• Direct medical costs associated with schizophrenia relapses in health care services in the city of São Paulo Original Articles

    Daltio, Claudiane Salles; Mari, Jair Jesus; Ferraz, Marcos Bosi

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Avaliar o custo direto médico-hospitalar da recaída em esquizofrenia, em serviços em saúde mental. MÉTODOS: Estudo conduzido em três serviços de saúde da cidade de São Paulo: um hospital público estadual, um hospital contratado conveniado ao Sistema Único de Saúde e um centro de atenção psicossocial. Foram analisados 90 prontuários de pacientes portadores de esquizofrenia atendidos durante o ano de 2006. Os recursos utilizados durante a permanência dos pacientes nos serviços foram obtidos e valorados para cálculos das estimativas. RESULTADOS: O custo direto médico-hospitalar médio da recaída em esquizofrenia, por paciente, foi de R$ 8.167,58 (US$ 4,083.50) no hospital público estadual, R$ 4.605,46 (US$ 2,302.76) no centro de atenção psicossocial e de R$ 2.397,74 (US$ 1,198.50) no hospital conveniado. O principal componente foi o custo com diárias (87% a 98%). O custo com medicação diferiu quanto à utilização de antipsicóticos típicos ou atípicos. O uso de atípicos foi maior no centro de atenção psicossocial. CONCLUSÕES: O investimento em medicações antipsicóticas e em estratégias que diminuam a recaída e a necessidade de diárias nos serviços, especialmente hospitalares, são justificáveis pela proporção dos custos que estas representam. Tratar a recaída no centro de atenção psicossocial apresentou um custo intermediário, com o benefício de não privar o paciente do convívio familiar.

    Abstract in Spanish:

    OBJETIVO: Evaluar el costo directo médico-hospitalario de la recaída en esquizofrenia, en servicios en salud mental. MÉTODOS: Estudio conducido en tres servicios de salud de la ciudad de Sao Paulo (Sureste de Brasil): un hospital público estatal, un hospital contratado en convenio con el Sistema Único de Salud, y un centro de atención psicosocial. Se analizaron 90 prontuarios de pacientes portadores de esquizofrenia atendidos durante el año de 2006. Los recursos utilizados durante la permanencia de los pacientes en los servicios fueron obtenidos y valorados para cálculos de las estimaciones. RESULTADOS: El costo directo médico-hospitalario promedio de la recaída en esquizofrenia, por paciente, fue de US$ 4,083.50 (R$ 8.167,58) en el hospital público estatal; US$ 2,302.76 (R$ 4.605,46) en el centro de atención psicosocial y de US$ 1,198.50 (R$ 2.397,74) en el hospital con convenio. El principal componente fue el costo por día (87% a 98%). El costo con medicación difirió con relación a la utilización de antipsicóticos típicos o atípicos, siendo mayor en el centro de atención psicosocial, el mayor uso de atípicos. CONCLUSIONES: La inversión en medicamentos antipsióticos y en estrategias que disminuyan la recaída y la necesidad de pagos diarios en los servicios, especialmente hospitalarios, son justificables por la proporción de los costos que estas representan. Tratar la recaída en el centro de atención psicosocial presentó un costo intermedio, con el beneficio de no privar al paciente de la convivencia familiar.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To assess direct medical costs associated with schizophrenia relapses in mental health services. METHODS: The study was conducted in three health facilities in the city of São Paulo: a public state hospital; a Brazilian National Health System (SUS)-contracted hospital; and a community mental health center. Medical records of 90 patients with schizophrenia who received care in 2006 were reviewed. Information on inpatient expenditures was collected and used for cost estimates. RESULTS: Mean direct medical cost of schizophrenia relapses per patient was US$ 4,083.50 (R$ 8,167.58) in the public state hospital; US$ 2,302.76 (R$ 4,605.46) in the community mental health center; and US$ 1,198.50 (R$ 2,397.74) in the SUS-affiliated hospital. The main component was daily inpatient room rates (87% - 98%). Medication costs varied depending on the use of typical or atypical antipsychotic drugs. Atypical antipsychotic drugs were more often used in the community mental health center. CONCLUSIONS: Costs associated with schizophrenia relapses support investments in antipsychotic drugs and strategies to reduce disease relapse and the need for mental health inpatient services. Treating patients in a community mental health center was associated with medium costs and added the benefit of not depriving these patients from family life.
  • DOTS in primary care units in the city of Rio de Janeiro, Southeastern Brazil Original Articles

    Ferreira, Vanja; Brito, Cláudia; Portela, Margareth; Escosteguy, Claudia; Lima, Sheyla

