ARTIGOS ORIGINAIS

 

Aleitamento materno e sua influência nas habilidades orais de crianças

 

Influence of breastfeeding on children's oral skills

 

Lactancia materna y su influencia en las habilidades orales del niño

 

 

Lisiane Martins Da SilveiraI; Leila Sauer PradeI; Aneline Maria RuedellII; Léris Salete Bonfanti HaeffnerIII; Angela Regina Maciel WeinmannIII

IPrograma de Pós-Graduação dos Distúrbios da Comunicação Humana. Curso de Fonoaudiologia. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS, Brasil
IICurso de Fisioterapia. Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Cascavel, PR, Brasil
IIIDepartamento de Pediatria e Puericultura. Curso de Medicina. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a influência de hábitos orais e do aleitamento materno sobre as habilidades orais de crianças.
MÉTODOS: Estudo transversal que avaliou as habilidades orais de 125 crianças nascidas a termo, aos nove meses de idade, pertencentes à macrorregião centro-oeste do estado do Rio Grande do Sul, no período de agosto de 2010 a março de 2011. As variáveis estudadas incluíram avaliação das habilidades orais e informações sobre o aleitamento materno e a introdução da alimentação complementar. Análise de regressão logística simples e múltipla foi utilizada na análise dos resultados.
RESULTADOS: O aleitamento materno influenciou positivamente a aquisição das habilidades orais de sucção das crianças aos nove meses de idade (OR 3,1; IC95% 1,2;8,3) e o hábito de usar a chupeta influenciou negativamente tais habilidades (OR 0,1; IC95% 0,03;0,6).
CONCLUSÕES: O aleitamento materno contribuiu para o amadurecimento orofacial, pois melhorou a habilidade oral de sucção. O uso da chupeta mostrou alterar o funcionamento do sistema estomatognático. Os pais devem ser esclarecidos e recomendados a evitar o uso de chupetas durante a infância.

Descritores: Lactente. Aleitamento Materno. Comportamento de Sucção. Chupetas, efeitos adversos. Boca, crescimento & desenvolvimento. Sistema Estomatognático, crescimento & desenvolvimento. Estudos Transversais.


ABSTRACT

OBJECTIVE: The objective of this study was to investigate the influence of oral habits and breastfeeding on the oral skills of children.
METHODS: Cross-sectional study evaluated the oral skills of 125 nine-month-old-children born at term, belonging to Macro-Midwest region of Rio Grande do Sul between August 2010 and March 2011. Variables included evaluating oral skills and information on breastfeeding and weaning. The results were analyzed using simple and multiple logistic regression.
RESULTS: Breastfeeding positively influenced the acquisition of oral skills sucking at nine months of age (OR 3.1, 95%CI 1.2;8.3) and using a pacifier had a negative effect (OR 0.1, 95%CI 0.03;0.6).
CONCLUSIONS: It was found that breastfeeding contributed to mature orofacial as it improved the ability of oral suction. Pacifier use was shown to affect the functioning of the stomatognathic system. This should be made clear to parents and the use of pacifiers during infancy should be avoided.

Descriptors: infant. breast feeding. sucking behavior. pacifiers, adverse effects. mouth, growth & development. stomatognathic system, growth & development. cross-sectional studies.


RESUMEN

OBJETIVO: Evaluar la influencia de hábitos orales y de la lactanciamaterna sobre las habilidades orales de los niños
MÉTODOS: Estudio transversal que evaluó las habilidades orales de 125 niños nacidos a término, a los nueve meses de edad, pertenecientes a la macro región centro oeste del Estado de Rio Grande do Sul, Brasil, en el período de agosto de 2010 a marzo de 2011. Las variables estudiadas incluyeron evaluación de las habilidades orales e informaciones sobre la lactancia materna y la introducción de la alimentación complementaria. Los resultados se analizaron utilizando regresión logística simple y múltiple.
RESULTADOS: La lactancia materna influenció positivamente en la adquisición de habilidades orales de succión de los niños a los nueve meses de edad (OR=3,1; IC95% 1,2;8,3), mientras que el hábito de usar el chupete influenció negativamente tales habilidades (OR=0,1; IC95% 0,03;0,6).
CONCLUSIONES: La lactancia materna contribuyó para la maduración orofacial, ya que mejoró la habilidad oral de succión. El uso del chupete mostró alterar el funcionamiento del sistema estomatognático. Los padres deben ser informados y recomendados para que eviten el uso de chupetes durante la infancia.

Descriptores: Lactante. Lactancia Materna. Conducta en la Lactancia. Chupetes, efectos adversos. Boca, crecimiento & desarrollo. Sistema Estomatognático, crecimiento & desarrollo. Estudios Transversales.


