• Tin speciation in the blood plasma of workers occupationally exposed in a cassiterite ore processing industry Original Article

    Lima, Débora Resende de Souza; Silva, Filipe Soares Quirino da; borges, Renato Marçullo; Marques, Rejane Correa; Moreira, Maria de Fátima Ramos

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO A mineração é uma atividade de alto risco devido aos seus processos perigosos. O estanho (Sn) é obtido do minério de cassiterita e as atividades da mineração expõem os trabalhadores ao metal. A exposição crônica ao Sn pode causar pneumoconiose, gastrointestinal e hematológica entre outros efeitos. Este trabalho avaliou a exposição de trabalhadores ao estanho em uma indústria de processamento de minério de cassiterita, utilizando a análise de especiação no plasma sanguíneo. Doze indivíduos doaram amostras de sangue, sendo seis expostos ocupacionalmente ao Sn. A SEC separou as proteínas do plasma sanguíneo, a GFAAS determinou a concentração total de estanho no plasma sanguíneo e frações eluídas, enquanto o SDS-PAGE determinou as massas moleculares das proteínas. O plasma dos trabalhadores apresentou níveis quatro vezes maiores do que os indivíduos de referência. Após fracionamento, Sn só apareceu no volume de inclusão, não sendo possível confirmar sua ligação às proteínas. Contudo, o processo de trabalho precisa mudar, pois os níveis de Sn no plasma dos trabalhadores apontam para exposição ao metal. Outros trabalhos são necessários para esclarecer se o metal está livre ou ligado a pequenas proteínas do plasma e entender o verdadeiro impacto do estanho na saúde dos trabalhadores.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Mining is a high-risk activity due to its dangerous processes. Tin (Sn) is obtained from cassiterite ore and mining activities expose workers to the metal. Chronic exposure to Sn may cause pneumoconiosis, gastrointestinal and hematological effects, among others. This work aimed to assess the exposure of workers to tin in a cassiterite ore processing industry, using the speciation analysis in blood plasma. Twelve subjects donated the blood samples; six were occupationally exposed to Sn. Size exclusion chromatography separated proteins in blood plasma; a graphite furnace atomic absorption spectrometer determined total tin in the plasma and eluted fractions, while SDS-PAGE determined molecular masses of proteins. Tin levels in the workers’ plasma were four times higher than in the reference individuals. After fractionation, the metal only appeared in the total inclusion volume, not being possible to confirm the binding of tin to proteins, which certainly modifies their functions and impair workers’ health. Despite that, the work process needs to change since Sn levels in the workers’ plasma pointed to metal exposure. Further works are necessary to clarify whether the metal is free or bound to small proteins in blood plasma and understand the true impact of tin on workers’ health.
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