ARTIGO ORIGINAL

 

Levantamento soroepidemiológico de leptospirose em trabalhadores do serviço de saneamento ambiental em localidade urbana da região sul do Brasil1

 

Serological survey of leptospirosis among environmental sanitation workers in an urban locality in southern Brazil

 

 

Laerte Pereira de AlmeidaI; Luís Fernando da Silva MartinsII; Claudiomar Soares BrodII; Pedro Manuel Leal GermanoIII

IFaculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (doutorando) e Secretaria da Saúde do Estado de Minas Gerais - Minas Gerais, MG - Brasil
IIFaculdade de Veterinária da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS - Brasil
IIIDepartamento de Prática de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - São Paulo, SP - Brasil

 

 


RESUMO

A pesquisa de aglutininas anti-Leptospira, pela técnica de soroaglutinação microscópica, em soros de trabalhadores dos serviços de águas, bueiros e galerias, esgotos, coleta de lixo e limpeza pública, do Município de Pelotas, RS, Brasil, revelou 10,4% de reagentes a um ou mais sorovares; não houve diferenças significantes entre as proporções de reagentes de cada um dos setores de trabalho. Foram identificados 12 sorovares diferentes; castelonis e australis, apesar de mais freqüentes, não apresentaram diferenças estatisticamente significantes com os demais. Constatou-se que 86,9% das amostras apresentavam títulos aglutinantes compreendidos entre 100 e 400; as proporções de soros com títulos iguais a 100 e 400 foram superiores às dos títulos 800, 1.600 e 3.200 (p < 0,05).

Descritores: Leptospirose, epidemiologia. Trabalhadores. Saneamento urbano.


ABSTRACT

Sera from 386 environmental sanitation workers, concerned with water supply, drains and drainage galleries, sewers, garbage collection and road sweepers, were examined for leptospiral agglutinins by the microscopic agglutination test. Altogether 40 of the 386 workers (10.4%) were positive to one or more serovars; however, the difference in seropositivity between the professional categories was not significant (p > 0.05). Twelve serovars were recorded among the seropositive workers with predominance of L. castelonis and L. australis; but the difference between the serovars was not statistically significant (p > 0.05). Of the seropositive workers, 86.9% had agglutination titres > 100 and < 400; the rates for titres 100 and 400 were higher than 800, 1,600 and 3,200 (p < 0.05).

Keywords: Leptospirosis, epidemiology. Workers. Urban sanitation.


 

 

Introdução

A leptospirose, uma das zoonoses mais difundidas no mundo9, é endêmica no Brasil, sendo comum a ocorrência de surtos epidêmicos nas épocas de maior precipitação pluviométrica27.

Nos centros urbanos, a deficiência de saneamento básico constitui fator essencial para a proliferação de roedores1. Águas superficiais contaminadas com Leptospira interrogans, eliminadas pela urina de ratos infectados, são a principal via de transmissão da enfermidade para o homem e para os animais. Portanto, os grupos socioeconômicos menos privilegiados, com dificuldade de acesso à educação e saúde, habitando moradias precárias, em regiões periféricas às margens de córregos ou esgotos a céu aberto, expostos com freqüência a enchentes, são os que apresentam maior risco de contrair a infecção1.

A leptospirose é, também, considerada como uma doença de risco ocupacional, atingindo diferentes categorias profissionais, como trabalhadores em arrezais e canaviais16, minas, abatedouros12 e saneamento, além de tratadores de animais5,31 e médicos veterinários4,20,22,27. Em relação aos serviços de saneamento, estão expostos à infecção não só os trabalhadores das redes de abastecimento de água e de esgotos, como também os da limpeza pública, coletores de lixo e varredores1. Essas atividades são executadas, na ausência de recursos tecnológicos e de equipamentos de segurança, por mão-de-obra desqualificada e mal remunerada, o que aumenta ainda mais o risco dos trabalhadores contraírem a infecção2,11,19,30.