 

 

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento adequado das habilidades orais, definidas como a resposta motora oral durante a alimentação, é fundamental para a criança.18 Problemas na movimentação das estruturas ou funções do sistema estomatognático durante a amamentação ou quando da oferta dos outros alimentos podem comprometer não apenas o desenvolvimento motor oral da criança, mas ter repercussões importantes sobre a nutrição infantil.2,17

O aleitamento materno é foco de estudos de interesse multiprofissional por seu valor nutricional, imunológico e por estimular o contato físico e a interação entre mãe e filho, o que colabora para o desenvolvimento biopsicossocial da criança.1,4 A intensa atividade muscular que proporciona promove o desenvolvimento craniofacial. Isso favorece o adequado selamento labial durante o estado de repouso oral, estimula a correção do retrognatismo mandibular fisiológico e posiciona corretamente a língua na região palatina dos dentes incisivos centrais.5 Essas vantagens justificam a recomendação do aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida.6,19 Após esse período, torna-se necessária a introdução gradual de alimentos complementares a fim de suprir as necessidades nutricionais da criança.12,17

Os alimentos complementares deverão ser ofertados por meio da utilização de utensílios como colher, copo ou xícara para comidas pastosas e líquidos, respectivamente.3,16,17 Na fase inicial do uso, a criança transfere para o copo o padrão que lhe é habitual com a sucção, mas, à medida que o utensilio é incentivado pelos pais, começará a adquirir a habilidade de sorver líquidos. Torna-se totalmente hábil para uso desse utensílio por volta dos nove meses de idade.3,14 Espera-se que a criança adquira a habilidade para o uso da colher por volta dos oito meses, quando deverá ser capaz de remover o alimento com uso dos dois lábios.16 Embora o início dos movimentos mastigatórios ocorra por volta dos seis meses, a habilidade para a mastigação, com rotação da mandíbula e lateralização da língua, é observada a partir dos 7-8 meses.14

No primeiro ano de vida, a criança está exposta a utensílios além do copo e da colher que não possuem finalidade nutritiva, como chupetas e mordedores. O bebê saudável apresenta necessidade de realizar sucção, que pode ser satisfeita de forma nutritiva (aleitamento materno ou artificial) e não nutritiva (chupeta e sucção digital). Mordedores costumam a ser ofertados à criança para alivio dos sintomas relacionados à erupção dentária, que tem início em torno dos seis meses.15 Irritabilidade, salivação aumentada, febre, diarreia, redução do apetite, diminuição do sono, aumento da sucção digital, hábito de levar a mão à boca, mastigar objetos, dentre outras, são manifestações frequentes da fase de erupção dentária.8,15

Não foram localizados na literatura estudos sobre habilidades orais de crianças e fatores relacionados.

O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência de hábitos orais (chupeta, mordedores e outros objetos) e do aleitamento materno sobre as habilidades orais de crianças.

 

MÉTODOS

Estudo transversal com 125 crianças aos nove meses de idade, da região central do estado do Rio Grande do Sul, entre agosto de 2010 e março de 2011. As crianças foram selecionadas em creches públicas e privadas e nas unidades básicas de saúde.

Foram incluídas crianças nascidas a termo, saudáveis, com idade entre oito meses e um dia e nove meses e 29 dias. Presença de alterações neurológicas, deformidades craniofaciais, síndrome genética e distúrbios sensoriais (visuais e auditivos) foram critérios para a exclusão. A amostra foi de conveniência e apresentou nível de confiança de 90%, com poder estatístico de 80%, risco relativo de 1,5 para razão de expostos/não expostos de 1:1.

As variáveis estudadas foram obtidas por meio do cartão da criança (peso, comprimento e idade gestacional ao nascer, Apgar e peso atual), de questionário aplicado aos pais ou representantes (com informações sobre: aleitamento materno, introdução da alimentação complementar e presença de hábitos orais - chupetas, mordedores ou outros objetos) e do instrumento de avaliação das habilidades orais.

O instrumento utilizado, validado previamente quanto a fidedignidade e conceito, constituiu-se de 11 itens, em que são avaliadas as habilidades orais durante a sucção (ao seio ou mamadeira), com o uso do copo, da colher e durante a mastigação de alimento sólido.ª Para cada item atribuiu-se a pontuação 0, 1 ou 2, de acordo com ausência, presença ocasional ou presença constante do item avaliado, respectivamente (Tabela 1). A pontuação (escore) máxima possível para a sucção foi 6, para o uso do copo, 8, para o uso da colher, 2 e para a mastigação, 6. Foi considerada habilidade oral adequada para a sucção o escore de 5-6, para o uso do copo, 7-8, para o uso da colher, 2 e para a mastigação, 5-6. O instrumento foi aplicado por fonoaudióloga, com formação e experiência na área de motricidade oral infantil. O alimento de hábito da criança foi ofertado por familiar, utilizando seus próprios utensílios.

