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Revista Panamericana de Salud Pública, Volume: 43, Publicado: 2019
  • Obesidade no início da vida e risco de câncer colorretal na vida adulta: uma meta-análise

    Garcia, Harrison; Song, Mingyang

    Resumo em Português:

    RESUMO Objetivo Examinar a relação entre a obesidade no início da vida e o risco de câncer colorretal na vida adulta. Métodos Foi realizada uma busca sistemática nas bases de dados do Google Scholar e PubMed e em dados de referência. Quinze estudos relevantes foram identificados e foi realizada uma meta-análise em separado para homens e mulheres. Um modelo de efeitos aleatórios foi usado para comparar os riscos relativos (RR) ajustados para multivariáveis de câncer colorretal de modo geral e específico ao subsítio às faixas superiores e inferiores de índice de massa corporal (IMC) no início da vida. Foi realizada uma análise de metarregressão dos fatores que possivelmente contribuíram para a heterogeneidade entre os estudos. Resultados IMC alto no início da vida foi associado a um aumento de 39% no risco de câncer colorretal em homens adultos (RR 1,39, IC 95% 1,20–1,62, P < 0,0001) e um aumento de 19% no risco de câncer colorretal em mulheres adultas (RR 1,19, IC 95% 1,06–1,35, P = 0,004). Heterogeneidade estatisticamente não significativa foi identificada na análise de metarregressão segundo subsítio tumoral (RR 1,06, IC 95% 0,97–1,17; RR 1,08, IC 95% 0,99–1,18 para o câncer de cólon proximal no sexo masculino e no sexo feminino; RR 1,51, IC 95% 1,22–1,87; RR 1,08, IC 95% 0,98–1,19 para o câncer de cólon distal no sexo masculino e no sexo feminino; e RR 1,39, IC 95% 1,1–1,77; RR 1,51, IC 95% 0,94–2,03 para o câncer retal no sexo masculino e no sexo feminino) e outros fatores, como idade na avaliação do IMC, IMC autorrelatado ou medido e ajuste para tabagismo. Conclusões Os resultados do estudo indicam que um IMC alto no início da vida está associado ao aumento do risco de câncer colorretal na vida adulta. Outros estudos devem ser realizados para investigar o risco de câncer colorretal na vida adulta em indivíduos obesos no início da vida em países não ocidentais assim como pesquisar os mecanismos subjacentes pelos quais a adiposidade no início da vida pode influir na patogênese do câncer colorretal.

    Resumo em Espanhol:

    RESUMEN Objetivo En este metanálisis se examina la relación entre la obesidad a edad temprana y el riesgo de cáncer colorrectal en la edad adulta. Métodos Se llevó a cabo una búsqueda sistemática en Google Scholar, PubMed y datos de referencia. Se seleccionaron 15 estudios pertinentes y se realizó un metanálisis de esos estudios (hombres y mujeres por separado). Se usó un modelo de efectos aleatorios para comparar los riesgos relativos (RR) ajustados por multivariantes de tener cáncer colorrectal en las categorías de personas con mayor y menor índice de masa corporal (IMC) a edad temprana. Se realizó una metarregresión de los factores que pueden haber contribuido con la heterogeneidad entre estudios. Resultados Un IMC alto a edad temprana está asociado con un aumento de 39% del riesgo de cáncer colorrectal en los hombres adultos (RR = 1,39, IC de 95% 1,20 – 1,62, P < 0,0001) y un aumento de 19% del riesgo de cáncer colorrectal en las mujeres adultas (RR = 1,19, IC de 95% 1,06 – 1,35, P = 0,004). En la metarregresión no se encontró una heterogeneidad estadísticamente significativa por subsitio tumoral (RR = 1,06, IC de 95% 0,97 – 1,17, RR = 1,08, IC de 95% 0,99 – 1,18 para cáncer de colon proximal masculino y femenino; RR = 1,51, IC de 95% 1,22 – 1,87, RR = 1,08, IC de 95% 0,98 – 1,19 para cáncer de colon distal masculino y femenino; y RR = 1,39, IC de 95% 1,1 – 1,77, RR = 1,51, IC de 95% 0,94 – 2,03 para cáncer rectal masculino y femenino) u otros factores, incluidos edad de la evaluación del IMC, IMC notificado o medido por la propia persona y ajuste por tabaquismo. Conclusiones Los resultados indican que un IMC alto a edad temprana está asociado con un mayor riesgo de cáncer colorrectal en la edad adulta. Deben realizarse otros estudios para investigar el riesgo de cáncer colorrectal en el adulto en las personas obesas a edad temprana de países no occidentales, así como los mecanismos subyacentes por los cuales la adiposidad a edad temprana puede influir en la patogénesis del cáncer colorrectal.

