7) vez maior para suicídios ocorridos no outono-inverno. As substâncias ilícitas (n = 338) tiveram chance 4,1 (IC95%: 1,9 a 14,4) vezes maior de detecção na macrorregião de Pelotas em relação à de Passo Fundo e 1,2 (IC95%: 1,3 a 3,6) vez maior em pessoas com resultados positivos para etanol. Não houve diferença significativa entre adolescentes e adultos. Conclusões. Embora sem evidência de causalidade, os resultados mostram um vínculo entre o suicídio e diversos psicoativos. Os médicos legistas devem ser orientados quanto à necessidade de realização de exames toxicológicos em todos os casos de suicídio.

    Abstract in Spanish:

    RESUMEN Objetivo. Describir el perfil toxicológico de todas las víctimas de suicidio en Rio Grande do Sul desde el 2017 hasta el 2019. Métodos. En este estudio descriptivo y transversal se consultaron todos los informes periciales y policiales sobre las muertes por suicidio en el estado. Se realizaron análisis de correspondencia múltiple y se crearon modelos independientes de regresión logística, con empleo de etanol, productos ansiolíticos y antidepresivos, sustancias ilícitas y agentes tóxicos no medicamentosos como variables dependientes. Resultados. Se realizaron 2 978 exámenes de alcoholemia, con resultado positivo en un 28,5%. La probabilidad de obtener resultados positivos para alcoholemia aumentó 0,5 (IC95%: 1,1-2,2) en casos de suicidio durante la noche, 1,0 (IC95%: 1,4-2,9) en casos de suicidio en los fines de semana y 0,9 (IC95%: 1,3-2,7) cuando había antecedentes penales. En la investigación de productos psicotrópicos (2 900 muestras) se detectó algún medicamento en un 30,4%. Los ansiolíticos fueron la clase detectada con más frecuencia, con un aumento de la probabilidad de 1,5 (IC95%: 1,6-4,1) en las mujeres y de 0,8 (IC95%: 1,2-2,7) en casos de suicidio durante el otoño y el invierno. El aumento de la probabilidad de detección de sustancias ilícitas (n = 338) fue de 4,1 (IC95%: 1,9-14,4) en la macrorregión de Pelotas en comparación con la de Passo Fundo y de 1,2 (IC95%: 1,3-3,6) en personas con resultados positivos en la prueba de detección de etanol, sin que hubiera ninguna diferencia significativa entre adolescentes y adultos. Conclusiones. Aun sin haberse comprobado la causalidad, los resultados muestran que existe un vínculo entre el suicidio y diversos productos psicoactivos. Es preciso orientar a los médicos legistas con respecto a la necesidad de realizar exámenes toxicológicos en todos los casos de suicidio.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Objective. To describe the toxicology of suicide cases recorded in the state of Rio Grande do Sul, Brazil, from 2017 to 2019. Method. The present descriptive, cross-sectional study examined all the medico-legal reports and police records related to suicide deaths in the state. Multiple correspondence analyses were performed along with independent logistic regression models having ethanol, anxiolytic and antidepressant drugs, illicit drugs, and non-medical substances as dependent variables. Results. Ethanol was investigated in 2 978 samples, with positive results in 28.5%. The odds of a positive ethanol finding were 0.5 time higher (95%CI: 1.1; 2.2) for suicides occurring at night, 1.0 (95%CI: 1.4; 2.9) time higher for suicides occurring on weekends, and 0.9 (95%CI: 1.3; 2.7) time higher in individuals with a prior criminal record. Investigation of psychotropic drugs (2 900 samples) was positive in 30.4% samples. Anxiolytics were the most common medication detected, with 1.5 (95%CI: 1.6; 4.1) time higher odds of occurrence in women and 0.8 time higher odds (95%CI: 1.2; 2.7) for suicides occurring in the fall-winter. The odds of detecting illicit drugs (n = 338) were 4.1 times higher (95%CI: 1.9; 14.4) in the regions of Pelotas (south of the state) vs. Passo Fundo (north), and 1.2 (95%CI: 1.3; 3.6) time higher in cases with positive ethanol results, without significant difference between adolescents and adults. Conclusions. Despite the lack of evidence on causality, the present results support a link between suicide and several psychoactive drugs. Medico-legal experts should be guided regarding the need to perform toxicological tests in all suicide cases.
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