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Descrever a implantação e os efeitos do directly-observed treatment short course (DOTS) em centros municipais de saúde. MÉTODOS: Foram realizadas entrevistas com profissionais dos nove centros municipais de saúde que ofereciam DOTS no Rio de Janeiro, RJ, em 2004-2005. Foram coletados os dados de todos os centros municipais de saúde da cidade sobre os tratamentos de tuberculose iniciados em 2004. Análises bivariadas e modelo multinomial foram aplicados para identificar associações entre resultados do tratamento e variáveis demográficas e relativas ao processo de tratamento, incluindo estar em DOTS ou terapia auto-administrada (SAT). RESULTADOS: Dos 4.598 casos de tuberculose tratados, 1.118 (24,3%) utilizaram DOTS e 3.480 (75,7%), SAT. As chances de uso de DOTS foram maiores entre pacientes com menos de 50 anos, recidiva de tuberculose, história prévia de abandono ou falência de tratamento. As chances de morte foram 52,0% maiores entre pacientes em DOTS comparados àqueles em SAT. A modalidade de tratamento com maior sucesso foi DOTS com agentes comunitários de saúde. Foi observada redução de 21,0% na razão de chances de abandono (vs. cura) entre pacientes em DOTS, comparados a pacientes em SAT, e redução de 64,0% entre pacientes em DOTS com ACS, comparados àqueles sem. CONCLUSÕES: Pacientes com perfil de menor adesão ao tratamento tenderam a ser incluídos em DOTS. Essa estratégia melhora a qualidade da atenção provida a pacientes com tuberculose, ainda que metas propostas não tenham sido atingidas.

    Abstract in Spanish:

    OBJETIVO: Describir la implantación y los efectos del directly-observed treatment short course (DOTS) en centros municipales de salud. MÉTODOS: Se realizaron entrevistas con profesionales de los nueve centros municipales de salud que ofrecían DOTS en Rio de Janeiro, Sureste de Brasil, en 2004-2005. Los datos de todos los centros municipales de salud de la ciudad sobre los tratamientos de tuberculosis iniciados en 2004 fueron colectados. Análisis bivariados y modelo multinomial fueron aplicados para identificar asociaciones entre resultados del tratamiento y variables demográficas y relativas al proceso de tratamiento, incluyendo estar en DOTS o terapia auto administrativa (SAT). RESULTADOS: De los 4.598 casos de tuberculosis tratados, 1.118 (24,3%) utilizaron DOTS y 3.480 (75,7%), SAT. Las oportunidades de uso de DOTS fueron mayores entre pacientes con menos de 50 años, recidiva de tuberculosis, historia previa de abandono u omisión del tratamiento. Las oportunidades de muerte fueron 52,0% mayores entre pacientes en DOTS comparados con aquellos en SAT. La modalidad de tratamiento con mayor éxito fue DOTS con agentes comunitarios de salud. Se observó reducción de 21,0% en la relación de oportunidades de abandono (vs. cura) entre pacientes en DOTS, comparados con pacientes en SAT, y reducción de 64,0% entre pacientes en DOTS con ACS, comparados con aquellos sin el. CONCLUSIONES: Pacientes con perfil de menor adhesión al tratamiento tendieron a ser incluidos en DOTS. Esta estrategia mejora la calidad de atención provista a pacientes con tuberculosis, aunque las metas propuestas no hayan sido alcanzadas.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To describe the implantation and the effects of directly-observed treatment short course (DOTS) in primary health care units. METHODS: Interviews were held with the staff of nine municipal health care units (MHU) that provided DOTS in Rio de Janeiro City, Southeastern Brazil, in 2004-2005. A dataset with records of all tuberculosis treatments beginning in 2004 in all municipal health care units was collected. Bivariate analyses and a multinomial model were applied to identify associations between treatment outcomes and demographic and treatment process variables, including being in DOTS or self-administered therapy (SAT). RESULTS: From 4,598 tuberculosis cases treated in public health units administrated by the municipality, 1,118 (24.3%) were with DOTS and 3,480 (75.7%) with SAT. The odds of DOTS were higher among patients with age under 50 years, tuberculosis relapse and prior history of default or treatment failure. The odds of death were 52.0% higher among patients on DOTS as compared to SAT. DOTS modality including community health workers (CHWs) showed the highest treatment success rate. A reduction of 21.0% was observed in the odds of default (vs. cure) among patients on DOTS as compared to patients on SAT, and a reduction of 64.0% among patients on DOTS with CHWs as compared to those without CHWs. CONCLUSIONS: Patients with a "low compliance profile" were more likely to be included in DOTS. This strategy improves the quality of care provided to tuberculosis patients, although the proposed goals were not achieved.
  • Impact of academic exposure on health status of university students Original Articles

    Brandão, Maria Piedade; Pimentel, Francisco Luís; Cardoso, Margarida Fonseca

    Abstract in Portuguese:

    OBJETIVO: Avaliar a influência da vida académica na saúde de estudantes universitários. MÉTODOS: Estudo longitudinal envolvendo 154 estudantes de graduação da Universidade de Aveiro, Portugal, por pelo menos dois anos de acompanhamento. Características sociodemográficas e comportamentais foram recordados, por meio de questionários. Foram medidos peso, altura, pressão arterial, glicemia, perfil lipídico e os níveis séricos de homocisteína dos alunos. Foi realizada análise de regressão com modelos lineares mistos considerando as medidas repetidas de cada sujeito. RESULTADOS: Estudantes expostos à vida académica, quando comparados àqueles de ingresso recente à universidade apresentaram proporção mais elevada de dislipidemia (44,0% versus 28,6%), sobrepeso (16,3% versus 12,5%) e tabagismo (19,3% versus 0,0%). No geral, foi observada alta proporção de sedentarismo (cerca de 80%). O colesterol total, lipoproteína de alta densidade, triglicérides, pressão arterial sistólica e níveis de atividade física apresentaram associação significativa com o género (p < 0,001). A exposição académica apresentou-se associada com o aumento dos níveis das lipoproteínas de baixa densidade (cerca de 1,12 vezes), e marginalmente com os níveis de colesterol total (p = 0,041). CONCLUSÕES: Nem o alto nível de instrução parece ter papel protetor na adoção de estilo de vida saudável, tampouco o envolvimento com áreas de saúde muda o comportamento dos estudantes. Altas proporções de fatores de risco para doenças não-transmissíveis em jovens universitários podem afetar seu bem-estar. Os resultados podem servir de apoio às universidades no desenvolvimento de programas de prevenção e promoção da saúde.

    Abstract in Spanish:

    OBJETIVO: Evaluar la influencia de la vida académica en la salud de estudiantes universitarios. MÉTODOS: Estudio longitudinal involucrando 154 estudiantes de pregrado de la Universidad de Aveiro, Portugal, por al menos dos años de acompañamiento. Características sociodemográficas y de comportamiento fueron recordados, por medio de cuestionarios. Se midieron peso, altura, presión arterial, glicemia, perfil lipídico y los niveles séricos de homocisteína de los alumnos. Se realizó análisis de regresión con modelos lineares mixtos considerando las medidas repetidas de cada sujeto. RESULTADOS: Estudiantes expuestos a la vida académica, al compararlos con aquellos de ingreso reciente a la universidad presentaron proporción más elevado de dislipidemia (44,0% versus 28,6%), sobrepeso (16,3% versus 12,5%) y tabaquismo (19,3% versus 0,0%). En general, se observó alta proporción de sedentarismo (cerca de 80%). El colesterol total, lipoproteína de alta densidad, triglicéridos, presión arterial sistólica y niveles de actividad física presentaron asociación significativa con el género (p<0,001). La exposición académica se presentó asociada con el aumento de los niveles de las lipoproteínas de baja densidad (cerca de 1,12 veces), y marginalmente con los niveles de colesterol total (p=0,041). CONCLUSIONES: Ni el alto nivel de instrucción parece tener un papel protector en la adopción de estilo de vida saludable, tampoco el involucrarse con áreas de salud cambia el comportamiento de los estudiantes. Altas proporciones de factores de riesgo para enfermedades no transmisibles en jóvenes universitarios pueden afectar su bienestar. Los resultados pueden servir de apoyo a las universidades en el desarrollo de programas de prevención y promoción de la salud.

    Abstract in English:

    OBJECTIVE: To assess the impact of academic life on health status of university students. METHODS: Longitudinal study including 154 undergraduate students from the Universidade de Aveiro, Portugal, with at least two years of follow-up observations. Sociodemographic and behavioral characteristics were collected using questionnaires. Students' weight, height, blood pressure, serum glucose, serum lipids and serum homocysteine levels were measured. Regression analysis was performed using linear mixed-effect models, allowing for random effects at the participant level. RESULTS: A higher rate of dyslipidemia (44.0% vs. 28.6%), overweight (16.3% vs. 12.5%) and smoking (19.3% vs. 0.0%) was found among students exposed to the academic life when compared to freshmen. Physical inactivity was about 80%. Total cholesterol, high density lipoprotein-cholesterol (HDL-C), triglycerides, systolic blood pressure, and physical activity levels were significantly associated with gender (p<0.001). Academic exposure was associated with increased low density lipoprotein-cholesterol (LDL-C) levels (about 1.12 times), and marginally with total cholesterol levels (p=0.041). CONCLUSIONS: High education level does not seem to have a protective effect favoring a healthier lifestyle and being enrolled in health-related areas does not seem either to positively affect students' behaviors. Increased risk factors for non-transmissible diseases in university students raise concerns about their well-being. These results should support the implementation of health promotion and prevention programs at universities.
Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo São Paulo - SP - Brazil
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