    Resumo em Inglês:

    ABSTRACT Objective This meta-analysis examines the relationship between early-life obesity and risk of colorectal cancer (CRC) in adulthood. Methods A systematic search of Google Scholar, PubMed, and reference data was conducted. Fifteen relevant studies were identified and meta-analyzed, for men and women separately. A random-effects model was used to compare the multivariable-adjusted relative risks (RR) of overall and subsite-specific CRC to the highest versus lowest categories of body mass index (BMI) in early life. Meta-regression was performed on factors that may have contributed to between-study heterogeneity. Results High early-life BMI was associated with a 39% increased risk of CRC in adult men (RR = 1.39, 95%CI = 1.20 – 1.62, P < 0.0001) and a 19% increased risk of CRC in adult women (RR = 1.19, 95%CI = 1.06 – 1.35, P = 0.004). No statistically significant heterogeneity was identified in meta-regression according to tumor subsite (RR = 1.06, 95%CI = 0.97 – 1.17, RR = 1.08, 95%CI = 0.99 – 1.18 for male and female proximal colon cancer; RR = 1.51, 95%CI = 1.22 – 1.87, RR = 1.08, 95%CI = 0.98 – 1.19 for male and female distal colon cancer; and RR = 1.39, 95%CI = 1.1 – 1.77, RR = 1.51, 95%CI = 0.94 – 2.03 for male and female rectal cancer) or other factors, including age of BMI assessment, self-reported or measured BMI, and adjustment for smoking. Conclusions The results suggest that high early-life BMI is associated with increased risk of CRC in adulthood. Further studies should investigate adult CRC risk in early-life obese individuals from non-Western countries and the underlying mechanisms by which early-life adiposity may influence CRC pathogenesis.
  • Prevalência de tuberculose na população privada de liberdade: revisão sistemática e metanálise

    Moreira, Tiago Ricardo; Lemos, Aline Campos; Colodette, Renata Maria; Gomes, Andréia Patrícia; Batista, Rodrigo Siqueira

    Resumo em Português:

    RESUMO Objetivo Estimar a prevalência de tuberculose entre a população privada de liberdade. Métodos Realizou-se uma revisão sistemática com metanálise. Foram selecionados estudos publicados de janeiro de 1997 a dezembro de 2016 nas bases de dados MEDLINE (via PubMed), SciELO e LILACS. O termos de busca foram (“tuberculosis”[MeSH] OR “tuberculosis”[TIAB]) AND (“prisons”[MeSH] OR “prisons”[TIAB]); ou (“tuberculose” [DeCS] OU “tuberculose” [palavras] E “prisões” [DeCS] OU “prisões” [palavras]). O desfecho primário foi a prevalência de tuberculose com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Na metanálise, as variáveis associadas com as taxas de prevalência de tuberculose na população privada de liberdade na análise univariada (P ≤ 0,20) foram incluídas no modelo final multivariado. Resultados Com base nos 29 estudos incluídos na metanálise, 2 163 presos foram identificados com tuberculose. A prevalência combinada de tuberculose entre os prisioneiros foi de 2% (IC95%: 0,02 a 0,02). A prevalência de tuberculose entre prisioneiros em países com prevalência de 0 a 24 por 100 mil habitantes na população geral ficou abaixo de 1% (IC95% = 0,00 a 0,00). Nos países com prevalência de tuberculose de 25 a 99/100 mil, a estimativa foi de 3% (IC95% = 0,02 a 0,04); e nos países com prevalência ≥ 300/100 mil, a estimativa foi de 8% (IC95% = 0,05 a 0,11). Conclusão O presente estudo reafirma a alta magnitude da tuberculose entre a população privada de liberdade no contexto mundial. Os resultados mostram ainda uma ligação entre a prevalência de tuberculose na população geral e a prevalência da doença dentro dos presídios.

