• Infodemics and infodemiology: a short history, a long future Opinion and Analysis

    Zielinski, Chris

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Infodemia é definida como “um excesso de informações – algumas exatas e outras não – que ocorre em uma epidemia”. Este trabalho descreve as características de uma infodemia, que combina um volume extraordinariamente grande de informação (levando a problemas relacionados à localização, capacidade de armazenamento e garantia da qualidade, visibilidade e validade da informação) com produção acelerada (o que dificulta avaliar seu valor, gerenciar o processo de seleção de informação, aplicar resultados e rastrear seu histórico, resultando em um esforço em vão). Este fenômeno está atrelado ao crescimento colateral de informações falsas, desinformação e desinformação maliciosa. A busca de soluções aos problemas decorrentes de uma infodemia deve estar no aprimoramento da tecnologia e na modificação das estruturas regulatória e social. Uma solução seria criar um domínio de nível superior com credibilidade para informação em saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez até o presente duas tentativas infrutíferas para criar tal domínio. Porém, se recomenda que uma nova tentativa seja feita em vista da experiência adquirida com a infodemia de COVID-19. O papel vital da informação confiável em saúde pública também deve ser expressamente reconhecido nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com metas explícitas. Todos os países devem elaborar planos de preparação em conhecimento para futuras emergências.

    Abstract in Spanish:

    RESUMEN Una infodemia se define como ‘una sobreabundancia de información —que puede ser correcta o no— durante una epidemia’. En este artículo se describen las características de una infodemia, en la cual se combina un volumen de información desmesuradamente alto (que genera problemas que guardan relación con la búsqueda, la capacidad de almacenamiento, la calidad, la visibilidad y la validez de la información) y la producción acelerada de información (que hace difícil estimar su valor, gestionar el proceso de control, aplicar resultados y rastrear el historial, y además conduce al desperdicio de esfuerzos). Esto está vinculado con el crecimiento colateral de información errónea, la desinformación y la información malintencionada. Se exploran soluciones para los problemas ocasionados por una infodemia mediante tecnologías más avanzadas y cambios en los marcos sociales y regulatorios. Una solución podría ser un dominio de nivel superior nuevo y fidedigno para la información en materia de salud. Hasta el presente, la Organización Mundial de la Salud ha llevado a cabo dos intentos infructuosos de crear dicho dominio, pero se recomienda volver a intentarlo, considerando la experiencia con la infodemia de la COVID-19. Además, el papel clave que desempeña la información fiable en la salud pública debe reconocerse explícitamente en los Objetivos de Desarrollo Sostenible, estableciendo metas explícitas. Todos los países deben elaborar planes de preparación para la gestión del conocimiento con miras a emergencias futuras.

    Abstract in English:

    ABSTRACT An “infodemic” is defined as “an overabundance of information – some accurate and some not – occurring during an epidemic”. This paper describes the characteristics of an infodemic, which combines an inordinately high volume of information (leading to problems relating to locating the information, storage capacity, ensuring quality, visibility and validity) and rapid output (making it hard to assess its value, manage the gatekeeping process, apply results, track its history, and leading to a waste of effort). This is bound up with the collateral growth of misinformation, disinformation and malinformation. Solutions to the problems posed by an infodemic will be sought in improved technology and changed social and regulatory frameworks. One solution could be a new trusted top-level domain for health information. The World Health Organization has so far made two unsuccessful attempts to create such a domain, but it is suggested this could be attempted again, in the light of the COVID-19 infodemic experience. The vital role of reliable information in public health should also be explicitly recognized in the Sustainable Development Goals, with explicit targets. All countries should develop knowledge preparedness plans for future emergencies.
  • Critical care medicine in the French Territories in the Americas: Current situation and prospects Opinion and Analysis

    Kallel, Hatem; Resiere, Dabor; Houcke, Stéphanie; Hommel, Didier; Pujo, Jean Marc; Martino, Frederic; Carles, Michel; Mehdaoui, Hossein

