Um passo à frente na política de acesso aberto de CSP: instrumentos de aferição

Marilia Sá Carvalho Claudia Travassos Cláudia Medina Coeli Michael E. Reichenheim

Dando um passo à frente em política editorial, e coerentes com a nossa posição favorável ao acesso livre às publicações científicas, acreditamos que ferramentas, sejam elas instrumentos de aferição ou softwares, devam ser amplamente disponibilizadas sem qualquer restrição ao seu uso. O amplo compartilhamento de ferramentas permite tanto a verificação da reprodutibilidade de resultados como acelera o progresso da ciência, economizando tempo e recursos. Sendo assim, apenas avaliaremos artigos que abordem instrumentos de aferição que estejam disponibilizados em sistema de acesso aberto (open access) e softwares de código aberto (open source).

Neste editorial vamos nos concentrar nos instrumentos de aferição, deixando a discussão sobre softwares para um segundo momento. Temos interesse em artigos que abordem tanto instrumentos autóctones, em desenvolvimento pelos autores, como instrumentos em adaptação ao nosso contexto sociolinguístico-cultural.

Para artigos que apresentem etapas iniciais de processos de adaptação transcultural, isto é, as etapas envolvendo avaliações de equivalência teórica, de itens, semântica e operacional, até o pré-teste (Reichenheim ME, Moraes CL. Rev Saúde Pública 2007; 41:665-73), CSP adota atualmente o formato de comunicação breve: máximo de 1.700 palavras e três ilustrações. Estudos subsequentes de maior porte, visando a avaliar equivalência de mensuração – validade de estrutura dimensional e validade de construto externa via testes de hipótese (Reichenheim ME, Moraes CL. p. 150-64. In: Almeida Filho N, Barreto ML, organizadores. Epidemiologia & Saúde – Fundamentos, Métodos e Aplicações. Guanabara-Koogan; 2011) –, pela sua complexidade, podem ser contemplados como artigos plenos subsequentes.

E, ainda que transcendendo os limites da publicação em CSP, estimulamos os autores de artigos envolvendo instrumentos que mantenham públicas as diversas versões, inclusive a que for finalmente utilizada no estudo para o qual o instrumento aqui publicado foi adaptado. Estamos dando mais um passo na direção que acreditamos ser o futuro da ciência. Troca livre de conhecimento, seja este um questionário, um programa ou mesmo os dados utilizados nas análises.

Marilia Sá Carvalho
Claudia Travassos
Cláudia Medina Coeli
Editoras
Michael E. Reichenheim
Editor de Questões Metodológicas

Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Rio de Janeiro - RJ - Brazil
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