    Resumo em Espanhol:

    RESUMEN Objetivo Estimar la prevalencia de tuberculosis en la población privada de libertad. Métodos Se realizó una revisión sistemática con metanálisis. Se seleccionaron estudios publicados desde enero de 1997 hasta diciembre del 2016 en las bases de datos MEDLINE/PubMed, SciELO y LILACS. Los términos de búsqueda fueron (“tuberculosis”[MeSH] OR “tuberculosis”[TIAB]) AND (“prisons”[MeSH] OR “prisons”[TIAB]); o (“tuberculose” [DeCS] OU “tuberculose” [palavras] E “prisões” [DeCS] OU “prisões” [palavras]). El resultado principal fue la prevalencia de tuberculosis con un intervalo de confianza de 95% (IC95%). En el metanálisis, las variables asociadas con la prevalencia de la tuberculosis en la población privada de libertad en el análisis univariado (P ≤ 0,20) se incluyeron en el modelo final multivariado. Resultados Con base en los 29 estudios incluidos en el metanálisis, se detectaron 2 163 presos con tuberculosis. La prevalencia combinada de tuberculosis en los presos fue de 2% (IC95%: 0,02-0,02). La prevalencia de tuberculosis en presos de los países con prevalencia de 0 a 24 por 100.000 habitantes en la población general fue inferior a 1% (IC95% = 0,00-0,00). En los países con una prevalencia de tuberculosis de 25 a 99 por 100.000, la estimación fue de 3% (IC95% = 0,02-0,04); y en los países con prevalencia ≥ 300 por 100.000, de 8% (IC95% = 0,05-0,11). Conclusión El presente estudio reafirma la alta prevalencia de la tuberculosis en la población privada de libertad en el contexto mundial. Los resultados muestran además una conexión entre la prevalencia de la tuberculosis en la población general y la observada dentro de los presidios.

    Resumo em Inglês:

    ABSTRACT Objective To estimate the prevalence of tuberculosis among incarcerated populations. Method A systematic review with meta-analysis was performed. The MEDLINE/PubMed, SciELO, and LILACS databases were searched for articles published from January 1997 to December 2016. The following search terms were used: (“tuberculosis”[MeSH] OR “tuberculosis”[TIAB]) AND (“prisons”[MeSH] OR “prisons”[TIAB]); or (“tuberculose” [DeCS] OU “tuberculose” [palavras] E “prisões” [DeCS] OU “prisões” [palavras]). The primary outcome was the prevalence of tuberculosis with 95% confidence interval (95%CI). In the metanalysis, variables associated with tuberculosis prevalence in incarcerated populations in the univariate analysis (P ≤ 0,20) were included in the final multivariate model. Results Based on the 29 studies included in the metanalysis, 2,163 prisoners with tuberculosis were identified. The combined prevalence of tuberculosis among prisoners was 2% (95%CI: 0.02-0.02). The prevalence among prisoners from countries with tuberculosis prevalence of 0-24 per 100,000 general population was below 1% (95%CI = 0.00-0.00). In countries with overall tuberculosis prevalence of 25-99/100,000, the estimate among prisoners was 3% (95%CI = 0.02-0.04); and in countries with overall prevalence ≥ 300/100 thousand, the estimated prevalence among prisoners was 8% (95%CI = 0.05-0.11). Conclusion The present results support the notion of a high prevalence of tuberculosis among incarcerated populations worldwide. The results also show a link between the prevalence of tuberculosis in the general and the prevalence of tuberculosis in prisons.
  • HIV, sífilis e hepatite viral em povos indígenas e afrodescendentes da América Latina: uma revisão sistemática

    Russell, Nancy K.; Nazar, Kevin; del Pino, Sandra; Alonso Gonzalez, Monica; Díaz Bermúdez, Ximena P.; Ravasi, Giovanni

    Resumo em Português:

    RESUMO Objetivo Identificar e sintetizar a literatura existente sobre a carga de HIV, infecções sexualmente transmissíveis (IST) e hepatite viral nos povos indígenas e afrodescendentes da América Latina para traçar um amplo panorama dos dados quantitativos disponíveis e destacar as lacunas problemáticas nos dados. Métodos Foi realizada uma revisão sistemática da literatura publicada e da literatura cinzenta para identificar documentos publicados em inglês, espanhol ou português com dados coletados entre janeiro de 2000 e abril de 2016 sobre a carga de HIV, IST e hepatite viral nos povos indígenas e afrodescendentes em 17 países latino-americanos. Resultados Sessenta e dois documentos de 12 países foram encontrados. A prevalência de HIV observada foi em geral baixa (<1%), com focos de alta prevalência (>5%) observados em comunidades indígenas da Venezuela (warao) (9,6%), Peru (chayahuita) (7,5%) e Colômbia (mulheres wayúu) (7,0%). Foi verificada uma alta prevalência de sífilis ativa (> 5%) em comunidades indígenas no Paraguai (11,6% e 9,7%) e Peru (chayahuita) (6,3%). A alta endemicidade (>8%) de hepatite B foi observada em povos indígenas no México (huichol) (9,4%) e Venezuela (ianomâmi 14,3%; japrería 29,5%) e em comunidades negras quilombolas no Brasil (Frechal 12,5%; Furnas do Dionísio 8,4% em 2008 e 9,2% em 2003). Conclusões As lacunas nos dados existentes sobre a carga de HIV, IST e hepatite viral nos povos indígenas e afrodescendentes na América Latina destacam a necessidade de: melhorar a vigilância nacional com coleta sistemática e análise de variáveis de etnicidade e realizar estudos integrados de análise biocomportamental com o uso de metodologias robustas e estratégias sensíveis à diversidade cultural; desenvolver uma política de resposta regional que considere as necessidades dos povos indígenas e afrodescendentes; e implementar um enfoque intercultural à saúde e prestação de serviços para derrubar as barreiras de acesso à saúde e melhorar os resultados de saúde nestas populações.

    Resumo em Espanhol:

    RESUMEN Objetivo Identificar y resumir la bibliografía existente sobre la carga de la infección por el VIH, las infecciones de transmisión sexual (ITS) y las hepatitis virales en las poblaciones indígenas y afrodescendientes en América Latina para proporcionar un panorama amplio de los datos cuantitativos disponibles y poner de relieve las brechas problemáticas que pudiera haber en los datos. Métodos Se hizo un examen sistemático de la bibliografía publicada y la bibliografía gris para encontrar documentos publicados en inglés, español o portugués con datos recogidos entre enero del 2000 y abril del 2016 sobre la carga de la infección por el VIH, las ITS y las hepatitis virales en las poblaciones indígenas y afrodescendientes en 17 países latinoamericanos. Resultados Se encontraron 62 documentos de 12 países. La prevalencia de la infección por el VIH fue generalmente baja (< 1%), pero se observaron focos de prevalencia alta (> 5%) en algunas comunidades indígenas en Venezuela (Warao) (9,6%), Perú (Chayahuita) (7,5%) y Colombia (las mujeres Wayuus) (7,0%). Se observó prevalencia alta de sífilis activa (> 5%) en algunas comunidades indígenas en Paraguay (11,6% y 9,7%) y Perú (Chayahuita) (6,3%). Se encontró endemicidad alta (> 8%) de la hepatitis B en algunos pueblos indígenas en México (Huichol) (9,4%) y Venezuela (Yanomami: 14,3%; Japreira: 29,5%) y en las poblaciones quilombola de afrodescendientes en Brasil (Frechal: 12,5%; Furnas do Dionísio: 8,4% en el 2008, 9,2% en el 2003). Conclusiones Las brechas en los datos existentes sobre la carga de la infección por el VIH, las ITS y las hepatitis virales en las poblaciones indígenas y afrodescendientes en América Latina destacan la necesidad de: 1) mejorar la vigilancia nacional mediante la recolección y el análisis sistemáticos de las variables de etnicidad y la ejecución de estudios bioconductuales integrados que utilicen metodologías sólidas y estrategias sensibles a diferencias entre las culturas; 2) elaborar una política de respuesta de alcance regional que considere las necesidades de las poblaciones indígenas y de afrodescendientes; y 3) aplicar un enfoque intercultural de la salud y de la prestación de servicios conexos para eliminar las barreras de acceso a la salud y mejorar los resultados en materia de salud para estas poblaciones.

