• Inversion of traditional gender roles and intimate partner violence against pregnant women Article

    Ribeiro, Marizélia Rodrigues Costa; Silva, Antônio Augusto Moura da; Schraiber, Lilia Blima; Murray, Joseph; Alves, Maria Teresa Seabra Soares de Britto e; Batista, Rosângela Fernardes Lucena; Rodrigues, Livia dos Santos; Bettiol, Heloisa; Cavalli, Ricardo de Carvalho; Barbieri, Marco Antonio

    Abstract in Portuguese:

    O estudo analisou a associação entre a inversão de papéis tradicionais de gênero e violência psicológica exclusiva e física/sexual por parceiros íntimos, em um estudo transversal com gestantes brasileiras usuárias de serviços de pré-natal nos municípios de São Luís, Maranhão (n = 992) e Ribeirão Preto, São Paulo (n = 943). As gestantes tinham idades de 12 e 45 anos. A inversão dos papéis tradicionais de gênero foi avaliada cálculando diferenças em idade, escolaridade e ocupação entre as gestantes e seus parceiros íntimos residentes, e a pessoa que mais contribuía para a renda familiar. O modelo conceitual foi testado com modelagem de equações estruturais e mostrou ajuste aceitável. A prevalência de qualquer tipo de violência cometida pelo parceiro íntimo foi de 29,8% em São Luís e 20,1% em Ribeirão Preto. Nos dois municípios, as gestantes mais frequentemente sofreram violência psicológica exclusiva e física/sexual quando eram a pessoa de maior renda na família (p < 0,005). Em São Luís, violência física/sexual era mais comum entre mulheres com mais escolaridade em relação aos seus parceiros (coeficiente padrão, CP = -0,466; p = 0,007). Em Ribeirão Preto, violência psicológica exclusiva era mais frequente entre mulheres com ocupações de menor status em relação aos parceiros (CP = 0,236; p = 0,004). A inversão dos papéis de gênero tradicionais está associada à violência psicológica exclusiva e à violência física/sexual contra as gestantes por seus parceiros íntimos. Os achados sugerem que o empoderamento individual das mulheres não necessariamente protege contra o abuso pelos parceiros íntimos em contextos sociais em que persistem as normas de gênero tradicionais.

    Abstract in Spanish:

    Este estudio analizó la asociación entre la inversión de los tradicionales roles de género y la violencia doméstica exclusiva psicológica y física/sexual, en un estudio transversal con mujeres embarazadas brasileñas, identificadas a través de los servicios prenatales en los municipios de São Luís, Maranhão (n = 992) y Ribeirão Preto, São Paulo (n = 943). Las mujeres embarazas se encontraban en un rango de edad entre los 12 y los 45 años. La inversión de los roles tradicionales de género fue evaluada calculando las diferencias de edad, educación y ocupación entre las mujeres embarazadas y las parejas que residen con ellas, e identificando quién realiza la contribución más grande a los ingresos familiares. El modelo conceptual fue probado con el modelado de ecuaciones estructurales, y mostró un ajuste aceptable. La prevalencia de cualquier tipo de violencia por parte de la pareja fue del 29,8% en São Luís y 20,1% en Ribeirão Preto. En ambos municipios, las mujeres embarazadas fueron más proclives a sufrir violencia exclusiva psicológica y física/sexual, cuando contaban con los ingresos más altos en la familia (p < 0.005). En São Luís, la violencia física/sexual fue más común entre mujeres que estuvieron mejor educadas que sus parejas (coeficiente estandarizado, CE = -0.466; p = 0.007). En Ribeirão Preto, la violencia exclusiva sicológica fue más frecuente entre mujeres que tenían ocupaciones de estatus inferior al de sus parejas (CE = 0.236; p = 0.004). La inversión de roles tradicionales está asociada con la violencia exclusiva psicológica y física/sexual contra las mujeres embarazadas por parte de las parejas que residen con ellas. Estos hallazgos sugieren que el empoderamiento de las mujeres en un nivel individual no las alivia necesariamente del abuso por parte sus parejas en contextos sociales donde persisten las normas tradicionales de género.

    Abstract in English:

    This study analyzed the association between the inversion of traditional gender roles and exclusive psychological and physical/sexual intimate partner violence, in a cross-sectional study of Brazilian pregnant women, identified through prenatal services in the municipalities of São Luís, Maranhão State (n = 992) and Ribeirão Preto, São Paulo State (n = 943). The pregnant women ranged from 12 to 45 years. Inversion of traditional gender roles was assessed by calculating differences in age, education and occupation between pregnant women and their co-residing intimate partners and identifying the largest contribution to family income. The conceptual model was tested with structural equation modeling and showed acceptable fit. The prevalence of any type of intimate partner violence was 29.8% in São Luís and 20.1% in Ribeirão Preto. In both municipalities, pregnant women were more likely to suffer exclusive psychological and physical/sexual violence when they had the highest income in the family (p < 0.005). In São Luís, physical/sexual violence was more common among women who were better educated than their partners (standardized coefficient, SC = -0.466; p = 0.007). In Ribeirão Preto, exclusive psychological violence was more frequent among women who had lower status occupations than their partners (SC = 0.236; p = 0.004). Inversion of traditional gender roles is associated with exclusive psychological and physical/sexual violence against pregnant women by their co-residing intimate partners. These findings suggest that women's empowerment at an individual level does not necessarily relieve them of intimate partner abuse in social contexts where traditional gender norms persist.
  • Do the determinants of self-rated health vary among older people with disability, chronic diseases or both conditions in urban Colombia? Article

    Pinilla-Roncancio, Monica; González-Uribe, Catalina; Lucumí, Diego I.