Na Alemanha, em 1961, entre trabalhadores do serviço de Coleta de Lixo foram detectados 7,4% de reagentes à pesquisa de aglutininas anti-Leptospira e 0,9% entre os funcionários da limpeza pública15. Pesquisa realizada, em 1985, com grupo de alto risco, constituído por funcionários do Departamento de Controle de Roedores da cidade de Detroit, nos EUA, evidenciou freqüência de reagentes, contra o sorovar icterohaemorrhagiae, superior ao do grupo não exposto ao risco ocupacional13. Já na Itália, em 1986, foram encontrados 16,7% de reagentes entre varredores do serviço de limpeza pública12.

No Brasil, levantamento epidemiológico realizado na cidade de São Paulo, em 1962, revelou 28,5% de reagente à prova de soroaglutinaçao para leptospirose, entre trabalhadores dos serviços de desobstrução e ligação de esgotos25. No Estado do Rio Grande do Sul, em 1962, foram identificados 2,3% de reagentes entre trabalhadores de esgotos, predominando os sorovares canicola, icterohaemorrhagiae e copenhageni14. Na cidade de Porto Alegre, em 1966, foram encontrados 19,2% de positivos, também em trabalhadores de esgotos, identificando-se os sorovares icterohaemorrhagiae, australis e sentot10. Em 1967, no Estado de São Paulo foram encontrados 3,16% de reagentes entre funcionários de limpeza pública, com predominância do sorovar icterohaemorrhagiae9. Em 1970, 9,7% dos trabalhadores da cidade de São Paulo em limpeza pública e 0,5% dos da rede de esgoto eram reagentes à sorologia para leptospirose, sendo os sorovares mais freqüentes: icterohaemorrhagiae, canicola, pomona, poi e andamana28. Estudo retrospectivo dos acidentados de trabalho por leptospirose, atendidos no hospital Emílio Ribas de São Paulo, no período de 1982 a 1986, revelou que os coletores de lixo constituíam uma das categorias mais atingidas23.

Assim, com base nesses aspectos, objetiva-se no presente trabalho determinar a prevalência de infecção leptospírica entre trabalhadores de 5 categorias do serviço de saneamento ambiental, a saber: águas, bueiros e galerias, esgotos, coleta de lixo e limpeza pública. Complementarmente, procurar-se-á caracterizar as amostras soropositivas quanto à magnitude dos títulos e identificar os tipos de sorovares de maior prevalência no grupo de profissionais pesquisado.

 

Material e Método

Soros

Foram utilizadas 386 amostras de soro, colhidas de funcionários do serviço de saneamento ambiental do Município de Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul, em setembro de 1989, assim distribuídas em relação às categorias de trabalho: 24 do serviços de águas, 35 de bueiros e galerias, 37 de esgotos, 66 da coleta de lixo e 224 da limpeza pública. O total de amostras correspondeu a, aproximadamente, 71% do efetivo de trabalhadores lotados no citado serviço.

Técnica

Utilizou-se a técnica de aglutinação microscópica para a pesquisa de aglutininas anti-Leptospira nas amostras de soros29, empregando-se uma bateria de 27 antígenos vivos cultivados em meio EMJH enriquecido2 e título diagnóstico igual a 1001. Nos casos de coaglutinação, considerou-se o sorovar correspondente ao soro em que se obteve o título máximo25; quando da coincidência de títulos na coaglutinação optou-se pela eliminação dos soros 24,32, por não haver condições para a execução das provas de absorção de aglutininas com os sorovares envolvidos.

Análise estatística

Aplicou-se, aos resultados obtidos, o teste de duas proporções, com aproximação normal, para avaliar os níveis estatísticos de significância (alfa igual a 5%) entre as diferenças registradas nas categorias de trabalho estudadas, nas freqüências de ocorrência de cada sorovar, em relação aos demais, e nas proporções dos títulos aglutinantes3.