    Resumo em Inglês:

    ABSTRACT Objective To identify and summarize existing literature on the burden of HIV, sexually transmitted infections (STIs), and viral hepatitis (VH) in indigenous peoples and Afro-descendants in Latin America to provide a broad panorama of the quantitative data available and highlight problematic data gaps. Methods Published and grey literature were systematically reviewed to identify documents published in English, Spanish, or Portuguese with data collected between January 2000 and April 2016 on HIV, STI, and VH disease burden among indigenous peoples and Afro-descendants in 17 Latin American countries. Results Sixty-two documents from 12 countries were found. HIV prevalence was generally low (< 1%) but pockets of high prevalence (> 5%) were noted in some indigenous communities in Venezuela (Warao) (9.6%), Peru (Chayahuita) (7.5%), and Colombia (Wayuu females) (7.0%). High active syphilis prevalence (> 5%) was seen in some indigenous communities in Paraguay (11.6% and 9.7%) and Peru (Chayahuita) (6.3%). High endemicity (> 8%) of hepatitis B was found in some indigenous peoples in Mexico (Huichol) (9.4%) and Venezuela (Yanomami: 14.3%; Japreira: 29.5%) and among Afro-descendant quilombola populations in Brazil (Frechal: 12.5%; Furnas do Dionísio: 8.4% in 2008, 9.2% in 2003). Conclusions The gaps in existing data on the burden of HIV, STIs, and VH in indigenous peoples and Afro-descendants in Latin America highlight the need to 1) improve national surveillance, by systematically collecting and analyzing ethnicity variables, and implementing integrated biobehavioral studies using robust methodologies and culturally sensitive strategies; 2) develop a region-wide response policy that considers the needs of indigenous peoples and Afro-descendants; and 3) implement an intercultural approach to health and service delivery to eliminate health access barriers and improve health outcomes for these populations.
  • Mapa conceitual de saúde e propriedade intelectual na América Central e na República Dominicana

    Delgado, Beatriz M. García; Silva, Ana Paula; Rodriguez, Juana M. de

    Resumo em Espanhol:

    RESUMEN Objetivo El objetivo del presente estudio es elaborar un “mapa conceptual de salud pública y propiedad intelectual de Centroamérica y República Dominicana” que facilite la identificación de las principales barreras que inciden en el acceso a la salud, y en especial a los medicamentos, y que sirva de guía de acción a las autoridades estatales para mejorar la eficiencia de sus políticas y la efectividad de sus acciones. Métodos Se realizó el análisis del informe “MC SPPI; Perspectiva Regional: Centroamérica y República Dominicana”. Posteriormente, se utilizó la Metodología para la Gestión y Generación de Conocimiento y se identificó la estrategia de búsqueda que permitió recobrar la información para la confección de los mapas conceptuales. Resultados Se identificaron el marco legal, la estructura institucional y las políticas, programas, planes y estrategias en temas de salud y propiedad intelectual, así como un conjunto de barreras que inciden negativamente en el acceso a los medicamentos y las soluciones que las contrarresten. Conclusiones En Centroamérica y la República Dominicana existen estrategias, políticas, programas y planes relacionados con la salud, aunque, lamentablemente, su alcance y grado de difusión difieren, lo que, unido a factores sociales y económicos, explica que persista la inequidad sanitaria entre los países. Entre las barreras al acceso a los medicamentos se identificaron la ampliación y refuerzo de los derechos de los titulares de patentes farmacéuticas, dificultades en la implementación de las flexibilidades de los Aspectos de los Derechos de Propiedad Intelectual relacionados con el Comercio, políticas de fijación de precios y estándares regulatorios estrictos.

    Resumo em Português:

    RESUMO Objetivo Elaborar um mapa conceitual de saúde pública e propriedade intelectual na América Central e na República Dominicana para facilitar identificar as principais barreiras ao acesso à saúde, em particular ao acesso aos medicamentos, e servir de guia às autoridades públicas para melhorar a eficiência das políticas e a efetividade das ações. Métodos Foi analisado o relatório Mapa conceitual de saúde pública e propriedade intelectual (MC SPPI); perspectiva regional: América Central e República Dominicana. Foi usada a metodologia para análise de gestão e geração de conhecimento e identificada a estratégia de busca que permitiu recuperar a informação para a construção dos mapas conceituais. Resultados Foram identificados o enquadramento jurídico, a estrutura institucional e as políticas, programas, planos e estratégias de saúde e propriedade intelectual e uma série de barreiras que interferem negativamente no acesso aos medicamentos e as soluções para eliminá-las. Conclusões Na América Central e na República Dominicana, existem estratégias, políticas, programas e planos de saúde, porém eles têm alcance e disseminação distintos que, ao lado de fatores sociais e econômicos, explicam por que persiste a falta de equidade em saúde entre os países. Entre as barreiras ao acesso aos medicamentos estão o reforço e a ampliação dos direitos dos detentores de patentes farmacêuticas, dificuldades na implementação das flexibilidades dos Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio, políticas de fixação de preços e normas reguladoras estritas.