 

 

A análise de regressão logística simples e múltipla foi realizada para avaliar a contribuição do aleitamento materno e dos hábitos orais (variáveis independentes) na presença de habilidades orais adequadas (variável dependente). As variáveis com p < 0,20 nas análises simples foram selecionadas para inclusão no modelo final. Considerou-se diferença com significância estatística p < 0,05. Os dados foram digitados no programa Excel e analisados pelo software Stata 10.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (Parecer nº 01550243.000-09). Os pais concordaram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

 

RESULTADOS

As crianças participantes tinham média de idade de nove meses (desvio padrão - dp: 0,8) e peso de 8.910 (dp: 1.697) gramas, 43,2% eram meninas e 56,8%, meninos. Quanto aos hábitos orais, 64,0% usavam chupeta; 66,4%, mordedor e 62,4% tinham hábito oral de algum outro objeto. Estavam em aleitamento materno 54,4%, 60,8% usavam o copo (média de início quatro meses), 100% usavam a colher (média de início cinco meses) e 96% estavam com alimentação sólida na dieta (média de início seis meses). Habilidades orais adequadas foram observadas em 82,4% das crianças para a sucção, 8,8% para o uso do copo, 65% para o uso da colher e 80,8% para a mastigação.

Quanto à habilidade oral adequada para sucção, foi observada em 89,7% das crianças em aleitamento materno e em 95,5% das que não usavam chupeta, com diferença estatística significante em relação às que não eram amamentadas e usavam chupeta (Tabela 2). A presença da amamentação aumentou 3,1 vezes a chance de a criança ter habilidade oral adequada para a sucção (OR 3,1; IC95% 1,2;8,3) na análise de regressão logística simples. A chupeta associou-se negativamente (p < 0,01), diminuindo a chance do desenvolvimento adequado dessa habilidade (OR 0,1; IC95% 0,03;0,6).

O hábito oral de introduzir outros objetos na boca mostrou-se positivamente associado (p < 0,02) ao uso do copo na análise de regressão simples, aumentando a chance de a criança apresentar adequada habilidade oral em 6,6 vezes (OR = 6,6; IC95% 1,31;33,5) (Tabela 3).

Habilidade oral adequada ao usar a colher e na mastigação não foi associada ao aleitamento materno e aos hábitos orais (Tabelas 4 e 5).

Na Tabela 5, observam-se os resultados do modelo final da análise de regressão logística múltipla. Para a sucção, somente o uso de chupeta permaneceu no modelo final (p < 0,04), ou seja, usar chupeta associou-se de modo negativo ao desenvolvimento de habilidades orais para a sucção. Em relação ao uso do copo, o hábito oral de levar outros objetos à boca (p < 0,02) foi positivamente associado (OR 6,71; IC95% 1,29;34,84) (Tabela 6).

 

DISCUSSÃO

O aleitamento materno contribuiu favoravelmente para o desenvolvimento das habilidades orais de sucção, enquanto o uso da chupeta influenciou negativamente tais habilidades. O hábito de levar objetos à boca favoreceu as habilidades orais com o uso do copo.

O desenvolvimento adequado das habilidades orais em uma criança, além de favorecer o aspecto nutricional, tem papel importante na aquisição da fala. Práticas alimentares, assim como alguns hábitos comuns durante a infância, podem influenciar o desenvolvimento do sistema estomatognático.7 O aleitamento materno é primordial, uma vez que promove adequado crescimento e amadurecimento craniofacial, devido à intensa atividade muscular que ocasiona.5,9,10,13 No presente estudo, maior percentual de habilidade oral adequada foi observado no grupo de crianças que estava em aleitamento materno.

Ao contrário do aleitamento materno, alguns hábitos orais frequentes na infância, especialmente no primeiro ano de vida, podem comprometer o desenvolvimento motor-oral da criança, seu padrão respiratório e contribuir negativamente para o desenvolvimento das habilidades orais. É o caso da chupeta, cujo uso durante o primeiro ano de vida pode ocasionar alterações na movimentação da musculatura perioral, principalmente de língua, alterando sua posição de repouso.7 A chupeta pode também ser responsável pelo desmame precoce e contribui para a introdução da mamadeira, que se associa ao menor número de sucções, comparado ao seio materno. Isso levaria à redução no trabalho da musculatura perioral, o que comprometeria o desenvolvimento motor-oral da face.1 A influência da chupeta sobre o sistema estomatognático e, especialmente, na habilidade oral de sucção foi observada no presente estudo. O hábito de usar a chupeta aumentou o risco de comprometer o desenvolvimento da habilidade oral de sucção.