 

Resultados

No grupo de profissionais, submetido à técnica de soroaglutinaçao microscópica, para a pesquisa de aglutininas anti-Leptospira, constituído por diferentes categorias do serviço de saneamento do Município de Pelotas, RS, constatou-se a ocorrência de 40 amostras reagentes (10,4%) a um ou mais sorovares (Tabela 1). Em relação às categorias profissionais, as maiores freqüências de positividade foram observadas nos serviços de águas (16,7%) e esgotos (16,2%); em contrapartida, foi no serviço de limpeza pública que se registrou a menor freqüência de positividade (7,6%). Contudo, essas diferenças não se revelaram estatisticamente significantes.

 

 

Das 40 amostras de soros reagentes, 12 (30,0%) aglutinaram com um único sorovar, observando-se 3 casos (25,0%) com castelonis e outros 3 (25,0%) com australis; 2 casos (16,6%) com djasiman; e um caso de cada (8,3%) com panama, pyrogenes, shermani e pomona. Essas diferenças não foram estatisticamente significantes.

Das 28 amostras de soros que coaglutinaram com dois ou mais sorovares, 11 (39,3%) apresentaram títulos máximos não coincidentes. Assim, observaram-se os sorovares cophenhageni, sejroe e icterohaemorrhagiae, cada um deles em duas amostras (18,2%), epomona, cynopteri, autumnalis, australis e castelonis, em cada uma das amostras restantes (9,1%). Estatisticamente estas diferenças não foram significantes.

Na Tabela 2 são apresentados os 12 sorovares identificados nos 11 soros coaglutinantes, com título máximo não coincidente, e nos 12 soros em que houve aglutinação de um único sorovar, e os respectivos títulos aglutinantes. Com base nos resultados da tabela, pode-se constatar que os sorovares castelonis e australis foram os mais freqüentes (4 casos cada um ou 17,4%); os demais sorovares foram identificados nas 15 amostras restantes. A análise estatística, também, não evidenciou diferenças significantes entre as proporções de cada um dos sorovares.

Com relação à magnitude dos títulos aglutinantes, ainda de acordo com a Tabela 2, verifica-se que 86,9% das amostras apresentaram títulos compreendidos entre 100 e 400. As diferenças observadas entre as proporções correspondentes aos títulos 100 e 400 somente foram significantes do ponto de vista estatístico (p < 0,05) quando comparadas a dos títulos 800, 1.600 e 3.200.

 

Discussão e Conclusões

A prevalência de infecção leptospírica registrada entre os trabalhadores do serviço de saneamento ambiental do Município de Pelotas, RS (10,4%), situou-se entre as mais elevadas das já registradas em inquéritos sorológicos no Brasil. Contudo, esta taxa é coerente com os resultados obtidos por outros pesquisadores nacionais para o grupo estudado10,25,28, onde se registraram valores que variaram desde 9,7%28 até 28,5%25. No que se refere a outros tipos de atividades, como trabalhadores do campo16,28, lavradores de arrozais7,14, cortadores de cana21, magarefes6,1, e mineiros14, as taxas observadas são menores, variando de 0,9%21 até um máximo de 5,7%28.

Esses resultados comprovam que os profissionais envolvidos com atividades de saneamento, apresentam risco considerável de contrair leptospirose, pois têm contato direto com elementos do meio ambiente, facilmente contamináveis pela urina de roedores e mesmo de carnívoros domésticos17,24, que propiciam a manutenção da viabilidade das L. interrogans por várias horas; e que, na dependência da densidade populacional desses animais, possibilitam a contaminação quase permanente do ambiente. Levantamento soroepidemiológico, realizado com funcionários do biotério do campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo5, revelou prevalência de infecção leptospírica da ordem de 11,4%, mostrando o risco a que estão submetidos trabalhadores com acesso a excreções, notadamente de roedores. O mesmo já havia sido constatado em Detroit, EUA, entre funcionários do Departamento de Controle de Roedores13. Ao lado dessas constatações, deve-se considerar, ainda, que os trabalhadores envolvidos com essas atividades não apresentam qualquer grau de especialização e provêm de grupos sociais com baixos padrões de educação e saúde2,19.