    Resumo em Inglês:

    ABSTRACT Objective The objective of this study is to prepare a “Concept Map on Health and Intellectual Property in Central America and the Dominican Republic” in order to help identify the main access barriers to health, especially medicines, and to guide state authorities toward actions to improve the efficiency and effectiveness of policies. Methods The report “Concept Map on Public Health and Intellectual Property, Regional Perspective: Central America and the Dominican Republic” was analyzed. Then the knowledge generation and management methodology was applied and a search strategy was identified to recover the information for preparation of the concept maps. Results The legal framework and institutional structure, as well as policies, programs, plans, and strategies for health and intellectual property, were identified. A set of barriers that hinder access to medicines was also identified, as well as solutions to overcome them. Conclusions In Central America and the Dominican Republic, health strategies, policies, programs, and plans are in place, but unfortunately their scope and degree of dissemination is uneven. This, together with social and economic factors, explains why health inequity persists between and within countries. The identified barriers to access to medicines included the expansion and strengthening of the rights of pharmaceutical patent-holders, problems with implementing the flexibilities of the Agreement on Trade-related Aspects of Intellectual Property Rights, pricing policies, and strict regulatory standards.
  • Panorama da dengue nos Estados Membros do Mercosul (1991–2015)

    Masciadri, Viviana

    Resumo em Espanhol:

    RESUMEN Objetivo En la actualidad, el virus del dengue constituye un fenómeno endémico que azota la región del Mercosur. El objetivo de esta investigación es elaborar un diagnóstico sobre la situación epidemiológica causada por el dengue en los Estados miembros y asociados del Mercosur. Métodos Se utilizaron datos estadísticos —tasas de morbilidad por dengue estimadas para el período 1980-2015, y especialmente del período 1991-2015—, junto con un corpus de leyes sanitarias, comerciales, laudos, informes ejecutivos y bibliografía específica. Resultados Se observó que, a excepción de Chile y Uruguay, los países asociados o miembros del Mercosur —principalmente Brasil, que exhibe la mayor incidencia mundial de casos de dengue— necesitan identificar los factores que favorecen el aumento de la propagación de la endemia. Conclusiones Este breve panorama sobre los Estados miembros del Mercosur en el período 1991-2015 se fundamenta en datos macroestructurales que ponderan y, al mismo tiempo, representan el sumatorio de los cuatro elementos establecidos por la OMS y la OPS para el control del dengue: la voluntad política de los Gobiernos, la coordinación intersectorial, la participación de la comunidad y el fortalecimiento de las leyes sanitarias nacionales.

    Resumo em Português:

    RESUMO Objetivo O vírus da dengue é atualmente um fenômeno endêmico que assola a região do Mercosul. O objetivo desta pesquisa foi fazer um diagnóstico da situação epidemiológica da dengue nos Estados Membros e Estados Associados do Mercosul. Métodos O estudo se baseou em dados estatísticos (taxas de morbidade pela dengue estimadas para o período 1980–2015 e, em particular, para o período 1991–2015) e em um corpus de legislação de saúde, legislação comercial, laudos, relatórios executivos e bibliografia específica. Resultados À exceção do Chile e Uruguai, os países associados ou membros do Mercosul, sobretudo o Brasil que tem a maior incidência mundial de dengue, precisam identificar os fatores que favorecem o aumento da propagação da endemia. Conclusões Este breve panorama da dengue nos Estados Membros do Mercosul no período 1991–2015 está fundamentado em dados macroestruturais que ponderam e, ao mesmo tempo, representam o somatório dos quatro componentes estabelecidos pela OMS e OPAS para o controle da dengue: vontade política por parte dos governos, coordenação intersetorial, participação da comunidade e fortalecimento da legislação nacional de saúde.