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Os hospitais nos territórios ultramarinos franceses nas Américas funcionam segundo os padrões franceses e internacionais. O objetivo deste artigo é descrever os diversos aspectos da atenção intensiva nesta região. Analisamos os dados oficiais relativos ao tamanho da população e ao número de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) nestes territórios junto com uma revisão da literatura científica sobre as características particulares destes centros de terapia intensiva. Os residentes locais ou visitantes dos territórios ultramarinos franceses nas Américas são expostos a riscos específicos, sobretudo acidentes de trânsito graves, envenenamentos por animais peçonhentos, ferimentos por armas brancas ou armas de fogo e doenças infecciosas tropicais emergentes que requerem conhecimento especializado e atenção intensiva. Porém, não há leitos suficientes de UTI nos territórios ultramarinos franceses nas Américas: são 7,2 leitos de UTI por 100.000 habitantes em Guadalupe, 7,2 na Martinica e 4,5 na Guiana Francesa. Ademais, em áreas remotas, os pacientes em estado crítico frequentemente precisam ser transferidos por helicóptero, o que causa demora na internação em UTI. A crise da COVID-19 demonstra o despreparo do sistema de saúde para enfrentar a pandemia e a necessidade de aumentar o número de leitos de UTI nestes territórios. Em conclusão, é imprescindível modernizar a infraestrutura e os equipamentos, capacitar melhor os recursos humanos e melhorar a atenção multidisciplinar. Incentivar a formação profissional, pesquisa e cooperação médico-científica regional e mundial é também fundamental.

    Abstract in Spanish:

    RESUMEN Los hospitales en los territorios franceses de la Región de las Américas funcionan según las normas francesas e internacionales. El objetivo de este artículo es describir distintos aspectos de los cuidados intensivos en los territorios franceses. Para ello, hemos revisado los datos oficiales sobre el tamaño de la población y el número de camas de las unidades de cuidados intensivos (UCI), así como la bibliografía sobre algunos aspectos específicos de las UCI, en los territorios franceses. Las personas que viven en los territorios franceses, o que están de visita en ellos, están expuestas a riesgos específicos: principalmente traumatismos graves causados por el tránsito, envenenamiento por mordeduras, heridas de bala o por apuñalamiento, y enfermedades infecciosas tropicales emergentes. La atención de estos traumatismos y enfermedades puede requerir conocimientos específicos y cuidados intensivos. Sin embargo, no hay suficientes camas de UCI en los territorios franceses. De hecho, hay 7,2 camas de UCI por 100 000 habitantes en Guadalupe, 7,2 en Martinica y 4,5 en Guayana Francesa. Además, los pacientes gravemente enfermos que viven en zonas remotas a menudo tienen que ser trasladados, normalmente por helicóptero, lo que retrasa su ingreso en la unidad de cuidados intensivos. La crisis de la COVID-19 ha puesto de manifiesto que el sistema de atención de salud en los territorios franceses no está preparado para enfrentarse a una epidemia de estas dimensiones y que debe aumentarse la capacidad hospitalaria de las unidades de cuidados intensivos. En conclusión, el sector de los cuidados intensivos en los territorios franceses tiene que mejorar su infraestructura, recursos humanos y equipamiento, así como perfeccionar la atención multidisciplinaria. También es necesario promover la capacitación, la investigación y la cooperación médica y científica, tanto regional como internacional.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Hospitals in the French Territories in the Americas (FTA) work according to international and French standards. This paper aims to describe different aspects of critical care in the FTA. For this, we reviewed official information about population size and intensive care unit (ICU) bed capacity in the FTA and literature on FTA ICU specificities. Persons living in or visiting the FTA are exposed to specific risks, mainly severe road traffic injuries, envenoming, stab or ballistic wounds, and emergent tropical infectious diseases. These diseases may require specific knowledge and critical care management. However, there are not enough ICU beds in the FTA. Indeed, there are 7.2 ICU beds/100 000 population in Guadeloupe, 7.2 in Martinique, and 4.5 in French Guiana. In addition, seriously ill patients in remote areas regularly have to be transferred, most often by helicopter, resulting in a delay in admission to intensive care. The COVID-19 crisis has shown that the health care system in the FTA is unready to face such an epidemic and that intensive care bed capacity must be increased. In conclusion, the critical care sector in the FTA requires upgrading of infrastructure, human resources, and equipment as well as enhancement of multidisciplinary care. Also needed are promotion of training, research, and regional and international medical and scientific cooperation.
Organización Panamericana de la Salud Washington - Washington - United States
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