A habilidade ao usar o copo, a colher e na mastigação foi avaliada em relação ao aleitamento materno e à presença de hábitos orais.

A orientação passada aos pais é a de que o copo seja introduzido a partir dos seis meses, com o começo do desmame, inicialmente com a oferta de água ou suco de fruta.b Quando a criança principia seu uso, transfere o padrão habitual da sucção.14 Quando o líquido chega à boca, a criança procura estabilizar a mandíbula, projetando a língua, antes que ocorra a deglutição.18 Aos nove meses, a criança começa a ter capacidade de realizar uma sequência de até três sorvidas, afastar o copo e interromper o fluxo de líquido, realizando uma pausa respiratória. No presente estudo, o copo foi introduzido, em média, no quarto mês de vida e 8,8% das crianças mostraram habilidade oral adequada durante seu uso. Resultado semelhante, mostrando menor eficiência com o uso do copo, foi observado em crianças com idade entre seis e nove meses, quando comparadas a um grupo com idade entre dez e 12 meses.3 O hábito oral de usar ou levar outros objetos à boca influenciou positivamente, isto é, contribuiu para uma adequada habilidade oral durante o uso do copo. O comportamento de levar as mãos à boca, por exemplo, está presente desde a vida intrauterina. Entre a 17ª e a 20ª semana de gestação, movimentos de mão à face podem ser observados no feto, e por volta da 28ª e 31ª semana acontecem movimentos mais complexos de sucção de dedos, ainda que a coordenação só aconteça por volta da 34ª e 35ª semana.11 Aos quatro meses, quando os reflexos orais são inibidos, a criança começa a levar objetos à boca, procurando explorar melhor a cavidade oral.11 A partir dos seis meses, quando começam a romper os dentes, observa-se uma tendência da criança para introduzir objetos e mordedores na boca. É comum que os pais ofertem tais objetos com a finalidade de diminuir a ansiedade e irritabilidade da criança.15 Esses fatores e os hábitos orais deles decorrentes acabam por interferir positivamente na aquisição das habilidades orais necessárias para seu uso. No entanto, os achados deste estudo deixam clara a necessidade de se esclarecer e divulgar junto aos pais e cuidadores a importância da introdução e do uso do copo na rotina alimentar da criança.

Todas as crianças faziam uso da colher e a maioria recebia alimentação sólida. Esses resultados concordam com o preconizado pelo Ministério da Saúde,b que recomenda a introdução da alimentação complementar a partir dos seis meses. Embora as crianças avaliadas estivessem em uso da colher, 35% não apresentaram habilidade adequada para seu uso.

Apesar de o aleitamento materno ser considerado essencial para o bom desenvolvimento das estruturas e funções orofaciais, a análise de regressão logística múltipla mostrou que o hábito de usar a chupeta foi a principal variável associada (embora negativamente) ao desenvolvimento das habilidades orais para a sucção. Esse achado reforça a ideia de que a chupeta altera o funcionamento do sistema estomatognático, motivo pelo qual se deve esclarecer e recomendar aos pais que evitem o seu uso. Aos nove meses, as crianças não têm habilidade oral adequada para usar o copo, mesmo que esse período do desenvolvimento emocional corresponda à fase oral, em que o hábito de levar objetos a boca é comum. Contudo, a presença desse hábito contribuiu para o desenvolvimento da habilidade oral para o copo. É necessário que a família incentive mais o uso desse utensílio no início do desmame.

 

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Endereço para correspondência:
Lisiane Martins da Silveira
Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Pediatria e Puericultura
Av. Roraima, 1000 Prédio 26 Sala 1319 Campus da UFSM - Camobi
97105-900 Santa Maria, RS, Brasil
E-mail: slisiane@hotmail.com

Recebido: 2/3/2012
Aprovado: 7/23/2012

 

 

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.
a Silveira LM. Habilidades orais em crianças: validação de instrumento e influência dos hábitos orais e do aleitamento materno [dissertação de mestrado]. Santa Maria: Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Maria; 2011.
b Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar para crianças menores de dois anos. Brasília (DF); 2002. (Série A. Normas e Manuais Técnicos, 107).

Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo São Paulo - SP - Brazil