Com relação às taxas de positividade verificadas entre as diferentes categorias de trabalhadores (Tabela 1), estatisticamente não se verificou predominância de infecção leptospírica de uma determinada categoria sobre a outra, o que pressupõe, que qualquer uma dessas atividades expõe os indivíduos ao risco da infecção. Contudo, a prevalência de infecção verificada entre os trabalhadores do serviço de águas, 16,2%, é bem superior às observadas em outros estudos realizados em Belo Horizonte, MG26, e Sorocaba, SP18, respectivamente 1,4% e 3,4%. Do mesmo modo, a taxa de infecção dos coletores de lixo, 13,6%, também é superior à registrada por outros autores no Estado de São Paulo8, de 3,16%. Os valores obtidos para os serviços de esgotos (16,2%), bueiros e galerias (11,4%) e limpeza pública (7,6%), estão em consonância com os obtidos em outros levantamentos soroepidemiológicos8,14,23,25,28.

Nas 23 amostras estudadas foram identificados 12 sorovares (Tabela 2), o que explica a ausência de diferenças estatisticamente significantes entre as proporções de cada um deles. Contudo, castelonis (17,4%) e australis (17,4%) foram os sorovares mais freqüentemente encontrados entre os trabalhadores do Município de Pelotas. Pesquisas semelhantes têm demonstrado que os sorovares ictero-haemorrhagiae e canicola apresentam prevalência elevada no Brasil8,10,14,25, ao lado dos sorovares poi28 e Copenhageni27. O sorovar castelonis só foi encontrado com elevada prevalência, 50,0% dos soros reagentes, entre funcionários do biotério do campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo5, diretamente expostos a diferentes espécies de roedores. No presente estudo, porém, os sorovares icterohaemorrhagiae e copenhageni foram identificados, cada um, em dois soros (8,7%); enquanto que canicola e poi não foram encontrados em qualquer uma das amostras reagentes.

No que concerne à magnitude dos títulos (Tabela 2), verifica-se que a maioria, 56,5% dos soros, apresentou valores iguais a 100 (34,8%) e 200 (21,7%), considerados baixos, possivelmente expressando casos de infecção passada ou recém instalada. Por outro lado, 44,5% dos títulos obtidos foram iguais ou superiores a 400, o que pode representar casos de infecçoes manifestas ou compatíveis com enfermidade clínica. Deve-se destacar que estes percentuais sao concordantes com os obtidos, em levantamentos anteriores25,26.

No município estudado, a Leptospira interrogans está presente no meio ambiente, representada por grande número de sorovares. Os trabalhadores do serviço de saneamento ambiental estão, assim, expostos ao risco da infecção por lidarem, diuturnamente, com material passível de contaminação por roedores. Do mesmo modo, as camadas menos favorecidas da população, também estão expostas a esse risco. Portanto, outros trabalhos deveriam ser levados a efeito, no sentido de avaliar, não só a contaminação ambiental em pontos críticos, como também, a prevalência da infecção leptospírica em outros grupos de risco.

 

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Recebido para publicação em 19.8.1993
Aprovado para publicação em 30.11.1993

 

 

Separatas/Reprints: P.M.L. Germano - Av. Dr. Arnaldo, 715 -01246-904 - São Paulo, SP - Brasil
Edição subvencionada pela FAPESP. Processo 94/0500-0
Extraído da Dissertação de Mestrado intitulada "Estudo retrospectivo de reservatórios animais e vias de transmissão para leptospirose em cinco categorias de trabalhadores" apresentada à Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Pelotas em 1991.
2 Difco Laboratories Detroit-USA.

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