    Resumo em Inglês:

    ABSTRACT Objective Dengue virus is an endemic now ravaging the MERCOSUR region. The objective of this research is to assess the epidemiological situation caused by dengue in the MERCOSUR Member States and Associate States. Methods Statistical data were used (estimated dengue morbidity rates for the period 1980-2015, with particular focus on 1991-2015), together with a corpus of health legislation, commercial law, arbitration awards, executive reports, and subject-specific literature. Results It was found that, with the exception of Chile and Uruguay, MERCOSUR members and associate countries (in particular, Brazil, which has the highest incidence of dengue cases in the world) need to identify the factors that favor the increasing spread of this endemic disease. Conclusions This brief overview of the MERCOSUR Member States in the period 1991-2015 is based on a consideration of macrostructural data that represent the sum of the four elements established by WHO and PAHO for dengue control: the political will of governments, intersectoral coordination, community participation, and the strengthening of national health legislation.
  • Controle remoto ou remoto controle? A economia comportamental e a promoção de comportamentos saudáveis

    Loch, Mathias Roberto; Dias, Douglas Fernando; Castro, Alex Sandro Rodrigues; Guerra, Paulo Henrique

    Resumo em Português:

    RESUMO A economia comportamental é um campo de saberes e práticas que estuda o efeito de fatores psicológicos, cognitivos, emocionais e sociais sobre a tomada de decisão de indivíduos e instituições. Essa disciplina parte da premissa de que as escolhas humanas não são resultado de uma cuidadosa ponderação de custos e benefícios e de que alguns aspectos (por exemplo, opção padrão, enquadramento e efeito-âncora) podem influenciar a tomada de decisão por parte das pessoas. Assim, o objetivo deste texto é apresentar aspectos gerais da economia comportamental e reflexões sobre sua possível aplicação na promoção de comportamentos saudáveis. Uma das funções dos profissionais de saúde é fazer com que a adoção de comportamentos saudáveis seja mais fácil por parte das pessoas. Nessa perspectiva, existem evidências de que a aplicação de ideias da economia comportamental pode ter impacto positivo na adoção de comportamentos de saúde diversos, como, por exemplo, escolhas alimentares, prática de atividade física, adesão a campanhas de vacinação e doação de órgãos. Desse modo, acredita-se que a apropriação de alguns conceitos e insights da economia comportamental possa, de um lado, promover comportamentos saudáveis e, de outro, apoiar ações mais efetivas de incentivo a esses comportamentos.

    Resumo em Espanhol:

    RESUMEN La economía comportamental es un campo de conocimientos y prácticas que estudia el efecto de los factores psicológicos, cognoscitivos, emocionales y sociales sobre la toma de decisiones de las personas y las instituciones. Esa disciplina parte de la premisa de que las formas de elección humana no son el resultado de una cuidadosa ponderación de los costos y beneficios, y de que algunos aspectos (por ejemplo, la opción predeterminada, el efecto de enmarcación y el efecto de anclaje) pueden influir en la toma de decisiones por parte de las personas. Por ende, el objetivo de este texto es presentar los aspectos generales de la economía comportamental y algunas reflexiones sobre su posible aplicación en la promoción de patrones de comportamiento saludable. Una de las funciones de los profesionales de salud es facilitar la adopción de patrones de comportamiento saludable por parte de la población. En esa perspectiva, se ha comprobado que la aplicación de los conceptos de la economía comportamental puede tener un efecto positivo en la adopción de diversos patrones de comportamiento en materia de salud, por ejemplo, la selección de alimentos, la práctica de la actividad física, la adhesión a campañas de vacunación y la donación de órganos. De ese modo, se cree que la apropiación de algunos conceptos y percepciones de la economía comportamental permite, por un lado, promover los patrones de comportamiento saludable y, por otro, apoyar medidas más eficaces para incentivar esos tipos de comportamiento.

    Resumo em Inglês:

    ABSTRACT Behavioral economics is a field of knowledge and practices that studies the effect of psychological, cognitive, emotional, and social factors relating to decision-making by individuals and institutions. It assumes that human choices are not the result of careful consideration of costs and benefits, and that some aspects (e.g., defaults, framings, and anchoring effects) may influence an individual's decision-making. Thus, the aim of this essay is to present some general aspects of behavioral economics and discuss its possible application in the promotion of healthy behaviors. One of the roles of health care professionals is to facilitate the adoption of healthy behaviors by the population. There is evidence of a positive influence of some behavioral economics concepts regarding the adoption of various health behaviors, such as food choices, physical activity, adherence to vaccination campaigns, and organ donation. Thus, it is believed that the appropriation of some of these concepts and insights may both promote healthier behaviors and support more effective actions to encourage these healthy behaviors.
Organización Panamericana de la Salud Washington - Washington - United States
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