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: O estudo teve como objetivos identificar os principais determinantes da autopercepção da saúde entre indivíduos com 60 anos ou mais em Bogotá, Colômbia, e averiguar se esses determinantes variam entre grupos. A fonte de dados foi a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde de 2011, para a cidade de Bogotá. Foram estimados modelos de regressão logística para identificar os determinantes da autopercepção da saúde excelente/boa entre pessoas com 60 anos de idade ou mais, residindo em Bogotá. Além disso, foi realizada uma análise de subgrupos com o objetivo de identificar se os determinantes mudaram entre os grupos (homens, mulheres, pessoas com deficiência, com doenças crônicas e pessoas vivendo simultaneamente com deficiência e com doenças crônicas). A probabilidade de relatar autopercepção da saúde excelente/boa diminui quando a pessoa é portadora de deficiência ou doença crônica ou quando a renda domiciliar é insuficiente para atender as necessidades básicas. Enquanto isso, as chances de relatar autopercepção da saúde excelente/boa aumentam quando a pessoa tem maior escolaridade e recebe apoio da família. A análise de subgrupos revelou que, embora alguns determinantes só estejam associados a um grupo (idade e doenças crônicas), de maneira geral, três principais determinantes foram importantes: anos de ensino, condição socioeconômica e apoio familiar. Os determinantes da autopercepção da saúde em idosos residentes em Bogotá variam de acordo com a presença ou ausência de deficiência e doenças crônicas. Portanto, as políticas públicas que procuram melhorar os níveis de saúde e qualidade de vida devem considerar os efeitos dessas características sobre a percepção dos indivíduos em relação à própria saúde.

    Abstract in Spanish:

    Resumen: El objetivo fue identificar los determinantes principales de salud autoevaluada en individuos con edades comprendidas entre los 60 años o más en Bogotá, Colombia y si esos determinantes varían entre grupos. Los datos se recabaron de la Encuesta Demográfica sobre Salud de 2011 en Bogotá. Los modelos de regresión logística se estimaron para identificar los determinantes de una excelente/buena salud autoevaluada entre personas con 60 años o mayores, viviendo en Bogotá. Asimismo, se realizó un análisis subgrupo, con el fin de identificar si los determinantes cambiaron entre grupos (hombres, mujeres, personas con discapacidad, con enfermedades crónicas, y personas viviendo con discapacidad y enfermedades crónicas. La probabilidad de informar de una excelente/buena salud autoevaluada decrece cuando la persona sufre una discapacidad, una enfermedad crónica o informa que sus ingresos no son suficientes para cubrir las necesidades básicas. En cambio, las probabilidades de informar sobre una excelente/buena salud autoevaluada se incrementan cuando la persona tiene más formación educacional e informa recibir apoyo familiar. El subgrupo de análisis revela que pese a que algunos determinantes están sólo asociados a un grupo (edad con enfermedades crónicas), en general, fueron importantes tres determinantes: años de educación, variables status socieconómico y recibir apoyo familiar. Los determinantes de salud autoevaluada para las personas mayores en Bogotá varían, dependiendo de la discapacidad y estatus de las enfermedades crónicas. Por tanto, las políticas públicas con el fin de mejorar los niveles de salud y calidad deben considerar los efectos de aquellas características sobre las percepciones individuales de su propia salud.

    Abstract in English:

    Abstract: Our study aimed to identify the main determinants of self-rated health for individuals aged 60 years or older in Bogotá, Colombia, and if those determinants vary between groups. Data was obtained from the Demographic Health Survey 2011 for Bogotá. Logistic regression models were estimated to identify the determinants of excellent/good self-rated health among people aged 60 years or older living in Bogotá. Moreover, a subgroup analysis was conducted seeking to identify if the determinants changed between groups (men, women, persons with disability, with chronic disease(s), and persons with both disability and chronic disease(s)). The likelihood of reporting an excellent/good self-rated health health decreases when the individual has a disability, a chronic disease or reports that their household income is not enough to cover the basic needs. On the other hand, the odds of reporting excellent/good self-rated health increase when the individual is more educated and reports to receive family support. The subgroup analysis showed that although some determinants are only associated with one group (age with chronic diseases), in general, three main determinants stood out: years of education, socioeconomic status variables and receiving family support. The determinants of self-rated health for older adults in Bogotá differ according to the disability and the chronic disease status. Thus, public policies aiming to improve the levels of health and quality must consider the impacts of those characteristics on individuals’ perceptions of their own health.
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Rio de Janeiro - RJ - Brazil
E-mail: cadernos@ensp.fiocruz.br